terça-feira, 29 de março de 2011

ISLANDS OF ADVENTURE, O VERDADEIRO PARQUE DO HARRY POTTER

Nossa viagem foi assim:
Época: janeiro ***
Faixa etária das crianças: 7-9 anos *****


Pináculo marca a
entrada do parque.
O Universal manteve o público convenientemente confuso e desinformado, jamais deixando claro que o Wizarding World of Harry Potter não era, na verdade, um parque. Era apenas uma parte (bem pequena) de um parque maior, o Islands of Adventure. Com isso, muitos visitantes estão chegando ao WWHP ansiosos por uma grande aventura, e encontram apenas uma pequena área, com três atrações e um monte de lojas cujo objetivo nada disfarçado é deixá-los mais pobres.

Apesar da possível desilusão, aconselhamos os visitantes a reservar um tempinho para passear pelo Islands of Adventure (IOA), pois alguns brinquedos valem a pena. Se Harry Potter é seu interesse principal, siga as dicas dos nossos posts sobre o Wizarding World (clique aqui para vê-los). Assim que tiver conseguido seu objetivo maior, visitar Hogwarts e Hogsmeade, não hesite: siga o mais rápido possível para o Amazing Adventures of Spider Man, um dos melhores brinquedos de Orlando! E, é claro, dê um pulinho no Universal, que, com o advento de Harry Potter, ficou desatualizado e até meio vazio, mas que ainda tem atrações que valem a pena.

Melhor idade

Incredible Hulk Coaster.
O IOA é um parque que agradará essencialmente aos adolescentes. Disso não há a menor dúvida. Há muitas opções, principalmente no Harry Potter e no Marvel Super Heroes Island, que agradarão em cheio os viciados em adrenalina e efeitos especiais. Para as crianças pequenas, há poucas opções de brinquedos realmente bons. A maioria se concentra no Seuss Landing, mas estivemos em alguns e, na nossa opinião, deixaram um pouco a desejar. Os melhores são brinquedos como o Poseidon´s Fury e o Jurassic Park, que podem até ser legais, mas vão te ensopar até os ossos. Ou seja, devem ser descartados em dias frios. Para os adultos, apesar dos brinquedos serem muito interessantes, os níveis de manutenção e de serviço no parque podem ser um pouco irritantes.

Aliás, aproveitamos para avisar os navegantes: apesar de interessantes, os parques do Universal Orlando não são a Disney. O treinamento dos funcionários não chega nem aos pés da concorrente, e o nível de atenção, detalhe e serviço não são dos 10 mais. Por exemplo, entramos em uma loja de souvenirs para perguntar sobre o Express Plus. A funcionária não sabia dar informações sobre o funcionamento do passe, e não tinha sequer certeza da localização do quiosque mais próximo. Outro exemplo: o relógio que marca o tempo de espera nas atrações é mudado no "olhômetro". Presenciamos pessoalmente no voo do Hipogrifo: a funcionária que cuida da entrada deu uma esticada de pescoço para visualizar a fila, e mudou o reloginho de 10 para 30 minutos, assim, sem mais nem menos.  Não é incomum atrações ficarem fechadas até 11 da manhã (principalmente no Universal, que tem andado mais vazio), ou encerrarem suas atividades às 4 da tarde. Aparentemente, a companhia não tem pessoal suficiente para manter tudo funcionando o tempo todo.

Quanto tempo reservar para o IOA?

Traçar estratégias de visitação para os parques do Universal (o próprio e o IOA) é uma tarefa ingrata. Percebemos que o tempo de fila postado na entrada dos brinquedos tem pouca relação com a realidade, exceto no Forbidden Journey. Isso porque o brinquedo (ainda) não aceita Express Plus, e a entrada de visitantes com esse passe pode fazer a fila ficar parada durante vários minutos. Enquanto houver gente com o Express esperando para entrar, os funcionários vão passando essas pessoas na frente dos outros, sem o menor pudor. Então, se você der azar, pode chegar ao brinquedo com uma fila de 20 minutos e acabar esperando 40.

Se você estiver só entre adultos que não são muito fãs de montanhas-russas e crianças menores no seu grupo, não vai usar um dia inteiro para conhecer o parque. Nesse caso, compre um passe que dá direito a mudar de parque no meio do dia, e vá ao Universal na parte da tarde.

Se, por outro lado, seu grupo tiver crianças maiores e adolescentes, prepare-se para uma verdadeira maratona no IOA. Além de ter várias atrações que agradam esse público, eles não se contentarão em ir uma vez em cada uma, tendo que repetir várias e várias vezes cada brinquedo antes de passar para o próximo! Nesse caso, dedique um dia inteiro ao parque, e deixe o Universal - que também tem sua cota de atrações radicais - para outro dia.

Dicas para visitar

Wizarding World of Harry Potter.
O IOA vai requerer duas estratégias completamente diferentes dependendo de um único fator: a sua vontade de conhecer o Wizarding World of Harry Potter (WWHP) em geral, e o Forbidden Journey em particular. Se você fizer questão disso, precisará chegar super cedo, esperar na fila a abertura do parque, e entrar na "corrida" (mas, por favor, não corra de verdade; basta andar rapidinho) para chegar ao Forbidden Journey antes que uma fila homérica se forme. Temos um post dedicado especialmente a essa estratégia, então se você estiver interessado, clique aqui.

Se não quiser ir ao WWHP, ou se apenas um passeio pela área for suficiente para você, pode desconsiderar nosso plano, mas em hipótese alguma chegue tarde ao IOA. Mesmo que você não se interesse pelo bruxo de Hogwarts, chegar cedo permite que você aproveite para ir em outras atrações igualmente concorridas, mas que enchem mais tarde, enquanto a torcida do Corinthians está toda na fila do Forbidden Journey.

Devido ao comportamento errático das filas no IOA, e à preferência descarada do parque por quem comprou o Express Plus, vale a pena chegar cedo para não precisar do passe. Enfatizamos isso porque o Express Plus é muito caro, podendo até dobrar o valor do seu ingresso, dependendo do dia (o valor do passe muda de dia para dia). Se pelo menos o passe tivesse um sistema inteligente como o Fastpass da Disney, que distribui as multidões ao longo do dia, seria um instrumento útil. Muito pelo contrário, o sistema faz as filas se tornarem ainda mais longas, e os tempos de espera totalmente imprevisíveis, prejudicando enormemente aqueles que não podem - ou se recusam - a pagar mais dinheiro por um fura-fila.

Se você estiver interessado no Express Plus, não compre online. Se optar pela internet, terá que especificar o dia para o qual deseja comprar o passe. Se algum imprevisto acontecer na sua viagem, e você tiver que mudar o dia da sua visita ao Universal ou IOA, o passe perde a validade. Espere até chegar dentro do parque, assim você pode avaliar como estão as multidões e as filas antes de decidir desembolsar uma pequena fortuna em passes para a família toda. Uma vez lá dentro, o Express Plus pode ser comprado em quiosques. Só não deixe para comprar muito tarde num dia lotado, pois a quantidade supostamente é limitada, então você corre o risco de ficar sem ele.

Antes de comprar, também observe bem o mapa do parque. Lá, estão especificadas as atrações que aceitam o Express. Isso mesmo: além de pagar uma fortuna pelo passe, você não poderá usá-lo em todas as atrações. Das maiores, somente o Forbidden Journey não aceita o passe. Entre as menores, há algumas em que ele não pode ser usado, então avalie quais você quer realmente conhecer e veja se vai valer o custo-benefício.

Outra opção para quem está interessado no privilégio de furar filas é ficar hospedado nos hotéis do Universal. Além de entrar mais cedo nos parques, você pode passar na frente da fila da maioria dos brinquedos. Nós nunca ficamos no Universal e não conhecemos ninguém que já o fez. Se você já esteve nos hotéis do complexo, poste um comentário na caixa logo abaixo dessa postagem. Os leitores agradecem!

Multidão no Port of Entry.
Logo ao entrar no IOA, você atravessará uma área com o nome pouco criativo de Port of Entry, que abriga serviços gerais (aluguel de armários e carrinhos, informações, etc), bem como algumas lojas e um restaurante chamado Confisco. Depois de passar por essa parte, você se encontrará de frente para uma lagoa. A distribuição do IOA é em "ilhas" ou terras dispostas em círculo em torno dela. À sua esquerda, estará a Marvel Super Hero Island, seguida, em sentido horário, por Toon Lagoon, Jurassic Park, WWHP, The Lost Continent e Seuss Landing.

