sábado, 14 de setembro de 2013

POST DO LEITOR: "NOSSA VIAGEM À DISNEY EM 2012"

 


Semana passada recebemos em nosso e-mail o relato da Claudia Amaral sobre sua viagem à Disney. A família da Claudia, como a grande maioria de nossos leitores, não estava acostumada a viajar para o exterior, mas tomou coragem, juntou as tralhas e se mandou pra Disney!

Veja a mensagem que ela nos mandou: "Bom dia Família, seu site me auxiliou em todos os detalhes de nosso passeio, nunca havíamos feito em família uma viagem ao exterior (nossa filha fez intercâmbio para a Inglaterra, mas foi sozinha, claro) e o receio foi dando espaço para a confiança quanto mais navegava em seu site. Encaminho esse email para tentar ser de algum auxílio para novos leitores e mostrar que fiz tudo sem agência e com antecedência, com calma."

O relato da Claudia, que você lerá na sequência, é muito bacana e ajuda bastante com dicas bem práticas às pessoas que nunca foram à Disney. Aspectos que destacamos na postagem da Claudia:
  - Como ela contornou as possíveis dificuldades com muita prevenção e, principalmente, sem perder o bom humor. Por exemplo, já que não fala bem o inglês reservou tudo que podia aqui no Brasil e usou empresas que atendem em português lá em Orlando. Outro exemplo, planejou a viagem com antecedência e parcelou em muitos meses para não pesar no orçamento.
  - Dicas práticas, como o procedimento do carrinho de bebê, do aluguel de veículos e da reserva de restaurantes nos parques.
  - O hotel em que se hospedaram, que é um resort Disney da categoria moderado. Em nossas postagens até hoje, só tínhamos testemunhos de resorts mais luxuosos (Yacht Club, Boardwalk) ou econômicos (Pop Century e All Star).
  - O otimismo e o olhar atento da Claudia. Todos que vão pela primeira vez aos EUA aprendem muito sobre confiança nos clientes, honestidade, profissionalismo e eficiência. Acho que o Brasil já foi assim um dia, mas faz tanto tempo que a gente não se lembra mais... Então é muito bacana que cada vez mais brasileiros estejam tendo contato com essa cultura, e, como a Claudia, fiquem entusiasmados com isso!
  - E o mais importante, as experiências em família: ver o caçula se divertindo, curtir os detalhes como a decoração do quarto, orgulhar-se da filha adolescente falando inglês... É pra isso que a gente viaja, então é um exemplo a ser seguido: quando estiver na estrada, nunca deixe de prestar atenção na sua família e nas reações deles, é uma sensação incrível!

Agora, leia o relato da Claudia (e alguns apartes do FR):

Nosso perfil: Casal, filha de 16 anos e filho de 3 anos (completou 4 no dia do retorno ao Brasil, no avião), somos caseiros por natureza, não gostamos de tumulto e nosso caçula é bastante ativo e destemido.
Antes de qualquer coisa, desculpe o tamanho do texto ser tão longo.
(Nota do FR: acho que nossos leitores já estão acostumados com postagens quilométricas...)

Começamos a planejar a viagem em fevereiro, viajamos em novembro, as despesas foram diluídas durante esse período, não pesou no orçamento.

Fomos em novembro e tinha sol, mas à noite esfriava, precisando de blusa de frio.

Viajamos via American Airlines (com programa de milhas) de Guarulhos a Miami no dia 20/11/2012. (Nota do FR: nossa experiência com American em 2010 foi meio traumática. Recentemente amigos têm relatado uma certa melhora na empresa. Lembramos que a Claudia viajou fora do pico, pois não foi durante as férias.)

O voo saiu pontualmente e o embarque foi muito tranquilo. Para quem tem criança, LEVE seu carrinho, ele é deixado na porta do avião e você o pega de volta também na porta do avião, muito prático, em inglês ele se chama “stroller”. Se preferir comprar um lá também é uma boa opção, foi o que fizemos pois nosso filho já não usa carrinho há bastante tempo.

O desembarque em Miami é bacana, como estávamos em família foi realmente muito tranquilo, a agente de imigração se esforçou para nos entender e foi muito simpática, mas não deixou de nos fazer várias perguntas sobre onde trabalhávamos e como vivíamos.

