domingo, 27 de fevereiro de 2011

EPCOT: BOM SÓ PARA ADULTOS?

Nossa viagem foi assim:

Época: janeiro *****
Faixa etária das crianças (para o Epcot): 1-3 anos **; 3-5 anos ***;
5-7 anos ****; 7-9 anos *****

Os guias, sites e fóruns da internet estão repletos de comentários do tipo: Epcot é um parque bom para adultos. Será um mito, preconceito, ou verdade? Não há dúvida que esse é o parque menos "infantil" da Disney, mas não significa que você deve evitá-lo se estiver com crianças. Vamos contar um pouco de como foi nossa visita ao Epcot, com crianças pequenas, e você mesmo poderá tirar suas conclusões!

Melhor idade

Nesse parque não há nenhuma atração no estilo Dumbo. Os próprios personagens aparecem com parcimônia nos brinquedos, e as melhores atrações nem sequer têm tema da Disney. Por outro lado, um dos melhores brinquedos para crianças de até uns 5 anos, com tema do Nemo, está aqui. O maior aquário da Disney também. O parque é amplo e arejado, e tem aquela incrível bola gigante que é seu símbolo, garantia de fascinação para as crianças maiorzinhas.

Passagem entre o Future World e o
World Showcase
Então, se você está com crianças pequenas, planeje pelo menos uma passadinha pelo Epcot, para curtir o Nemo e o ambiente. Cerca de 2 horas serão suficientes. Se, por outro lado, estiver com crianças maiores, principalmente se forem curiosas e gostarem de explorar, não deixe de ficar pelo menos um dia lá. Colocando em perspectiva nossa recomendação: se você fosse somente ao Epcot, tendo que pagar mais de 80 dólares pelo ingresso de um dia, não valeria tanto a pena. Mas como a Disney tem os passes de múltiplos dias, vale a pena pagar um dia adicional, que não custa tanto, para ir ao parque (veja tabela de preços em http://www.mousesavers.com/wdwticketprices.html).

O preconceito contra o Epcot para crianças não é sem fundamento. Em 1982, quando o parque abriu suas portas, eu estive lá em minha primeira excursão solo. Eu tinha cerca de 10 anos, portanto posso contar por experiência própria que, enquanto criança, achei tudo aquilo muito chato. Até caí no sono, na atração Energy Adventure, que hoje em dia é estrelada pela Ellen de Generes (que, por sinal, continua meio chata). De lá para cá, muita coisa mudou no Epcot. O aquário gigante ainda não estava lá, e o Nemo nem sequer tinha sido inventado. Novas atrações, com efeitos fantásticos e tecnologia de ponta, foram inauguradas (Soarin´, Mission: Space e Test Track são exemplos). Por isso, recomendamos a todos que deixem seu preconceito contra o Epcot de lado, e façam uma visita ao parque, pois poderão se surpreender.

Quanto tempo reservar para o Epcot?

World Showcase Lagoon
O Epcot é realmente grande. Poderíamos até dizer que são dois parques em um só: logo na entrada principal, passando a esfera gigante, você estará numa área chamada Future World, com atrações educativas e tecnológicas versando sobre o futuro e, bem, tecnologia; mais adiante, fica o World Showcase, que reúne réplicas de edifícios e monumentos do mundo todo ao redor de uma lagoa (se você entrar pela portaria secundária do parque, caso esteja hospedado no Yacht e Beach Club ou Boardwalk, vai encontrar o World Showcase primeiro). Pela descrição, tanto um quanto outro parecem realmente enfadonhos, nós sabemos! Mas não são. Tudo no Epcot (e na Disney) é executado primorosamente, então vale a pena conferir as duas áreas do parque.

Se você quiser andar nas principais atrações e ainda dar uma volta completa no World Showcase, um dia só provavelmente não será suficiente. Sugerimos fazer como nós e dividir a visita ao Epcot em 2: uma noite para ir ao jantar das princesas no Akershus (ou algum outro jantar nos muitos restaurantes do parque), e um dia para conhecer o Future World.

Illuminations
Na noite do jantar, escolhemos o horário de modo que tivéssemos tempo de assistir ao Illuminations, o show de fogos do Epcot, que normalmente ocorre por volta das 8 da noite. O Illuminations é considerado por algumas pessoas o melhor show noturno da Disney, com fogos e efeitos especiais. Em nossa opinião, o show do Magic Kingdom, apesar de envolver basicamente fogos e música, ainda ganha em magia e emoção. Mas o Illuminations também vale a pena ver, com certeza! Em alguns restaurantes, como o japonês Tokyo Dining, é possível assistir ao show sentado na sua mesa. Para conseguir lugar num bom horário nos melhores restaurantes do Epcot, em especial para o Akershus, é essencial fazer uma reserva antecipada.