Confisco.
Começando sua volta pela esquerda, você verá um quiosque de reserva de restaurantes. Pare e faça uma reserva para comer no Mythos, eleito o melhor restaurante de parque temático dos EUA, por volta das 13:30h. Nós não fizemos reserva, então optamos pelo outro restaurante à la carte do IOA, o Confisco, que tem menos filas. Lá tem comida com inspiração mexicana a preço razoável; uma boa opção para quem está dentro de um parque de diversões. Aconselhamos os visitantes a fazerem uma pausa para almoçarem sentados, pois o parque é enorme e as crianças fatalmente ficarão cansadas de andar.

Navegar no IOA é bem simples do ponto de vista do GPS: tudo está disposto nesse grande círculo, e quase não há saídas ou passagens secundárias. Agora, do ponto de vista do tênis, prepare-se: você vai gastar muita sola! Isso porque não há nenhum tipo de ligação entre as extremidades do parque, então se você estiver, por exemplo, em Seuss Landing, e quiser ir ao Jurassic Park, do lado oposto, não terá outra alternativa se não dar a volta na bendita lagoa. Depois da 3a volta, você já não aguenta mais passar e repassar na frente dos mesmos lugares. O pior é que as atrações mais concorridas, como Forbidden Journey, Spider Man e Incredible Hulk Coaster estão todas localizadas em extremidades opostas. Haja perna!

Marvel Superhero Island.
Ao chegar pela manhã, visite o WWHP se for sua praia. Se não, dirija-se imediatamente ao Spider Man, na Marvel Superhero Island. De todos os brinquedos não-Potter desse parque, é o mais disputado, porque não tem quedas radicais, e é simplesmente incrível. Não precisa ser fã do Spider Man para curtir, e agrada quase todas as idades. Já que está na vizinhança, aproveite para andar na Incredible Hulk Coaster (se fizer o seu tipo). É superveloz e tem quedas bem íngremes, então prepare o estômago! O outro destaque na área da Marvel é o Doctor Doom´s Fearfall. Se você gosta de elevadores que caem lá de cima, vá. Caso contrário, saiba que não é uma das atrações mais bem avaliadas de Orlando, portanto dá para passar sem ela.

Depois de curtir a ilha Marvel, você poderá navegar em sentido horário, passando primeiro pela Toon Lagoon, que tem basicamente atrações com tema de desenhos antigos como o Popeye. Isso mesmo. Sabe aquele Popeye que você assistia quando era criança pequena lá em Barbacena? Dessa área, a atração mais interessante é a Popeye & Bluto´s blablabla Barges. A atração tem um nome impronunciável (na verdade é Popeye & Bluto´s Bilge-Rat Barges), mas a ideia não tem nada de original: um passeio de rafting por um riacho com corredeiras, no qual você ficará ensopado. Portanto, se o dia estiver frio, pule essa também.

Entrada da área do
Jurassic Park.
A próxima área é o Jurassic Park. Pois é. Sabe aquele Jurassic Park que você assistiu no cinema nos tenros anos da sua pré-adolescência? Então, é o tema dessa área que tem apenas 2 atrações. O Pteranodon Flyers, olhando de longe, até parece legalzinho: um tipo de tirolesa mais calminha em que você anda em pterodátilos. Quando você se aproximar da entrada, vai notar uma espera de cerca de 60 minutos. Não acredite! A espera é beeeem mais longa, e, de acordo com todos os guias e sites que lemos, o brinquedo simplesmente não vale o tempo. Então só lhe resta o Jurassic Park River Adventure, esse sim, um passeio que vale a pena pelos bonecos animatrônicos e pela queda no fim do percurso. A queda e o realismo dos dinossauros podem ser amedrontadores para crianças pequenas. Novamente, tome cuidado se o dia estiver frio, pois esse brinquedo também molha bastante.

Poseidon´s Fury.
A próxima área é do Harry Potter, que você já terá conhecido logo de manhã. Passe reto e vá para Lost Continent, cujo tema, sinceramente, não conseguimos entender muito bem. Aparentemente é sobre a Atlântida, mas os nomes dos brinquedos e restaurantes remetem à Grécia Antiga ou algo do tipo... Deixaremos por conta da sua imaginação, quando você for. Se já for o horário da sua reserva para o almoço, almoce primeiro (o Mythos fica aqui pertinho). Se não, a maior atração aqui é Poseidon´s Fury, que também pode dar medo nas crianças pequenas - e molha. A essa altura você já deve ter notado que, se você não gosta de se molhar, ou se o dia estiver muito frio, não restarão muitas opções no IOA.

A última área, Seuss Landing, tem somente atrações interessantes para crianças. Se não houver ninguém com menos de 10 anos no seu grupo, pode passar reto por essa área, sem susto. Caso ainda seja cedo (por volta de 15h), vá para o Universal, onde há outras atrações para adolescentes e adultos. Se tiver crianças, prepare-se para longas filas em Seuss Landing. A estrela da área é o The Cat in the Hat, cujo esquema é bem parecido com o Winnie the Pooh do Magic Kingdom, só que com o tema da famosa história do Dr. Seuss (Thing 1, Thing 2), e um carrinho que gira sem parar. Nada bom para quem tem estômago fraco.

As outras atrações da área são, como diriam os americanos, ho-hum. Nada de mais. Um carrossel, um carrinho que anda em trilhos suspensos, um brinquedo que gira como o Dumbo (só que com esguichos de água que TAMBÉM molham), e um playground completam a Seuss Landing. Divertido para as crianças, mas se houver longas filas, é melhor dar a volta e sair pelo outro lado do parque!

Atrações

Como nosso objetivo principal era jogar quadribol com a Grifinória, acabamos não conhecendo muitas das atrações do IOA. Para uma avaliação completa das atrações do WWHP, leia nosso post. Além de Forbidden Journey, Flight of the Hipogriff e Dragon Challenge, também conhecemos:

1. Amazing Adventures of Spider Man *****: a melhor atração do parque (está em pé de igualdade com o Forbidden Journey). A fila é ambientada como se fosse a redação do jornal em que Parker trabalha. De óculos 3D, você embarca em carros que vão se movimentando por cenários diferentes (estilo "dark ride"). De tempos em tempos, o carro vai parando diante de telas onde são projetados filmes 3D. Na história, os visitantes se veem no meio de lutas entre Spider Man e seus adversários, como o Dr. Octopus e Electro. O carro se move em sincronia com esse filme, simulando com muito realismo movimentos como quedas, voos, explosões e o que mais você imaginar. Se você não conhece os vilões do Spider Man, não se preocupe: basta saber que entre os efeitos especiais estão borrifos d´água e fogo de verdade. Em resumo, todos os elementos necessários para criar uma atração de primeira linha. Só deve ser evitado por quem passa mal em movimento.

2. The High in the Sky Seuss Trolley Train Ride **: não sabemos o que a Universal tem contra nomes curtos, pois esse é mais um que é praticamente impronunciável. O que você precisa saber sobre ele é que é um passeio de trenzinho num trilho suspenso. Há 2 trilhos diferentes, cada um contando uma história do Dr. Seuss. Nós fomos só em um deles, e já foi tedioso o suficiente... Agradará apenas às crianças menorzinhas.

Entrada do Cat in the Hat.
3. The Cat in the Hat ****: no bom e velho estilo "dark ride", esse brinquedo é divertido, com cenários e uma historinha bem interessantes. Mas, se você nos perguntar se vale a longa espera, normalmente por volta de 40 minutos (que pode facilmente ultrapassar uma hora), nós seremos obrigados a dizer "não". Prefira os do Magic Kingdom que são tão bons quanto, mas você pode usar o Fast Pass... Também passe longe se tiver enjoos, pois o carrinho do Cat in the Hat gira sem parar.

O IOA tem uma fixação por brinquedos que molham os visitantes: quase 1/3 de todas as atrações encharcam as pessoas. Como visitamos em um dia frio, dispensamos todos os brinquedos com alto potencial aquático. No final da tarde, fomos para o Universal, onde não havia praticamente filas, e brincamos até o horário do fechamento.

Post gentilmente revisado por A.K.Arahata.

sexta-feira, 25 de março de 2011

ANIMAL KINGDOM: MUITO MAIS QUE UM ZOO BY DISNEY!

Nossa viagem foi assim:
Época: janeiro *****
Faixa etária das crianças: 1-3 anos ***; 3-5 anos ****; 5-7 anos *****;
7-9 anos *****


Árvore: símbolo do AK
Muitas vezes topamos com descrições do Animal Kingdom (AK) que o mostram como pouco mais que um zoológico da Disney. É claro que os animais, que estão até no nome, são o grande destaque lá, mas  o parque é muito mais do que um mero espaço intercalando animais e montanhas-russas.