O aeroporto é gigante, por isso vale a pena já ter o carrinho no desembarque, mas você vai de trem até a área de locação de veículos. Saímos do Brasil com a locação reservada pela Alamo, eles têm atendentes que falam um portunhol bastante inteligível, mas tentam te vender mais e mais itens para a locação, pesquise antes, faça sua reserva com o que se sente seguro e se não quiser não compre nada além. Compramos o tanque cheio na hora, confesso que até hoje não sei se valeu a pena...
(Nota do FR: a Claudia está certa, normalmente não vale a pena comprar o tanque cheio. A gasolina é barata e você pode não gastar um tanque inteiro em uma semana na Disney. A desvantagem é que vai precisar procurar um posto de gasolina para encher o tanque no seu último trajeto antes de chegar ao aeroporto para devolver o carro.)

Essa parte de pegar o carro é bem legal, muito diferente de locação de veículos no Brasil, aqui fazemos vistoria  no veículo, onde apontam o nível da gasolina, etc... Lá você vai até a garagem da locadora, procura onde estão estacionados os veículos da sua categoria (a nossa era mini van) escolhe a cor ou marca e sai dirigindo, na saída ela pega o papel que te deram, lê o código de barras e associa ao código de barras do carro e pronto. Pegamos uma Dodge, Gran Caravan... um carro gigante, mas lá todos os carros são enormes!

Levamos o GPS de um amigo que já tinha estado lá, então os endereços estavam quase todos cadastrados, uma maravilha.
(Nota do FR: se não for sortuda como a Claudia, e não tiver um amigo que possa te emprestar um GPS, alugue nas locadoras de veículos. Normalmente os GPSs alugados também já vêm com os endereços dos lugares cadastrados, evitando que você tenha que digitar um por um.)
Fomos até o Sawgrass comprar a cadeirinha do carro para nosso caçula, almoçamos no Cheesecake Factory, compramos uma mala a mais e fomos para Orlando (cerca de 4 horas de viagem).

Chegamos ao hotel e o GPS nos mandou para a entrada errada e foi a ÚNICA vez em que fomos tratados com descortesia. A pessoa, pelo porteiro eletrônico, foi muito grosseira e nos fez dar uma volta desnecessária, mas foi só.

Nos hospedamos no Disney’s Caribbean Resort, escolhemos um quarto com decoração de pirata, bem legal e conseguimos uma promoção para o período de 7 dias com Dining Plan (snack, quick meal e table service. Em resumo: porcarias como sorvetes, salgadinhos, biscoitos eram o snack; serviço tipo fast food é o quick meal; e o table service é com garçom servindo e lugar para sentar). Mas ficamos em Orlando por 9 dias então os primeiros dois dias ficamos sem o dining plan e sem os parques Disney, mas hospedados no mesmo quarto.

O quarto na Disney era decorado com motivos de Piratas do Caribe e nosso caçula adorou!! Nós também!! Quarto pequeno, mas suficiente, duas camas de casal, gavetas e arara para as roupas, tinha banheira também, o que foi agradável nos dias em que chegávamos muito cansados, água quente nas torneiras e uma cafeteira.

Na nossa primeira manhã em Orlando fomos buscar nossos ingressos da Universal que compramos com a Ingresso Rápido (www.viajandoparaorlando.com.br, bom site, indico, o pessoal é brasileiro e qualquer dúvida que tiver, tire lá, são solícitos e sabem dos detalhes).
(Dica do FR: os ingressos do Universal também podem ser facilmente comprados pelo próprio site do parque. Você imprime em casa, o que evita que tenha que se deslocar a algum lugar para buscar os ingressos físicos. Só não pode esquecer os impressos no hotel no dia de ir ao parque!)

Nesse dia tomamos café da manhã na Dunkin' Donut’s, divino!!!

Fomos para a Universal, nosso primeiro parque foi o Island of Adventures, adoramos!! Não vou falar sobre brinquedos, tem que ir passando, entrando, voltando aos que mais gostar e se divertir, fazer tudo e um pouco mais!

Nos dias em que ficamos fora do plano de parques e estacionamento da Disney, aproveitamos para comprar um pouco (não somos tão consumistas) e conhecer a Universal. Acredito que a Universal tenha uma característica mais adolescente de parque, nosso caçula amou, mas amaria tudo, ele é muito legal. Adolescente já é diferente, eles têm aquele ar de quem não se importa com nada e fica difícil saber se estão gostando ou não. No nosso caso, quem falava inglês no grupo era justamente a filha adolescente, foi uma boa experiência e ficamos muito orgulhosos ao vê-la falando tão fluentemente (mas isso não tem nada a ver com as dicas rsrsrsrs).

A partir do início do plano Disney fomos apenas aos parques Disney, fomos a todos e, como disse, os brinquedos tem que ir entrando, gostando, vendo o tamanho da fila, voltando, são parques, divirta-se, mas quero dar dicas do plano e da viagem e dining plan.