Chegue ao Epcot cerca de uma hora antes do horário marcado para seu jantar, pois o parque é bem grande, e conseguirá chegar ao restaurante com calma, sem correria. Chegue mais cedo ainda se quiser dar uma volta completa no World Showcase. O restaurante do jantar das princesas do Epcot, por exemplo, fica no pavilhão da Noruega. A caminhada até lá é longa, e a lagoa do World Showcase é linda para tirar fotos e para passear calmamente. Curta o jantar, que não demorará menos de 1h30, e depois, na saída, posicione-se ao redor da lagoa para assistir ao show de luzes e fogos.

No segundo dia, poderá aproveitar o dia passeando e brincando, e ir embora mais cedo, pois já terá assistido ao show. Ou então ficar até mais tarde e aproveitar para ir nas atrações mais disputadas, Test Track e Mission: Space, que no fim da tarde ficam bem mais vazias.

Dicas para visitar

No dia de sua visita diurna, chegue no horário da abertura do parque. O Future World abre mais cedo que o World Showcase, portanto você deverá começar seu passeio por aquela parte. Não cometa o erro de parar logo nas primeiras atrações do Epcot (a esfera, os pavilhões Innoventions, etc). Essas ficam lotadas logo de manhã. Continue andando até a parte posterior do parque, e vá primeiro nas atrações mais concorridas: primeiro ao Soarin´, em seguida Mission: Space e Test Track. Você poderá aproveitá-las relativamente sem filas, e em seguida retornar para a esfera e conhecer Spaceship Earth.

A primeira atração a visitar sem dúvida alguma é Soarin´. Não só é uma experiência incrível, como também agrada a todas as pessoas - desde adolescentes até idosos (as crianças têm que ter mais de 1m de altura). Por isso, lota logo de manhã e fica o dia todo com longas filas. A certa altura do dia, até os Fastpasses acabam. Portanto, corra para lá logo que o parque abrir, e já pegue um fastpass para retornar mais tarde - você vai querer ir de novo! O acesso ao Soarin´, a partir da entrada do parque, é feito contornando-se pela direita da esfera.

Depois de ver Soarin´, atravesse o parque até o lado oposto (à esquerda da esfera - dá para passar pelo meio), para conhecer Test Track e Mission: Space. Ambas agradam mais a crianças maiores, mesmo porque as que têm menos de 1m (Test Track) e 1,12m (Mission: Space) não poderão entrar. Se suas crianças forem grandes e, principalmente, meninos, essas duas atrações são imperdíveis. Você corre o risco de ter que ir ao Test Track muitas e muitas vezes, até literalmente enjoar - foi o que aconteceu conosco. Nosso filho gostou tanto da atração que fomos no sol, na chuva, no frio, de dia, à noite... Umas 10 vezes, sem exagero!

Em qualquer uma dessas atrações, se você chegar e a espera estiver maior que 30 minutos, pegue um fastpass e volte depois. Todos os dias em que estivemos no Epcot, descobrimos que o parque fica bem mais vazio após as 18h, portanto é um bom horário para você curtir as 3 grandes atrações sem muita fila.

Quanto ao World Showcase, é um lugar com uma atmosfera incrível. Não é para quem quer ficar pulando de atração em atração, indo em todos os brinquedos e fazendo atividades sem parar. O World Showcase deve ser visitado com tempo, num ritmo relaxado, para você poder realmente apreciá-lo.