"Primorosamente executado" é uma expressão que os leitores assíduos do nosso blog já se acostumaram a ver associada a "Disney". Realmente, com raríssimas exceções, tudo que a Disney se propõe a fazer ou construir é muito bem feito. O AK é um dos exemplos mais emblemáticos da obsessão da empresa por detalhes, autenticidade e verdade. Por isso, uma visita a ele é imprescindível para quem gosta de conhecer lugares novos e mágicos.

"Nepal"
Depois de correr de atração em atração, às voltas com fastpasses e filas intermináveis nos outros parques, o AK é um santo remédio para o turista com overdose de ação. Claro que há atrações estelares, com filas intermináveis e que exigem estratégias de visitação. Mas são apenas 3 ou 4, e o restante do seu dia você poderá passar vagando por terras distantes e exóticas como o Nepal ou Marrocos.

Melhor idade

O AK é um parque que agrada desde crianças pequenas, por causa dos animais e shows, até adolescentes com sede de adrenalina. Se seu filho gosta de animais - e quase todas as crianças pequenas adoram - vai estar no paraíso. As duas exibições de animais (estilo zoológico, em que você vai andando e vendo os habitats), são muito bem ambientadas e elaboradas. Pessoalmente, gostamos mais do Maharajah Jungle Trek (onde o destaque são os tigres) do que do Pangani Forest (onde há gorilas enormes).

Animais são destaque.
As crianças pequenas também vão encontrar muitas atrações para elas dentro do Dinoland. Já o Kilimanjaro Safaris agrada a todas as idades. Para os adolescentes, a maior atração é a montanha-russa mais cara do mundo, Expedition Everest. Crianças maiores também vão gostar do Dinosaur (realista e apavorante) e do Kali River Rapids (molha de verdade!).

O único inconveniente do AK para famílias com crianças menores é o tamanho do parque. Ele é enorme e não muito fácil de navegar, pois os caminhos são sinuosos e atravessam pontes e bosques. Se seu filho for bem pequeno, não deixe de usar um carrinho de bebê.

Quanto tempo reservar para o AK?

Boneyard.
Tudo vai depender do seu ritmo. Se você quiser apenas conhecer as atrações, sem se deter muito tempo em passeios para apreciar os cenários incríveis, chegue de manhã cedo e poderá sair lá pelas 2, 3 da tarde. Ou, ao contrário, chegue um pouco mais tarde, almoce e vá embora no horário do fechamento.

O AK, ao contrário dos outros parques, fecha cedo para poupar os animais que lá vivem, e não tem show noturno. A parada, que normalmente ocorre no meio da tarde, lá pelas 15, 16 horas, é diferente das outras paradas da Disney: tem um toque étnico, artístico e bem colorido. Vale a pena assistir pelo menos uma vez. Enquanto ela estiver passando, se você tiver que atravessar seu caminho, desista de ir a qualquer lugar. Fique onde está até que acabe. Você pode ver onde passa a parada no mapinha do parque.

Dicas para visistar

Fila no Kilimanjaro Safaris.
Como o AK tem poucas atrações "tradicionais", em poucas horas você consegue visitar todas. A entrada do parque é feita por vários caminhos que passam no meio de um bosque, onde há exibições de animais. Se conseguir fazer as crianças desgrudarem das grades, passe reto por essa parte, chamada Oasis. Deixe para explorá-la no final do dia, depois de terminar o passeio pelo parque. Assim você conseguirá ver todas as atrações mais concorridas sem muita espera.

O parque está dividido em áreas temáticas, assim como os outros parques da Disney. Depois da entrada, que passa pelo Oasis, você estará diante da grande árvore localizada na área chamada Discovery Island. Se você começar a navegar pela direita da árvore, em sentido anti-horário, encontrará primeiro a Dinoland, em seguida a Asia, depois o Rafiki Planet Watch, a Africa e, por último, a área denominada Camp Minnie-Mickey. Dessas, as que têm mais atrações são a Dinoland, Asia e Africa.

A atração que tem a maior fila do AK, sem dúvida, é o Kilimanjaro Safaris. As filas crescem rapidamente logo pela manhã, e ficam assim pelo menos até umas 3 da tarde. Então, você deve seguir logo cedo para essa atração, ou enviar alguém para pegar fastpasses para a família. A desvantagem dessa estratégia é que o Kilimanjaro fica bem longe da entrada do parque, o que vai requerer uma boa caminhada de quem for buscar os passes.

Enquanto espera o horário do fastpass, vá em algumas das atrações mais concorridas logo pela manhã. It´s Tough to Be a Bug, que fica dentro da árvore, pode ser uma das primeiras. A Expedition Everest também tem filas, mas só enche mesmo após as 10 da manhã. Por ser um pouco radical, não agrada a tanta gente quanto o Kilimanjaro Safaris. Em seguida, vá ao Kali River Rapids, já que está por perto, desde que não esteja frio. Esse brinquedo molha de verdade, então, se o tempo não estiver quente, você vai passar um dia miserável e encharcado se for nele logo de manhã.

Detalhes ajudam a
criar ambiente.
Não se esqueça de verificar no folheto do parque os horários dos 2 shows: Finding Nemo e o Festival of the Lion King. Normalmente dá para assistir um no meio da manhã, e o outro à tarde. Não perca nenhum dos 2, pois são shows muito bem produzidos, com músicas e figurinos diferentes e bonitos.

Por último, já na parte da tarde, você pode visitar as exibições de animais, Maharajah Jungle Trek e Pangani Forest Exploration Trail, e explorar a Dinoland, que é repleta de brinquedos para crianças menores. O único brinquedo nessa área que não agrada aos pequenos é Dinosaur, que, junto com o Primeval Whirl, atraem as maiores filas desse pedaço.

Por fim, assista à parada no meio da tarde e, se não tiver conseguido ir em alguma das atrações por causa da fila, aproveite o final do dia. A maioria dos visitantes do AK vai embora logo depois da parada, e o parque fica bem mais vazio nas últimas 2 horas de funcionamento.

Restaurantes

No AK, não participamos de nenhuma refeição com personagens. Por outro lado, em termos de comida diferente, não americanizada, e até exótica, o parque só perde para o Epcot. O Yak & Yeti é um restaurante à la carte com inspiração oriental. Traz pratos baseados em cozinha tailandesa, chinesa e indiana, como sopas, macarrão, pratos feitos no wok, legumes, arroz oriental, etc. Tudo muito bem preparado e saboroso, de uma forma difícil de encontrar nos EUA.

Tusker House
Tusker House é um buffet de comida pseudo-africana. Para dizer a verdade, quando fizemos nossa reserva aqui não esperávamos grande coisa do restaurante, mas ele não nos decepcionou. Se vocês estiverem com saudades de arroz e banana frita, aqui tem! E mais: cuscuz marroquino, homus, coalhada seca, tabule, picadinho de carne, pratos temperados com curry, legumes refogados. Tem também todas as opções básicas dos americanos, como nuggets de frango e corn dogs, caso você ainda não esteja cansado delas.

No AK está um dos restaurantes mais disputados da Disney, o Rainforest Cafe. A comida é até melhor que a média dos restaurantes do mesmo estilo (casual dining), mas a atração aqui é mesmo o cenário. Todo o restaurante é decorado como se fosse uma floresta tropical, com animais animatrônicos estrategicamente posicionados entre as árvores. Desde elefantes até macacos, a maioria se mexe e emite sons. De tempos em tempos, o restaurante todo escurece, ressoam pelo salão sons de trovões e luzes imitando relâmpagos piscam sobre a cabeça dos comensais. Essa "tempestade tropical" pode assustar um pouco as crianças pequenas mais impressionáveis. Tem também um Rainforest Cafe em Downtown Disney.

Para comer em qualquer um desses 3 restaurantes, é aconselhável fazer reservas antecipadas pelo site da Disney, especialmente para o Rainforest. O Yak & Yeti também enche rápido, enquanto o Tusker House, por ser maior e por ser buffet, costuma ter um pouco menos de espera.

Outra opção que costumamos ler nos guias é ir almoçar nos restaurantes africanos do Animal Kingdom Lodge, o Boma e o Jiko Cooking Place. Todos os guias e sites dão notas excelentes a esses dois restaurantes, e dizem que até os locais, que vivem na região de Orlando, frequentam esses restaurantes. Nunca fomos, então não podemos opinar, mas fica registrada a opção.