Saia de casa com um planejamento básico de que parque visitar no dia e o table service reservado nesse mesmo parque, seja café da manhã, almoço ou jantar, com personagens ou não. Os table service são concorridos, chegar e conseguir uma mesa é uma loteria, se for na hora do jantar, todos cansados e tendo que pensar onde comer... muito ruim mesmo, passamos por isso uma vez, não foi bom!

Reserve table service com personagens, variados, todos que conseguir, é bem legal, organizado, divertido, clima bom, vale a pena mesmo, PRINCIPALMENTE se tiver o Dining Plan!

No nosso caso deixamos, principalmente, para almoçar usando os Quick Meal, e jantar Table Service, mas nada impede que faça diferente. Com relação ao Quick Meal é fast food americano mesmo, muito hambúrguer, batatas fritas e quantidades oceânicas de refrigerante (um detalhe, quando se tem o Dining Plan (no nosso período foi assim) eles te entregam um copo com tampa para que se tome refil de refrigerante o tempo todo, ou seja, bebedouro não tem, mas se quiser pode beber refrigerante 24 horas rsrsrs).

Muitas vezes a fila do brinquedo está grande, mas as distrações da fila valem mesmo a pena. Apenas como exemplo, fomos em um brinquedo do Dumbo, um carrinho que fica “voando” em círculos, mas a espera foi MUITO mais divertida para meu caçula que o brinquedo em si, era um brinquedão enorme e ele não parou um instante, cerca de 25 minutos de fila, bem legal!
(Nota do FR: esse é o novo conceito de fila da Disney, e aos poucos eles estão reformando quase todos os brinquedos para abrigar uma mini-atração na fila, e a atração principal lá dentro. No Winnie the Pooh as crianças brincam em um playground musical e com telas interativas; no Space Mountain, o pessoal fica jogando joguinhos eletrônicos em grandes telas ao lado da fila.)

Agora vou falar um pouco do final da viagem, pegamos o Black Friday, totalmente sem querer, nem sabia que isso existia quando marquei a passagem em fevereiro, mas foi bom, queríamos mesmo comprar vídeo games, joguinhos e um celular para nossa filha (o celular não entrou na promoção, mas valeu a pena o preço). Compramos tudo no Wal Mart, fila para comprar e uma certa organização, claro que para alguns itens teve um pouco de confusão, mas não nos envolvemos nisso.

Visite a loja da Lego no Downtown, vale pelos brinquedos montados e pelos preços!

Fiz um cartão American Express para comprar com débito e em alguns estabelecimentos ele não funcionou, mas no final deu certo, pois gastamos primeiro o que tínhamos levado para débito e em dinheiro, voltamos para casa com cerca de U$ 60,00 em espécie.

A saída do hotel também é bem interessante, não há check out, não há despesas, tudo que você consome fora do plano paga-se em dinheiro, portanto, na hora de ir embora, pegue seus pertences, feche sua porta e pegue estrada, não precisa passar na recepção! Muito legal!

A entrega do veículo também é diferente, você chega ao local, eles leem aquele código do pára brisa que leram na retirada do veículo, te chamam pelo nome e pronto, se você entregou atrasado ou teve alguma multa, vem no seu cartão de crédito, ponto final, muito civilizado, acredita-se na honestidade!! Adorei!

Embarque tranquilo, muita gente, mas a coisa funciona, pessoas que falam português ou espanhol, dá para entender!

Receita Federal também tranquilo, mas estávamos com apenas 3 malas grandes, 1 média e bagagem de mão, não excedemos as cotas de compras (poderíamos trazer 8 malas grandes!!!!!  falei que não somos de comprar muito...).

Resumo da nossa experiência: quero ir mais uma vez, pelo menos!!

Dá para viajar sem agência para a Disney, eles estão preparadíssimos para receber o turista estrangeiro, nos brinquedos que tem muita narração fica um pouco estranho, pois falam em inglês, só evitar...  Mas a cidade de Orlando é feita para as compras mesmo e todos querem vender muito, então se você quer comprar, vai conseguir!

Esse blog maravilhoso já te dá as dicas de restaurantes e brinquedos, não queria ser repetitiva nesse aspecto, o objetivo era ajudar quem como nós, nunca fez uma viagem internacional, não domina a língua (nossa tradutora era uma adolescente, então, quase sem tradutor rsrsrs) e está com medinho de viajar por conta. Vá, mas antes leia esse blog do começo ao fim!!!