Restaurantes e refeições com personagens

Entrada do Via Napoli
Como dissemos, no primeiro dia jantamos no Akershus, mas, sinceramente, não conseguimos lembrar do que comemos nesse restaurante. Com certeza não estava ruim, ou teríamos gravado isso na memória. Mas também não sabemos se estava bom. Também, nada disso importa, pois você veio aqui para encontrar a Cinderela, a Aurora, a Ariel, a Jasmin, a Bela. Temos certeza que você irá nos desculpar, pois a lembrança do brilho nos olhos das meninas da família com certeza ofuscou as memórias da comida que comemos lá!
Algumas dicas práticas sobre o jantar com as princesas:
- Faça a reserva pela internet (http://disneyworld.disney.go.com/reservations/dining/), com a máxima antecedência possível. Geralmente elas se iniciam 180 dias (seis meses) antes, portanto o ideal é fazer o cálculo da data e entrar no site de reservas na primeira semana. Você terá que fornecer o número do cartão de crédito para garantir essa reserva, e ela está sujeita a multa se você não aparecer, ou cancelar com menos de 2 dias de antecedência. A partir de 2011, se você utilizar o Dining Plan, esse jantar consumirá 2 créditos do seu plano (o dobro da média dos restaurantes), então faça a conta na ponta do lápis se não vale mais a pena pagar pelo jantar, do que usar o plano.
- Fazer reserva dos restaurantes Disney não significa que sua mesa estará pronta quando você chegar lá. Significa apenas que, se você chegar no horário, a próxima mesa que vagar será sua, portanto o ideal é chegar 15 minutos mais cedo. De qualquer jeito, normalmente você terá que esperar 15 a 20 minutos, mas essa espera pode chegar a 30, 40 minutos. Nunca chegamos mais de 10 minutos atrasados a uma reserva de restaurante, mas é bem possível que, sendo Estados Unidos, se você atrasar muito, sua entrada não seja permitida. Portanto, planeje-se para chegar cedo.
- Após a espera pela mesa, seu nome será chamado e sua família será direcionada para um local onde poderá tirar foto com uma das princesas em traje de gala. Você pode tirá-la com sua própria câmera, ou usar o fotógrafo da Disney.
- Depois da foto, você é levado para sua mesa, onde pede a comida (menu fixo com algumas opções) e, enquanto os pratos são trazidos à mesa, as princesas vão passando e parando para autógrafos, beijos nas crianças e mais fotos. As princesas são muito doces, sorridentes e disponíveis - suas meninas ficarão encantadas! Por incrível que pareça, o jantar das princesas não desagradou os meninos - pequenos - da família. Antes daquela idade em que têm preconceito contra "coisas de menina", os garotos até curtem as princesas, que são gentis, chamam-nos de "príncipes", e, acima de tudo, não têm aquela fantasia enorme com um cabeção assustador que os outros personagens usam!

Além do Akershus, o Epcot tem muitos outros restaurantes que vale a pena conhecer. Alguns dos melhores da Disney estão aqui: Les Chefs de France para comida francesa, Le Cellier se quiser um bom bife, The Garden Grill se fizer questão da companhia do Tico e do Teco, Tutto Italia e Via Napoli para uma bela comida italiana... Nós jantamos ou almoçamos nos seguintes restaurantes:

- Via Napoli ****: restaurante novinho em folha, administrado pela mesma empresa do Tutto Italia. Ambos ficam no pavilhão da Itália, é claro. O Via Napoli é mais informal e casual do que o Tutto Italia, e isso se reflete na comida. No menu, pizzas feitas no forno a lenha (uma raridade nos EUA), parmeggianas, massas do sul da Itália, com muito molho de tomate, almôndegas, etc. As sobremesas são fantásticas - não deixe de experimentar uma taça que vem cheia de bolinhos de mascarpone fritos, parecendo bolinhos de chuva.

- Tokyo Dining ***: há muitos restaurantes de sushi melhores que este (especialmente se você mora em São Paulo), mas, se você estiver cansado de chicken fingers e barbecue ribs, é uma ótima pedida. Claro que os preços são um pouco salgados, mas a atmosfera de um Japão ocidentalizado e o serviço atencioso das garçonetes compensam. O sushi bar até que faz um serviço competente: o sushi e o sashimi são razoáveis. A cozinha, em compensação, é bem fraquinha: o missoshiru estava mais pra lá do que pra cá. Ah, e passe bem longe do tempurá - sem graça e meio murcho...

- Coral Reef ***: restaurante de peixes que tem uma vista para o aquário do Epcot. A comida não chega a arrancar suspiros, mas é gostosa. O restaurante também é caro pelo que oferece, mas a vista do aquário é fenomenal - são grandes panos de vidro que ocupam uma parede inteira do restaurante. Você almoça com tubarões e arraias passeando bem ao seu lado! As mesas são dispostas em andares, como se fosse um anfiteatro, o que faz o nível de barulho desse restaurante beirar o insuportável.