Atrações do AK

Como já dissemos, a grande atração do AK é, na verdade, o próprio parque. Cada caminho, cada curva, cada esquina reserva uma surpresa diferente: um cenário igualzinho ao dos filmes de ação, uma marca imitando pegada de animal no chão, um carrinho repleto de garrafas de Coca-Cola do Nepal, um banco com formato diferente, uma loja com arquitetura incomum...

Nosso ambiente preferido no AK é, sem dúvida, a Ásia. Aqui, você se sente como se estivesse num cenário de filme sobre o Everest; só falta aparecerem os sherpas dizendo "namastê"! A África também é muito bem executada, mas sem a mesma mística que há na Ásia.

Conheça as atrações, shows e exibições do AK:

Dentro do carro no safári.

1. Kilimanjaro Safaris *****: deve ser uma das primeiras a ser visitada, pois enche rápido e permanece assim o dia todo. A área de fila é bem larga, decorada como se fosse a entrada de uma reserva africana onde se fazem safáris. Nesse brinquedo, o estacionamento de carrinhos de bebê fica no meio da fila. Ao chegar ao embarque, todos entram num caminhão aberto, parecido com os que são usados nos safáris de verdade, só que bem maior. Você é conduzido por um motorista (humano de verdade) pelos caminhos e trilhas que vão passando pelos animais.

Você terá oportunidade de ver crocodilos, flamingos, elefantes, leões e outros mamíferos africanos, em meio a uma savana falsa muito bem construída. O passeio é surpreendentemente longo (sem ser chato) mas mesmo assim passa apenas por uma fração do habitat que foi construído para os animais. Isso dá uma ideia de como o lugar é grande! Nesse meio tempo, o condutor, com o auxílio de gravações, faz todo mundo participar de uma "história": nós somos chamados pelo rádio a ajudar na busca por caçadores de elefantes, que estão na área atrás dos preciosos marfins. Por causa dessa história, dependendo do seu condutor, seu safári pode se tornar bem barulhento, por vezes assustando um pouco as crianças menores. Mas não é nada que chegue a atrapalhar o passeio.

Gorila.
2. Pangani Forest Exploration Trail ***: uma das 2 exibições tipo zoo do AK, no Pangani Forest o destaque são os gorilas - uma família inteira deles, enormes e impressionantes. Fora os gorilas, conforme você vai andando pela exibição, vai vendo também outros animais, como hienas, hipopótamos, ocapis, aves exóticas e até um aquário com grandes peixes de água doce.

3. Expedition Everest *****: um dos melhores brinquedos, não só do AK, como da Disney inteira. Trata-se da montanha russa mais cara do mundo, em que recursos cenográficos, bonecos animatrônicos e o próprio trajeto do carrinho vão surpreendê-lo. Como sempre, aqui no FR contaremos em detalhes tudo que ocorre quando você embarca nessa montanha russa, tim tim por tim tim. Portanto, se você não quiser estragar a surpresa, pule essa descrição!

Você embarcará num trem, de 2 em 2, e tudo começa como se fosse uma montanha-russa normal. No embarque, repare na ambientação: parece uma estação de trem do Nepal; a um canto, estão jogadas algumas mochilas de caminhada, como se um grupo de montanhistas tivesse acabado de sair ou de chegar. O trajeto no início é rápido, mas sem grandes sustos. Até que seu trem se aproxima de uma parte do trilho que foi "quebrada" pelo Yeti. Nesse ponto, há uma longa pausa; o lugar é tão alto que, se você estiver sentado nas primeiras três fileiras, conseguirá ver, ao longe, a esfera do Epcot (!). De repente, o trem começa a andar para trás e, ao invés de voltar pelo mesmo caminho que veio, entra por um trilho completamente diferente, passando por dentro de uma caverna escura.

Lá dentro, mais uma pausa: o trilho começa a balançar e uma imagem projetada do Yeti aparece à sua frente, mostrando como ele está quebrando tudo naquele exato momento. Obviamente ele faz bastante barulho, mas só dá medo em crianças. Os adultos vão achar divertido. Depois o trem começa de novo a ir para a frente, numa velocidade alucinante, passando por um boneco animatrônico do próprio Yeti, e por curvas e descidas um pouco mais nervosas.

Apesar de um pouco radical, não tem nenhum looping ou espiral (ou seja, você não é virado de ponta-cabeça nenhuma vez). O que pode dar medo é a parte em que o trem volta de ré, e você entra na caverna absolutamente escura, e a maior descida do brinquedo, que é aquela que pode ser vista pelo lado de fora da montanha. Se seu filho tiver dúvidas se vai "aguentar o tranco", deixe-o observando essa descida por alguns minutos antes de decidir. Agora, se ele tiver medo do escuro ou de barulhos altos, passe longe dessa montanha-russa. Todas as outras crianças de espírito mais aventureiro (e altura acima de 1,12m) vão adorar!


4. Maharajah Jungle Trek *****: a outra exibição estilo zoo do AK. Essa tem uma ambientação mais caprichada, como se fossem as ruínas de algum templo oriental, e o destaque são os tigres, que podem ser vistos de vários ângulos através de grandes janelas de vidro. Todo o lugar tem uma atmosfera mágica, e você poderá ver também morcegos enormes e aves exóticas. Se for escolher só uma das exposições de animais do AK, o Maharajah Jungle com certeza deve ser sua opção!

5. Kali River Rapids: apesar de não termos ido nessa atração, resolvemos incluí-la aqui porque é bem falada pelos frequentadores do AK. Trata-se de uma descida de corredeira por um rio, em botes redondos. Pelos comentários, o grande trunfo desse brinquedo está na ambientação, que imita perfeitamente um rio do sudeste asiático. O motivo para nunca termos ido nele é simples: no dia que fomos ao AK, estava frio, e esse brinquedo vai deixá-lo molhado até a cueca! Então, se você estiver aqui num dia quente, não deixe de ir ao Kali River. E se você, nosso leitor, conhecer o brinquedo, ajude os outros leitores: poste um comentário dando sua opinião.

6. Dinosaur ****: uma atração estilo "dark ride", em que você embarca em carros para ir fazer um passeio entre dinossauros. Há uma história, mas o brinquedo é tão alto, chacoalha tanto, e os dinossauros são tão apavorantes para as crianças, que não conseguimos prestar atenção. Para os adultos, os detalhes e a veracidade dos cenários e dos dinossauros propriamente ditos valem a visita, a não ser que você seja do tipo que enjoa fácil (chacoalha muito, de verdade). Não vá com crianças pequenas, pois elas fatalmente ficarão com medo.

7. Primeval Whirl ****: totalmente desaconselhável para aqueles com estômago fraco, pois, apesar da aparência inofensiva, os carrinhos dessa montanha-russa giram muito, deixando qualquer um meio tonto e enjoado. Fora isso, é muito divertida, principalmente para as crianças que gostam de montanhas-russas infantis. Se seu filho for desses, ignore as dicas que demos antes sobre ir primeiro ao Kilimanjaro Safaris, etc. Vá primeiro ao Primeval Whirl, pois ele vai querer repetir algumas vezes antes de continuar vendo o restante do parque.

8. The Boneyard *****: quase todos os parques de Orlando têm um playground superproduzido como este. O do AK tem como tema a arqueologia, e tem tudo que se espera desse tipo de brinquedão - escorregadores, lugares para escalar, e até um "fóssil" a ser descoberto. Dá para trazer as crianças aqui naquele momento em que todos estiverem cansados e elas precisarem de um "tempo livre" para brincar à vontade, enquanto os adultos descansam um pouco.

9. TriceraTop Spin ***: como os bebês não se cansam desse tipo de brinquedo, a Disney colocou mais uma versão dele aqui no AK. Depois de elefante, tapete voador, foguete espacial, agora é a vez das crianças subirem em dinossauros e rodar, rodar e rodar.

10. Finding Nemo *****: esse teatro fica pertinho da Dinoland, e mostra o espetáculo baseado na história do famoso filme da Pixar. No entanto, muito mais que um monte de gente vestida de peixe, os figurinos desse espetáculo são de cair o queixo. Bonecos enormes, feitos com grande arte e criatividade, flutuam pelo palco, deixando aparecer o rosto dos atores que os manejam e dublam ao mesmo tempo. Alguns bonecos necessitam de até 4 pessoas trabalhando em perfeita sintonia para seu funcionamento. Imperdível!