Pavilhão do México
- San Angel Inn **: restaurante mexicano que fica dentro da pirâmide maia do pavilhão do México. Lá dentro é escuro demais até mesmo para um morcego. Aparentemente a intenção era criar um ambiente em que sempre fosse noite, e nisso eles foram muito bem sucedidos! Leve aquele celular com lanterna, pois você vai precisar dele para ler o menu. A comida é razoável, mas faria qualquer mariachi revirar os olhos de desprezo: não se parece em nada com os pratos originais mexicanos. A melhor pedida são os peixes; o couvert é um cestinho de chips de tortilla com uns molhinhos bem gostosos. Mas, pra dizer a verdade, até agora não temos muita certeza do que comemos lá, pois não conseguíamos ver nem um palmo à frente do nariz!

E você, já esteve no Epcot e jantou em algum restaurante que não mencionamos aqui? Poste um comentário para completar nosso post e ajudar nossos leitores!

Atrações do Epcot

Veja agora a opinião da nossa família sobre alguns dos brinquedos do Epcot. Em primeiro lugar, vamos listar as atrações do Future World, que é considerado pela maioria dos visitantes a parte com mais cara de parque propriamente dito.

Michelangelo
- Spaceship Earth ****: ficamos agradavelmente surpresos com a nova versão dessa antiga atração, que fica dentro da grande bola, logo na entrada do parque. Ela foi totalmente reformulada, com novas figuras animatrônicas (bonecos que se mexem) ilustrando a evolução do conhecimento ao longo da história. Falando parece chato, reconhecemos. Mas isso é feito através de cenas bem montadas que mostram momentos de transmissão do conhecimento: filósofos gregos conversando numa praça, Michelangelo pintando o teto da Capela Sistina, um homem utilizando a primeira prensa para imprimir livros...
Filminho do Spaceship Earth
No final, um joguinho interativo ajuda você a construir seu futuro, usando informações que você fornecerá respondendo a algumas perguntas numa telinha touchscreen. Em seguida seu futuro é mostrado num filminho em que você é o personagem principal. Muito legal!

- Soarin´ *****: um dos brinquedos mais legais da Disney toda, e o que mais atrai multidões no Epcot. Trata-se de um simulador, em que você se senta em cadeirinhas enfileiradas lado a lado com os pés pendurados. Assim que as luzes se apagam, as fileiras são alçadas a uma altura que parece bem grande, posicionando-se em frente a uma tela gigante tipo Imax, em que são projetadas cenas de voo sobre várias paisagens: Golden Gate, florestas, lagos, a própria Disney... As cadeiras se mexem em sincronia com as imagens, e um ventinho batendo no rosto ajuda a dar a impressão de que você está realmente voando em uma asa delta. Tudo de bom! Essa atração não tem nada de radical ou amedrontador. Todo mundo de 6 a 96 anos vai adorar!

- Living With the Land ***: fica bem pertinho do Soarin´, e é um passeio através das estufas experimentais do Epcot, onde são cultivadas várias hortaliças e plantas curiosas, como legumes gigantes e abóboras com o formato do Mickey. No final, um aquário com jacarés e peixes. As estufas são interessantes e curiosas, mas certamente vão entediar quem não gosta do assunto. Nossas crianças, por outro lado, adoraram o passeio, talvez por serem criaturas urbanas que raramente têm oportunidade de ver hortas e plantas bem cuidadas. Se quiser experimentar os vegetais cultivados aqui, faça uma reserva para comer no Garden Grill.

Entrada do Mission: Space
- Mission: Space ****: trata-se de um simulador, em que os visitantes sentam-se em grupos de 4 num cockpit bem apertadinho, supostamente imitando um ônibus espacial. Antes de entrar no simulador propriamente dito, você receberá instruções sobre o voo, e cada passageiro terá uma "atribuição" (engenheiro, navegador, etc). Uma vez lá dentro, os controles e a telinha do simulador ficam bem próximos do seu rosto. As crianças se divertem apertando os botões, mas nada do que você faz influencia de verdade o filme que você vai assistir. Este mostra um lançamento do ônibus espacial, que contorna a lua e é lançado em direção a Marte. Tudo isso sendo chacoalhado de um lado para o outro numa cabine de 3x1m.
Controles do Mission: Space
Depois que um turista morreu após andar no Mission: Space, a Disney mudou bastante o brinquedo, diminuindo sua intensidade e criando uma versão mais light. Na versão original, os simuladores giram rapidamente, criando uma força g semelhante à que astronautas e pilotos em treino são submetidos. Nós fomos na versão light, sem força g. Trata-se de um simulador bem interessante, com movimentos realistas e uma história legal. Não é recomendado para claustrofóbicos, ou para quem tem o estômago muito sensível. Se você já foi na outra versão do Mission: Space, poste um comentário sobre sua experiência. Nossos leitores agradecem!