11. Discovery Island ****: bem no centro do parque, onde fica localizada a famosa árvore que é o símbolo do parque, está essa "ilha". Totalmente feita pela mão do homem (exceto as plantas, é claro), você pode caminhar por suas trilhas, pontes e túneis, e apreciar os detalhes da gigantesca árvore e de suas "raízes", com figuras entalhadas de todos os tipos de animais. Para crianças observadoras e curiosas, é um paraíso, pois é possível ficar horas tentando avistar animais "escondidos" entre os entalhes desse cenário maravilhoso.

12. It´s Tough to Be a Bug **: é o cinema 3D que fica dentro da grande árvore que é o símbolo do parque, bem no meio da Discovery Island. A ante-sala da atração tem um ambiente muito bem executado, que lembra o interior do formigueiro do filme Vida de Inseto, e eleva consideravelmente as expectativas em relação ao filme. Ao entrar no cinema, sentamo-nos em bancos, não em poltronas individuais. O início do filme até que é interessante, narrado pelo personagem Flick (a formiga do filme). A certa altura, no entanto, a história desanda completamente - ficamos até meio assustados. O ápice da falta de sensibilidade do roteirista é o momento em que um dos insetos começa a jogar inseticida na plateia, com um enorme spray, e fumaça de verdade começa a invadir o cinema, até que as luzes se apagam e tudo fica absolutamente escuro. Em seguida, efeitos contidos nos bancos dão a impressão que insetos estão andando pelas suas costas, deixando as crianças pequenas absolutamente apavoradas. Gritos e choro invariavelmente são ouvidos na plateia nesse momento.

Pela localização (dentro da árvore do AK), pelo tema (um filme adorado pelas crianças pequenas), e pelo tipo de atração (cinema 3D com efeitos muito bem feitos, apesar de um roteiro de mau gosto), esperávamos muito mais do It´s Tough to Be a Bug. É muito difícil a Disney decepcionar os seus frequentadores, mas achamos que, para muitos, esse é o caso nessa atração. Para nós, certamente foi decepcionante (o único outro lugar da Disney em que tivemos a mesma sensação foi no brinquedo do Stitch no Magic Kingdom).

13. Festival of the Lion King *****: o show da Broadway baseado no filme Rei Leão já se tornou um clássico da Disney. As pessoas que assistiram ao show em NY dizem que este, do AK, tem efeitos e músicas bem semelhantes. As músicas são realmente contagiantes. Foram o ponto alto do desenho animado no cinema, e continuam sendo exploradas pela Disney. No show, são acompanhadas por bonecos gigantes, que se mexem de verdade, dos personagens do desenho (Simba, Pumbaa e companhia), acrobacias circenses, e participação da plateia, e ainda por cima são cantadas ao vivo por artistas talentosos. Em poucas palavras, o tipo de show com tudo que a Disney faz de melhor. E já está incluído no preço do ingresso do parque, então aproveite para assistir um show de qualidade sem pagar nem um tostão a mais!

14. The Oasis ****: logo na entrada do AK , está localizado esse grande "bosque", entremeado por caminhos que podem ser percorridos calmamente, apreciando-se os vários animais que estão em exibição aqui. Ande devagar e preste atenção a cada trecho, pois os cantinhos onde estão os animais às vezes ficam bem escondidos.

Como você pode ver, apesar das exibições de animais do Animal Kingdom serem muito boas, o parque tem muito mais a oferecer. Então, se estiver em Orlando, não faça que nem o brasileiro que alugou o carro antes de nós. Quando pegamos o GPS, que tinha acabado de ser devolvido por esse brasileiro, vimos seu histórico de navegação: dos parques, ele só visitou o Magic Kingdom e o Islands of Adventure. O restante dos destinos era composto apenas por shoppings, outlets e megastores.

Não temos nada contra compras, mas pessoalmente, quando viajamos para Orlando, nossa prioridade foi conhecer os parques e aproveitar o que cada um tem de melhor. Se esse for o seu caso também, não deixe de conhecer o Animal Kingdom - um parque como nenhum outro que você verá por aí (seja no Brasil, seja nos EUA).

Post gentilmente revisado por A.K.Arahata.

quarta-feira, 23 de março de 2011

UM ANO DE FAMÍLIA RECOMENDA.



Las Vegas foi nosso primeiro post.
Há exatamente 1 ano atrás, o Família Recomenda publicava seu primeiro post, sobre Las Vegas (se você nunca leu, clique aqui). Desde então, já publicamos mais de 40, muitos deles (como Cancún e Alasca) com a ajuda de nossos amigos viajantes, e compartilhamos centenas de links em nossa fan page no Facebook. Para quem ainda não percebeu, ficamos viciados nisso! Se viajar já é bom, imagine contar tudo sobre nossas viagens, e de quebra ver nossos leitores e amigos motivados a levar seus filhos para lugares lindos e diferentes.

Apesar de ter apenas 1 ano, nosso blog está virando gente grande: já tivemos mais de 6000 visitantes, que visualizaram quase 26000 páginas. Só no último mês, foram cerca de 1900 visitas. Já saímos até numa notinha beeem pequenininha no Jornal da Tarde! Fomos mencionados em outros sites como o Viajando com Pimpolhos, o blog da Natércia Tiba, o Viajando para Orlando e o Viaje na Viagem. Nada disso teria sido possível sem o apoio e o entusiasmo de nossos leitores, conhecidos, amigos e familiares. Em nossas caixas de comentários, tanto aqui quanto no Facebook, já tivemos centenas de participações dos nossos leitores, o que nos dá muita satisfação.
Cancún.
Muito do que contamos aqui aprendemos às custas de fazer nossos irmãos, sobrinhos, cunhados e amigos de cobaias em nossos experimentos turísticos. São fruto também de experiências trocadas e histórias ouvidas de outras famílias que, como nós, são viciadas em viagens. Além, é claro, da contribuição voluntária dessas famílias, seja contando suas histórias, seja escrevendo para o nosso blog. Não podemos esquecer também das inúmeras vezes em que nossos amigos e familiares apontaram incorreções, fizeram revisões, trouxeram perguntas - tudo isso ajudou nossas dicas a ficarem melhores a cada dia!

Alasca.
Então, se você já é nosso fã antigo e leitor assíduo, ou se está entrando pela primeira vez em nosso blog hoje, queremos agradecer porque você é o motivo e o incentivo para continuarmos horas e horas na frente do computador, escrevendo, reescrevendo, corrigindo, linkando e publicando.

Esperamos continuar sendo úteis aos internautas que buscam um lugar onde ouvir opiniões sinceras e dicas realmente úteis. Queremos mostrar lugares lindos, e como fazer para aproveitar o melhor de cada um, levando junto seus filhos e criando momentos especiais, memórias indeléveis, e laços familiares cada vez mais fortes. Nas próximas férias, pegue sua família e viaje, viaje e viaje. Nossa família recomenda!

domingo, 20 de março de 2011

POST ORGANIZADOR DO DISNEY DREAM

Publicamos um total de 6 posts sobre nossa viagem inaugural a bordo do mais novo navio da Disney Cruise Line, o Disney Dream. Clique nos links abaixo para ler os posts referentes a cada assunto abordado.


Se você quiser ter uma visão geral sobre o navio, como reservar, o que fazer no primeiro dia, e algumas outras dicas práticas, clique aqui. Ou acesse esse link para ver um show de slides com algumas fotos do navio.

Clique nos seguintes links se quiser saber mais sobre os restaurantes, sobre as opções de diversão a bordo, ou ainda se quiser informações sobre os portos de parada do navio, Nassau e Castaway Cay.

Finalmente, se lendo tudo isso você ficou com vontade de fazer as malas e embarcar no Dream, veja antes esse post com várias dicas práticas sobre tudo que diz respeito ao navio.

Boa leitura e boa viagem!

quinta-feira, 17 de março de 2011

DESCASCANDO A AMERICAN


Após perder uma conexão em Miami, várias famílias viajando juntas passaram por todo tipo de problema com a American, decorrentes das dificuldades pelas quais a empresa vem passando nos últimos meses. Desde serem mandados a um hotel que oferecia risco à segurança das famílias, até mãe e filho (de 4 anos!) sendo colocados em voos separados... Se continuar desse jeito, não falta muito para a empresa fechar de vez!

Se você acompanha nosso blog, já deve ter lido nosso relato sobre os voos horríveis que fizemos com a American. Ficamos sentados por duas horas dentro das aeronaves, aguardando reparos de última hora; nossas malas chegaram ao destino dois dias depois de nós, e nesse meio tempo a American não fazia a menor ideia de onde estavam; antes do embarque, a companhia trocou nossos voos por outros com conexões impossíveis de cumprir... Por tudo isso, achávamos que nossa experiência tinha sido ruim, mas até a semana passada não sabíamos do que a companhia realmente é capaz.

Um grupo grande de amigos e conhecidos nossos decidiram usar a American para chegar a Nassau, nas Bahamas, com conexão em Miami. Na ida, a costumeira espera dentro da aeronave, após o embarque, para os técnicos consertarem os banheiros que não estavam funcionando. Fora isso, poucos problemas.

Na volta dessas famílias, na sexta-feira, a situação ficou totalmente fora de controle. Tudo começou com um atraso, em Nassau, do voo da American Eagle, a afiliada da empresa que faz essa rota. Um dos dois aviões que fazem o trajeto entre Nassau e Miami quebrou, e apenas uma aeronave permaneceu funcionando. Isso provocou um atraso de 3 horas no voo entre Nassau e Miami. Obviamente, o grupo perdeu sua conexão para o Brasil, por uma questão de minutos. Foi nesse momento que o verdadeiro suplício começou.

No balcão da American em Miami, todas as famílias tentavam remarcar seus voos. Sendo a volta do Carnaval, todas as saídas para o Brasil estavam lotadas. Ficaram no aeroporto das 11 da noite às 3 da manhã, até que todos conseguiram remarcar suas passagens. Algumas famílias tiveram que se separar: o pai embarcaria com um dos filhos e a mãe, com o outro. Outros tiveram que pegar voos com conexões absurdas, como por exemplo ir de Miami a Santiago ou a Buenos Aires, e daí a São Paulo. Passageiros que deveriam ter saído de Miami na sexta acabaram remarcando suas passagens para segunda-feira. Isso tudo após muita briga, pois a empresa queria colocar as pessoas para retornar ao Brasil na quarta, cinco dias mais tarde, como se as pessoas não tivessem outro compromisso que não ficar em Miami esperando a boa vontade da companhia.

Voos remarcados (ou pelo menos assim pensaram), seguiram para o hotel que a American havia designado para eles. Do lado de fora, até que o hotel não parecia ruim. Ao entrarem, perceberam que se tratava de um hotel de quinta categoria, com um cassino no andar térreo, repleto de bêbados e com forte odor de cigarro. No quarto, nada muito diferente: carpete todo coberto por manchas escuras, mobília velha e puída, pó e sujeira por todos os lados, e o mesmo cheiro de cigarro. Se você tiver curiosidade, dê uma olhada no que os viajantes do Trip Advisor falam sobre o hotel, clicando aqui. Para dar uma ideia, o hotel está na classificação 157, entre 188 hotéis de Miami com opiniões cadastradas no TA.
Não puderam nem tomar banho, pois o comércio já estava fechado e a American não se dignou sequer a fornecer itens de higiene para os passageiros. De qualquer forma, não teriam tido coragem de tomar banho num lugar tão sujo. A maior surpresa do quarto, no entanto, estava dentro do cofre: um pacote suspeito havia sido deixado lá. Cuidadosamente inspecionaram o pacote, e dentro dele havia... uma fralda descartável usada!

Como já eram 4 da manhã, ninguém teve mais forças para sair imediatamente e ir procurar outro lugar. Mas no dia seguinte, acordaram de manhã e mudaram de hotel, dessa vez pagando do próprio bolso. Eles estavam tão longe do centro que a corrida de táxi custou 70 dólares. Ficava localizado ao lado de uma reserva indígena! (Você sabia que em Miami tem uma reserva indígena?)

Depois de pagarem do próprio bolso produtos de higiene, roupas para 5 pessoas usarem durante 2 dias, todas as refeições e o hotel, finalmente chegou o dia de ir embora, domingo. O voo que pegariam, ainda que 2 dias depois, teria conexão em Buenos Aires, pois voos diretos para o Brasil estavam absolutamente tomados. Por precaução, chegaram ao aeroporto de Miami com 4 horas de antecedência. No check-in, a primeira surpresa do dia: a atendente informou que não poderia emitir os cartões de embarque porque o voo já estava cheio. Eles deveriam se dirigir ao balcão no portão de embarque para "tentar" entrar no voo.

Já na sala de embarque, a confusão estava instalada: várias pessoas sem cartão de embarque procuravam um lugar no avião, os atendentes anunciavam bônus e hotel (ruim) de graça para quem desistisse de voar naquele dia, passageiros nervosos... Overbooking é eufemismo para o que a American anda fazendo com seus voos nos dias mais cheios. Over over over overbooking seria mais preciso.

Nossos amigos aguardaram com muito nervosismo uma quantidade suficiente de passageiros desistir, para eles poderem embarcar. Faltavam poucos minutos para fecharem os portões na hora que conseguiram o último assento. Cada membro da família foi parar num canto do avião. Após trocar com passageiros de boa vontade, conseguiram se sentar, a mãe com um filho, e o pai com os outros dois. Dessa forma, conseguiram chegar a Buenos Aires e, finalmente, a São Paulo.

A família estava se achando muito azarada, até contatar os outros amigos do grupo e ouvir suas histórias. Uma família com 2 filhos havia conseguido remarcar seu voo para o dia seguinte, sábado, direto para São Paulo. Para isso, haviam se dividido: o pai com um filho e a mãe com o outro. Quando chegaram ao aeroporto para o embarque, descobriram que o funcionário da American, para se livrar deles na madrugada de sábado, havia colocado o pai com um filho num voo, mas havia colocado a mãe e o filho, que deveriam ir juntos no outro avião, em voos separados. O filho, pasmem, tem apenas 4 anos de idade. Isso mesmo, o funcionário colocou a mãe num voo, e o filho de 4 anos em outro, sozinho. Após muita briga e uma longa espera no aeroporto, foram colocados num voo com 2 conexões para o Brasil.

As outras famílias também enfrentaram problemas do mesmo tipo. Um casal recebeu os dois cartões de embarque grampeados, para um voo às 23h. Chegaram ao aeroporto às 19h, e, ao separarem os cartões, perceberam que o voo do cartão de baixo era, na verdade, às 20:30! O funcionário havia colocado esse casal, também, em voos separados, sem informar a eles que o fizera. Passageiros que compraram passagens na executiva tiveram que se resignar a pegar voos em econômica, e ainda por cima com 2 ou 3 conexões, para conseguir voltar.

Uma das famílias pegaria um voo com conexão em Santiago. Quando chegaram à cidade, descobriram que seu voo para São Paulo não havia sido reservado. Não havia lugar para eles no avião. Tiveram que pegar um voo para Buenos Aires, de lá para Porto Alegre, e finalmente outro voo para São Paulo. American patrocina sua volta ao continente se você der sorte!

Bem, com tantos exemplos de trapalhadas e atendimentos mal feitos, atingindo várias pessoas diferentes, de várias formas diferentes, podemos, enfim, dizer que temos uma amostra significativa de passageiros que comeram o pão que o diabo amassou com a American. Por isso, recomendamos que, em sua próxima viagem aos EUA, pense muito antes de comprar uma passagem com a empresa. Ousamos até sugerir que troque de companhia, se estiver planejando viajar num período de grande demanda. Depois de ler essas histórias, fica difícil defender a empresa ou discordar daqueles que reclamam.

sábado, 12 de março de 2011

NASSAU E CASTAWAY CAY (PORTS-OF-CALL DO DISNEY DREAM)

Nossa viagem foi assim:
Época: janeiro *****
Faixa etária das crianças: 7-9 anos *****


Pelo menos no primeiro ano de atividade, o novo navio da Disney, o Dream, vai permanecer em itinerários relativamente curtos – de 4 a 6 dias – pelas Bahamas. Os dois portos de parada (ports-of-call) desse navio são Nassau, a capital do arquipélago bahamense, e Castaway Cay, uma ilha particular da Disney nos Abacos.

Nassau ***

No nosso itinerário, paramos em Nassau antes de Castaway Cay. Entrando no site da DCL e procurando pelos Port Adventures (aventuras portuárias; os passeios em terra oferecidos pela Disney), deparamos com umas 20 ou 30 opções para Nassau. Pensamos: uau! Deve ser um lugar repleto de coisas para fazer. Lendo mais atentamente as opções, no entanto, percebemos que mais da metade dos passeios são confinados dentro dos limites do Atlantis, um megarresort localizado em Paradise Island, a 15 minutos do terminal de cruzeiros de Nassau.