Pista do Test Track
- Test Track *****: depois de andar cerca de 10 vezes nessa atração, podemos dizer que foi uma das preferidas de nosso filho! Após passar pelo inevitável filminho que explica o brinquedo (você embarca em carros que vão passar pela pista de testes da GM antes de serem lançados no mercado), os visitantes sentam-se de 6 em 6 em "carros", que seguem por um trilho e ninguém pode dirigir nada, é claro. Você passa por inúmeras situações que supostamente os carros em teste têm que enfrentar: calor, frio, corrosão, teste de freios (chacoalha você de um lado para outro), curvas fechadas. Tudo isso se passa dentro de um pavilhão fechado.
A certa altura, uma porta se abre e seu veículo sai para o exterior, onde fará um teste de velocidade. Se o velocímetro estiver correto, seu carro atingirá cerca de 100km/h em poucos segundos. É bem rápido para os adultos, e uma emoção incrível para as crianças, já que os carros são conversíveis. Também não é recomendado para quem tem estômago fraco.

- The Seas with Nemo & Friends ****: essa atração com o tema do Nemo vai agradar quem gosta do desenho animado, especialmente as crianças bem pequenas. Você se senta em duplas num carrinho em formato de concha, e é levado em um tour por cenários do filme, mas, ao invés de simples telas, as imagens são projetadas em aquários. Você tem oportunidade de ver os personagens nadando ao lado de peixes de verdade, além de passar por diversos cenários, como por exemplo o campo de águas vivas em que Dori e Nemo brincam no filme. Para quem não gosta de Nemo ou peixes, pode ser um passeio bem sem graça. Ao final do Nemo, você passa por um túnel sob a água, onde nadam tubarões, arraias e peixes, e desemboca no pavilhão do aquário propriamente dito. Se não quiser ir no brinquedo, há uma entrada direto ao aquário sem precisar passar por ele.

- Turtle Talk with Crush ****: todos se sentam em um pequeno teatro, com uma tela à frente. Na tela, aparece o Crush, a tartaruga do Nemo. Ao invés de um filme normal, gravado, a imagem do Crush é dublada por um ator de verdade, que fica no backstage, e interage com os visitantes, conversando com vários deles, fazendo piadas e perguntas. Para quem não entende inglês, a única graça é ver a imagem do Crush interagindo com os visitantes. Para quem entende, sucesso na certa!

Entrada do Innoventions
- Innoventions ***: são dois pavilhões separados, um de cada lado da grande bola. Têm exibições patrocinadas por empresas, a maioria interativa. Um ótimo lugar pra se refrescar num dia quente ou fugir de uma chuva inesperada, enquanto as crianças brincam à vontade nas exibições. A estrela desses pavilhões é um simulador de montanha-russa em que você desenha o trajeto, juntando vários pedaços de trilhos, e depois entra num simulador para experimentar sua criação. O simulador é um robô Kuka, do mesmo tipo que há no Forbidden Journey do Harry Potter (parque Islands of Adventure).

World Showcase

Costumam dizer que o World Showcase é uma viagem por vários países em apenas algumas horas. Em nossa opinião, essa descrição é imprecisa e incompleta. Você passa, é claro, pelos vários pavilhões dos países ao redor da World Showcase Lagoon, mas, muito mais do que ver a arquitetura de cada um e, é claro, visitar as lojas com produtos típicos, os visitantes vêm a essa parte do Epcot para curtir a atmosfera do lugar. Por isso, o World Showcase não é uma visita para ser feita às pressas.

Ao longe, pavilhão
dos EUA
Se você gosta de ação, daquele tipo de parque em que você pega o mapinha e vai "ticando" cada brinquedo em que anda até terminar todos, então o World Showcase vai entediá-lo mais que o Hall of Presidents. Se, por outro lado, você quer um passeio agradável, num lugar lindo e, como tudo na Disney, muito bem concebido e construído, para curtir com tempo e calma, então é provável o World Showcase se torne o seu "parque" preferido.

De todos os países, apenas a Noruega e o México têm atrações dignas do nome. Nos dois, trata-se de um passeio de barco: no México o Gran Fiesta Tour tem tema dos Três Caballeros (apesar de o Zé Carioca ser, na verdade, brasileiro e não mexicano), e na Noruega o passeio, Maelstrom ****, é sobre os vikings, com cenários muito interessantes e uma queda no final (não molha). Nos demais países, quase sempre há uma apresentação relativa ao local, geralmente um filme sobre a cultura e a geografia de cada um. Além disso, pequenas performances relacionadas a cada país ocorrem nos respectivos pavilhões. Para incentivar o interesse das crianças em dar a volta passando por todos, existem pequenos postos com atividades, chamados Kidcot Fun Stops. Além disso, há um passaporte que você pode comprar para "carimbar" ao passar pelos países.

Recentemente a Disney criou uma atividade para as crianças (e adultos) no World Showcase, chamada Kim Possible World Showcase Adventure. Existem alguns postos em que você pode iniciar a aventura (procure as placas indicando os locais, espalhados pelo World Showcase e no pavilhão Innoventions). Parando no lugar, você receberá um "celular" de espião e instruções sobre a brincadeira. Você vai seguindo as indicações do celular, passando por vários pontos do World Showcase até cumprir a missão. Não tivemos oportunidade de participar dessa aventura, mas todo mundo que faz uma vez simplesmente adora.

Se você procura por algo "para fazer", basicamente é isso que o World Showcase tem para oferecer. Fora isso, dedique-se a passear tranquilamente de país em país, explorando os pátios internos e pavilhões de cada um, entrando nas lojas para ver os produtos originais, admirando-se com a riqueza de detalhes (até a música) dos ambientes, parando para comer petiscos típicos ou tomar a cerveja de cada país... Mais do que ambiente, o que você vai encontrar aqui é atmosfera - muito agradável e diferente de todos os lugares da Disney. Vale a pena conhecer!

Post gentilmente revisado por A.K.Arahata.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

REGIME DE ENGORDA EM ALTO-MAR: OS RESTAURANTES DO DREAM


Buffet do Cabanas
Alimentação é um dos quesitos em que a Disney Cruise Line não economizou a bordo de seus navios. Se você quiser, pode começar comendo logo de manhã, e só parar à meia-noite.

A primeira coisa que é diferente nos navios da DCL é o esquema do jantar. Como em quase todos os cruzeiros, durante o dia as refeições são mais à vontade, mas à noite todos querem experimentar os restaurantes à la carte. Para isso, no ato da sua reserva no site (ou com agência), você escolhe um horário para jantar: 18:30 ou 20:30. Nós preferimos jantar mais tarde. Contudo, se você tiver crianças muito pequenas na família, sugerimos o primeiro horário, pois se você utilizar o segundo só vai sair do restaurante por volta das 10 da noite. Se contar a diferença de horário (em janeiro é de 3 horas em relação ao sul e sudeste do Brasil, devido ao horário de verão), é realmente muito tarde para os pequenos.

Filipetas com o horário do jantar.
Uma vez escolhido o horário, você receberá em sua cabine uma filipeta com sua "rotação" de restaurantes. Isso mesmo! O navio tem 3 restaurantes diferentes, então você janta cada noite em um. Se seu cruzeiro tiver mais do que 3 noites, um ou mais dos restaurantes será repetido. A diferença da DCL é que sua mesa (o número da mesma e seus companheiros de jantar) e seus garçons "rodam" junto com você pelos restaurantes. Então, todas as noites você se sentará na mesa de mesmo número, sendo servido pelos mesmos garçons, com as mesmas pessoas.

Número da nossa mesa:
todas as noites o mesmo
Como em quase todos os cruzeiros, no Dream também você pode cair em uma mesa junto com desconhecidos. Notamos que isso ocorre geralmente com famílias pequenas, e cujo número de membros seja ímpar. A Disney não tem como política lotar o restaurante de mesas enormes. Vimos desde mesas de 2 ou 4 pessoas, até 10 pessoas. Portanto, se sua família for grande e tiver número par, a chance de caírem numa mesa sozinhos é grande. No entanto, jantar junto com outras famílias, especialmente de estrangeiros, é muito interessante para conhecer novas culturas e, quem sabe, até mesmo começar novas amizades!