Do restante das opções, algumas excursões têm como destino a Blue Lagoon (site: http://www.bahamasbluelagoon.com/) – uma ilha com praia, piscinas naturais e sua própria versão da interação com golfinhos. É um destino menos “fabricado” do que o Atlantis, de cujos detalhes falaremos mais adiante. Na internet há muitas avaliações que dizem que a Blue Lagoon é mais bonita e interessante do que o Atlantis. Basicamente, vai agradar se sua família preferir beleza natural a ambientes grandiosos. No Disney Mom´s Panel (fórum oficial da Disney, em que as "mães" respondem às perguntas dos internautas), a opinião reinante é que a Blue Lagoon não difere muito de Castaway Cay, sendo que esta tem a vantagem de já estar inclusa no preço do cruzeiro. Obviamente isso não se aplica se você quiser participar da interação com golfinhos, que não existe na ilha da Disney.

Dream ancorado em Nassau
As avaliações de veteranos de DCL, inclusive no Disney Mom´s Panel, dão conta que Nassau é um destino bem sem graça. Pudemos comprovar: a cidade em si é feia e sem charme, com ruas comerciais sem nenhuma beleza, ainda exibindo aqui e acolá imóveis arruinados pelo último furacão. Passamos pela cidade somente de van, sem descer para explorá-la. No entanto, pelo folheto que recebemos em nossa cabine, pudemos perceber que Nassau é um bom lugar para quem pretende comprar joias, e nada mais. No folheto tem até um mapinha com a localização das principais lojas.

Se você quiser, mesmo assim, conhecer a cidade, é aconselhável tomar alguns cuidados. Nos últimos anos, Nassau passou por uma onda de violência que chegou a atingir os pontos turísticos. Assaltos a mão armada são quase tão comuns quanto no Brasil, então você não deve carregar nada de valor nem se afastar muito de locais de grande circulação.

Uma opção de passeio para quem é mergulhador certificado é o mergulho com a operadora de Stuart Cove. Se tiver interesse em fazer scuba, é bom reservar o passeio através da DCL. Os mergulhos de Nassau, viemos a descobrir, aparentemente são feitos em locais distantes da cidade. Assim, uma saída para 2 mergulhos demora cerca de 5 horas. Fazendo a reserva através do navio, você pode partir bem cedo, direto do porto, e certifica-se de retornar a tempo para o navio. Caso contrário, o tempo será muito apertado e você não terá como fazer o mergulho.

O Atlantis: megarresort ****

Fora a cidade e a Blue Lagoon, resta o Atlantis (site: http://www.atlantis.com/). Esse, sim, é a grande atração de Nassau. É um resort enorme, com opções de lazer para ninguém botar defeito. Tem um parque aquático, chamado Aquaventure, do mesmo nível dos de Orlando, com mais de 10 escorregadores diferentes, diversas piscinas e um rio de correnteza. Os toboáguas estão concentrados em 2 acessos diferentes: a pirâmide maia e uma torre chamada Power Tower. De cada um deles, saem 4 ou 5 escorregadores com níveis diferentes, desde ultra radical até bem leve. Nós não fomos nos radicais, e gostamos muito do The Surge (na Power Tower) e do Serpent Slide (na pirâmide maia). Neste último, no final da descida você passa lentamente por dentro de um aquário com tubarões. Os vidros estavam meio foscos, mas dava pra ver os bichos nadando do lado de fora!

Playground aquático para as
crianças pequenas.
O único senão é que apenas crianças com mais de 1,20m de altura podem entrar nos toboáguas; as menores têm que se "contentar" com o playground aquático (muito divertido, por sinal). Tem também mais de 10 piscinas diferentes para você ficar, desde jacuzzi quentinha até piscinas enormes e tranquilas, longe do burburinho do parque aquático.

Arraia no The Dig.
O The Dig é um habitat marinho com tubarões, arraias e grandes peixes, que pode ser visto tanto de cima, pela superfície, quanto por baixo, como um enorme aquário. O habitat dos golfinhos, separado do the Dig e um pouco distante, serve para as interações com os animais e também pode ser visitado. Para os adultos, há um cassino que não fica devendo nada aos de Las Vegas, uma galeriazinha com um punhado de lojas de grife, e alguns restaurantes de alta cozinha, de renome internacional.

Power Tower
Para conhecer o Atlantis, a DCL oferece várias opções de passeios. Os mais populares são os que envolvem os golfinhos: você pode nadar com eles (o mais caro de todos), apenas entrar na água em sua companhia, ou observar seus familiares enquanto eles interagem com os animais. Além desses, há um sem-número de opções, desde ingressos para simplesmente acessar o local, até pacotes incluindo o parque aquático, o aquário e um lanche na hora do almoço. Leia com atenção o que inclui o passeio escolhido, pois pode ser que aquilo que você quer fazer não seja permitido nele. Por exemplo, nem todos incluem entrada para os toboáguas. Se quiser frequentá-los, reserve um passeio que inclua o Aquaventure.

Pirâmide "maia"
concentra 4 toboáguas.
O Atlantis é o paraíso na terra para as crianças, mas você, como adulto, vai perceber alguns problemas que podem estragar seu dia. O mais evidente deles é o serviço. O atendimento no lugar é um dos piores que vimos nos últimos tempos. Os funcionários são displicentes e mal-humorados, não se dignando sequer a responder apropriadamente às perguntas dirigidas a eles.

No nosso passeio, estava incluso um suposto “tour” pelo resort, apenas para os visitantes se orientarem antes de explorar o lugar por conta própria. Bem, o tour se resumia a uma funcionária andando a todo vapor à frente de um grupo esbaforido de turistas, parando de quando em quando para gritar algumas descrições e orientações ininteligíveis num microfone portátil, antes mesmo que o grupo conseguisse se aproximar o suficiente para ouvi-la.

A má qualidade do serviço se estende aos salva-vidas do lugar. Todos os toboáguas e playgrounds aquáticos têm seu próprio salva-vidas, mas honestamente a única vida que eles estavam dispostos a salvar era a deles mesmos. Sentados displicentemente em seus postos, não chamavam atenção dos visitantes, nem mesmo diante de manobras evidentemente arriscadas e desrespeitosas. Estavam lá somente para cumprir tabela e nada mais.

Dentro do The Dig.
A alimentação que está inclusa no preço do passeio também deixa bastante a desejar. As opções se resumiam a wraps, hambúrgueres, hot dogs e conch fritters (bolinho de conch, o molusco local). Por via das dúvidas, fomos de hot dog, sempre a opção menos arriscada, e conch fritters (só para experimentar). Não foi a pior comida que já comemos na vida, mas também não tinha nada de memorável. O pior de tudo é que as únicas opções de bebida eram refrigerantes; não se podia pedir água ou suco na refeição.

Não ajuda em nada o fato de que pagamos bastante dinheiro para participar desses passeios, esperando em troca, no mínimo, um atendimento cortês e eficiente. O consolo é que, fora o momento do tour e na hora de pedir o lanche para o almoço, não precisamos interagir com os funcionários do lugar. Portanto, pouco fomos afetados pela ineficiência. Mas uma decisão sábia de quem vai visitar o Atlantis com crianças é ficar de olho nelas, pois os salva-vidas pouco ou nada farão se algum problema surgir.

Para mitigar o fato do passeio ser tão caro, existe a opção de você pegar um táxi do navio até o Atlantis e comprar a entrada à parte. O único inconveniente dessa opção é que, às vezes, o Atlantis suspende a venda de ingressos avulsos para day use (passes de um dia, sem estadia). Isso depende inteiramente do humor da administração e da lotação dos hotéis, então se optar por isso, você corre o risco de ficar de fora.

Cassino.
Considerando todos os prós e os contras, vale a pena ir ao Atlantis? Bem, perguntamos ao nosso filho qual foi a parte do cruzeiro que ele mais gostou, e a resposta, convicta, foi: “o Atlantis”. A estrutura do lugar deixa qualquer resort no chinelo – podemos dizer que é um cruzamento de Beach Park com Las Vegas – portanto, um lugar que vale a pena visitar pelo menos uma vez. Se seu orçamento estiver apertado, pense dez vezes no custo benefício do passeio. Você pode ficar no navio brincando, escorregando no Aquaduck, comendo patinhas de caranguejo no Cabanas – de graça! Se, por outro lado, puder gastar mais, e principalmente se você ou seus filhos forem fãs de parque aquático, não perca o Atlantis.

Não esqueça: cartão de crédito, passaporte, vacina...

Ao descer em Nassau, não esqueça de alguns detalhes importantes. Dentro do Atlantis, exceto na loja de souvenirs do aquário, não se aceita dinheiro vivo. Todas as transações têm que ser feitas por cartão de crédito, então, se você quiser uma simples garrafa de água, vai precisar dele. Até mesmo para alugar um armário para guardar suas coisas tem que usar cartão de crédito.