Os garçons são um capítulo à parte. Todos servem as mesas com atenção e entusiasmo, fazendo brincadeiras para descontrair as crianças e chamando cada passageiro pelo nome. Se você não gostar do prato que pediu, não se acanhe: peça outro e o garçom troca para você. Se seu filho quer comer o bife do menu de adultos com o macarrão das crianças, peça. Geralmente eles acomodam pedidos especiais se os ingredientes estiverem à mão na cozinha. No dia seguinte, lembram-se das preferências de cada um na mesa. Podem, por exemplo, oferecer ao seu filho ketchup se ele o tiver pedido no dia anterior.

Carré de cordeiro.
Todo esse serviço é fruto de um longo treinamento pelo qual passam os tripulantes (os nossos passaram cerca de 3 meses morando no navio antes da primeira viagem), de uma avaliação criteriosa (inclusive preenchida por nós, passageiros) e do padrão Disney de serviço. Portanto, nada mais justo do que retribuir o atendimento com uma gorjeta caprichada. No DCL, a administração sugere que você dê gorjetas à equipe do restaurante ("head server" ou chefe dos garçons, garçom principal e assistente, que cuida das bebidas) e ao seu camareiro. Se tiver dúvidas sobre quanto dar, no site e no Guest Services há uma sugestão de valores. Você pode até mesmo pagar no cartão de crédito, e receberá um comprovante do valor pago, para colocar em envelopes e distribuir para a equipe pessoalmente.

Dica: alguns brasileiros têm costume de subestimar as gorjetas, ou ignorá-las completamente. Os americanos não. Então, procure seguir o costume e retribuir o bom serviço. Lembre-se que a tripulação passa meses, até anos, morando no navio, e grande parte da renda que têm é proveniente das suas caixinhas. Só não pague, claro, se você achar que o serviço foi ruim!

Restaurantes para jantar

Os 3 restaurantes à la carte do jantar, no Dream, são o Enchanted Garden, o Royal Palace e o Animator´s Palate. O nosso preferido foi o Enchanted Garden, localizado no deck 2. Trata-se de um restaurante com tema de jardim encantado, todo decorado com tons verdes, delicadas luminárias de flor pendendo do teto, e surpreendentemente silencioso para um restaurante desse porte.

Royal Palace
O Royal Palace, no deck 3, bem ao lado do grande átrio, tem lustres de cristal e detalhes rebuscados, lembrando as salas de banquete das princesas. Até sapatinhos de cristal estão presentes na decoração. O ambiente é bonito (não tanto quanto o do Enchanted Garden), porém mais barulhento do que esperávamos.

Animator´s Palate antes...
Por último, o Animator´s Palate (deck 3) é um capítulo à parte. Apesar das queixas de alguns passageiros de que o ambiente é confuso e o excesso de estímulos faz as crianças deixarem de comer, nós achamos o restaurante espetacular! Quando você entra, as paredes têm painéis de madeira com quadrinhos supostamente desenhados e rascunhados por animadores. A certa altura da refeição, os painéis se abrem e por todo o perímetro do restaurante aparecem "aquários", que, na verdade, são telas de alta resolução onde surgem imagens dos personagens de Nemo. Depois da primeira aparição, eles continuam "nadando" em volta do restaurante - desde o pequeno Nemo até o tubarão Bruce.

... e depois
A verdadeira atração é Crush, a tartaruga, que vai parando de aquário em aquário (de tela em tela), e chamando os visitantes, conversando, fazendo perguntas e piadas. No final, todas as imagens viram "rascunhos" novamente, encerrando uma apresentação e um jantar memoráveis!

Crush é a estrela do jantar.
O menu dos restaurantes muda diariamente, e cada um é, supostamente, "especializado" em alguma coisa diferente. No entanto, o único onde pudemos realmente notar essa especialização foi no Royal Palace, de comida francesa. Os clássicos franceses - sopa de cebola, escargots, soufflés - estavam presentes no menu. Quanto aos demais restaurantes, apesar de a personalidade não ser tão marcante, têm comida igualmente saborosa e bem preparada. Na noite da festa de piratas, o menu é especial e igual em todos os restaurantes, com especialidades caribenhas, mas, novamente, apesar de gostoso, a personalidade dos pratos não é muito marcante.

Menu do Royal Palace: francês.
A base do jantar é: uma entrada, uma salada ou sopa, um prato principal e uma sobremesa. Se você achar que faltou um pouco pra encher o tanque, pode pedir mais um prato para o garçom que ele traz. No entanto, viemos a descobrir que a quantidade de comida, servida assim aos poucos, é suficiente para satisfazer à maioria dos comilões.