Outra coisa importante é levar o passaporte de todos os adultos da família. Na saída e na entrada do navio, não é necessário mostrar documentos. O passaporte será necessário na hora de passar na imigração, dentro do terminal de cruzeiros, quando for retornar no fim do dia. Os funcionários mal olham para o passaporte, mas por via das dúvidas é melhor carregá-lo. Tome precauções para evitar roubo ou furto.

Na internet obtivemos a informação de que a vacina de febre amarela é obrigatória para brasileiros desembarcarem nas Bahamas. Tomamos a vacina antes de partir, mas em momento algum pediram o certificado de vacinação para nós. Se você quiser se precaver, em São Paulo aconselhamos você a tomá-la no posto de vacinação do Hospital das Clínicas, onde é expedido diretamente o certificado internacional. Se tomar em postos comuns, vai precisar levar seu certificado a um aeroporto, para substituí-lo pelo internacional. A vacina deve ser tomada no mínimo 10 dias antes da viagem (tome cerca de um mês antes; se houver efeitos colaterais, você os sofrerá antes de embarcar, e não no meio da viagem).

Castaway Cay *****

Os cruzeiros da Disney pelas Bahamas e Caribe contam com um trunfo que nenhuma outra companhia pode ostentar: um porto de parada próprio e, o melhor, de graça! Normalmente uma das grandes despesas de um cruzeiro são os passeios em terra. No caso do Dream, se você quiser pode passar a viagem inteira sem gastar nenhum tostão. E se você pensa que, só porque é inclusa no preço, Castaway Cay deixa a desejar ou é sem graça, está muito enganado!

A ilha da Disney geralmente recebe pouco destaque nas descrições dos viajantes, mas em nossa opinião é uma injustiça. Como tudo que a Disney faz, Castaway Cay também é muito bem construída e estruturada. Tem opções de lazer para ocupar um dia inteiro, e mais excursões e atividades opcionais, pagas à parte.

Um dos destaques da ilha são as praias. De areia branquinha e mar turquesa, parecem saídas de uma página de revista. A água é muito calma, apesar de que estava um pouco fria em janeiro (inverno bahamense). Há cadeiras, espreguiçadeiras e guarda-sóis espalhados pela areia e, contrariando o que se fala nos fóruns, não achamos muito difícil conseguir um lugar. É aconselhável andar até a extremidade oposta da praia, onde haverá menos gente e mais espaço nas cadeiras. Se estiver só entre adultos, pode curtir uma terceira praia, exclusiva, em que crianças não entram. Se estiver achando as praias muito longe (a mais distante fica a cerca de 10 minutos de caminhada), pode pegar o tram, um trenzinho aberto que leva os passageiros desde a doca do navio até a extremidade da ilha, parando em vários pontos no caminho. Se você já foi aos parques da Disney, vai reconhecer o tram: é igualzinho aos que circulam nos estacionamentos dos parques.

Pelican Plunge.
Além das praias, há um par de toboáguas, chamado Pelican Plunge, que fica numa plataforma sobre o mar, fazendo as pessoas que escorregam caírem diretamente na água em frente à praia. Tem recreação infantil em terra, num clube separado do restante da ilha. Há um playground de esguichos, parecido com o Nemo´s Reef a bordo.

Snorkel de catamarã: bonito, mas frio.
Entre as atividades pagas, a mais econômica é alugar uma boia ou um snorkel. Ao lado do píer central da ilha, há uma área da água reservada para isso. Dizem que há uma estátua do Mickey submersa, mas de resto há pouco para se ver. Outras atividades pagas incluem aluguel de caiaques e barquinhos a vela, parasailing, passeio em barco com fundo de vidro, interação com arraias num tanque apropriado, e snorkel no recife de coral, onde se chega de catamarã. Nós participamos desse último, e, apesar da vista linda e um recife interessante, a água fria atrapalhou bastante o passeio. Não aguentamos ficar mais do que 20 minutos.

Se você tiver bastante dinheiro para gastar, pode alugar uma das cabanas particulares da ilha. O preço é por cabana, e sua família pode ficar acomodada, com bebidas sendo servidas o dia todo. Um luxo!

Toda a estrutura de Castaway Cay foi primorosamente executada com um estilo próprio. As construções são barracões com teto de zinco, madeiras e placas envelhecidas e carcomidas, sinais e direções como se tivessem sido pintados a mão, e até nas paredes dos banheiros há “propagandas” falsas de produtos antigos. Tudo para que o ambiente lembre uma ilha do caribe bem despojada e pouco turística, do modo como elas devem ter sido há muitos anos, antes da invasão americana no lugar.

Churrasco americano

Cookie´s Too.
A única opção de alimentação na ilha é churrasco ao estilo americano. Ele é servido em 2 restaurantes diferentes, o Cookie´s e o Cookie´s Too. O nome não é lá muito original, mas suspeitamos que a Disney o fez de propósito, para que ficasse bem claro que o menu nos dois é idêntico. Trata-se de um buffet com barbecue ribs (costela de porco com molho barbecue), hambúrgueres, hot dogs, frango assado (para quem gosta, trata-se do mesmo frango de televisão de cachorro que tem aqui no Brasil; muito bom!), cole slaw (salada de repolho), e milho assado. Ou seja, tudo que há no verdadeiro churrasco à moda americana.

É claro que no navio há muito mais opções e comida mais requintada, e você pode até mesmo almoçar a bordo e descer para a ilha após o almoço. Mas a graça de Castaway Cay é fazer uma refeição descontraída, que você pode até mesmo colocar na bandeja e levar para sua espreguiçadeira, na areia da praia, e comer despreocupadamente. Se preferir, há mesas compridas com bancos, embaixo de uma grande cobertura, em que você pode se sentar com sua família.

O único problema disso tudo é que só refrigerantes e água estão inclusos no almoço. A bebida que mais combina com o churrasco, cerveja, tem que ser paga à parte. Se a família for grande ou boa de copo, pode adquirir um pacote em que as cervejas são trazidas num balde com gelo, e o preço unitário sai mais em conta do que comprar uma de cada vez.

Da mesma forma que a bordo, o Cookie´s também fecha cedo, por volta das 14:30. Então, não deixe para almoçar muito tarde. Bem na frente do restaurante, há uma estação com as bebidas e sorvete à vontade. Essas também fecham junto com o restaurante.

Então, como você pode ver, Castaway Cay tem opções de sobra para quem quer se divertir. E tudo isso a poucos passos do navio. O processo de embarque e desembarque na ilha é bem simples, não requerendo nenhum documento, somente a chave do quarto. Ao desembarcar, informe-se ao certo para qual deck você deve se dirigir, pois a saída muda de acordo com a maré na ilha.

Necessidades básicas: toalhas e água

Você não precisa se preocupar com toalhas no seu cruzeiro da Disney. Nas piscinas do navio há armários repletos de toalhas para serem usadas à vontade. Além disso, na noite anterior a cada uma das paradas em portos, uma mochilinha telada, contendo uma toalha para cada passageiro, é deixada na sua cabine. Você pode levá-la para seu passeio, e depois deixa de volta na cabine, onde será recolhida e lavada. Dica: no Atlantis, se você optar pelo passeio com o parque aquático incluído, não precisa se preocupar com toalhas, pois eles emprestam no local. Se preferir já sair com as toalhas, por comodidade, leve as do navio. No Atlantis você pode deixar pertences sem valor nas espreguiçadeiras e ninguém mexe. Os valores, pode guardar nos armários alugados.

Uma das coisas que você vai precisar nos passeios são garrafas de água para a família. Em Nassau, dentro do Atlantis, a água é bem cara e você vai precisar do cartão de crédito para comprá-la. Para não ter que ficar trazendo um monte de garrafas de água a bordo do navio, você pode levar uma garrafa para cada membro da família (pode ser um squeeze de alumínio ou plástico), e enchê-las com água nas estações de bebida no Cabanas ou ao lado da piscina. Em Castaway Cay é conveniente ter sua garrafa de água, mas se não tiver há diversos bebedores com copinhos de papel espalhados pela praia.

Além de fazer o “refill” das suas garrafas de água, aproveite o café-da-manhã para pegar um lanchinho para as crianças. Leve uma caixinha de cereal, uma banana, um donut enrolado no guardanapo. Quando bater aquela fominha no meio da manhã bem longe do navio, basta sacar seu lanchinho e dar para as crianças.

Com essas dicas, esperamos ter ajudado você a decidir quais passeios serão melhores para sua família a bordo do Dream. Então, se você estiver com o cruzeiro programado, acesse o site da DCL e comece a escolher suas Port Adventures!