Caranguejo com lagosta.
No jantar também há um menu infantil que tem cerca de 6 opções, mas que quase não muda de dia para dia. Macarrão, bife, frango empanado, corn dogs (espécie de croquete de salsicha) e outros hits infantis fazem parte do menu. Se seu filho não quiser nada do menu infantil, mas sim algo dos adultos, sem problemas! Seu garçom traz pra você. Caso suas crianças sejam realmente difíceis de agradar, sugerimos levá-los para jantar no Cabanas, o restaurante tipo buffet, que também fica aberto no horário do jantar. Leve-os antes do seu horário (caso este seja às 20:30), alimente-os e deixe-os no clube infantil. Daí os adultos podem ir para o restaurante à la carte e jantar com tranquilidade.

Filé mignon.
E por falar em clube infantil, todas as noites os monitores passam nos restaurantes à la carte e pegam as crianças que estejam interessadas, e levam até o clube. Para que isso dê certo, os garçons sempre trazem a comida das crianças antes. Dessa forma, quando os monitores chegam, as crianças já terminaram o jantar e podem ir brincar, enquanto os pais continuam tranquilamente no restaurante. Fique de olho na entrada do restaurante e, quando os monitores chegarem, mostre onde está sentado que eles virão buscar seu filho.

O Cabanas é a única opção para quem não quer ficar sentado por uma ou duas horas, sendo servido pelo garçom (que chato!). É um restaurante bem grande, com várias estações de comidas variadas - desde patas de caranguejo e camarões até carré de cordeiro e contrafilé grelhado, passando por frios, saladas, sanduíches, wraps... Por ser buffet, é bem rápido comer aqui, sendo uma opção ideal para aquele dia em que as crianças estiverem caindo de sono. Serve também almoço, mas normalmente fecha bem cedo (2 da tarde).

Além desses 3 restaurantes, você ainda tem opção de jantar nos restaurantes de alta cozinha, Remy (o nome é inspirado no ratinho de Ratatouille, mas o restaurante é muito elegante, com sotaque francês), ou no Palo (italiano). Além de pagar uma sobretaxa (valor baixo, em comparação com o serviço recebido), você precisará fazer reserva com antecedência, pelo site do Disney Cruise. No nosso cruzeiro, os 2 restaurantes ficaram lotados todos os dias, pois os membros do Castaway Club (que já fizeram vários cruzeiros com a DCL) têm preferência para efetuar essas reservas. Note que, no dia em que você janta no Remy ou no Palo, perde seu jantar no restaurante normal.

Almoçando no Dream

Flo´s V8 Café: cada janela serve
um tipo de lanche
No horário do almoço as opções de alimentação são mais limitadas. Nos dias em que o navio está atracado nos portos, grande parte dos passageiros desce para fazer os passeios. Em Nassau, por exemplo, tínhamos o almoço (bem ruinzinho por sinal) incluído no passeio; em Castaway Cay, todos podem almoçar nos restaurantes da ilha (barbecue, o churrasco americano). Assim, o único dia em que almoçamos a bordo foi no dia da navegação, e mesmo assim no horário de abertura do Cabanas estávamos no cinema assistindo Tron: Legacy em 3D... Assim, as opções são limitadas, mas não chega a fazer muita diferença.

Sanduíche de peru e sanduíche de
bacon.
Além dos restaurantes, há um setor onde fica o Flo´s V8 Cafe, um fast-food com balcões separados para sanduíches tipo deli (peru, mussarela de búfala, etc), wraps, pizzas, cheeseburgers e hot dogs. Como já dissemos, a qualidade é surpreendentemente boa, sendo uma ótima opção para o lanche da tarde. O horário de funcionamento do Flo´s é bem mais estendido que do Cabanas, muito conveniente para um almoço tardio. Você pode até se servir no Flo´s e levar seu prato para qualquer lugar do navio - vimos até gente lanchando dentro do cinema!

Ao lado do Flo´s, fica a estação de sorvete, Eye Scream, com o tema do Mike Wazowsky de Monstros SA - nosso filho achou muito engraçado o trocadilho! Tem aquele sorvete de máquina pra você se servir à vontade e tomar até ficar com dor de barriga. Uma delícia!

Por fim, você ainda tem a opção de pedir comida no seu quarto. Os itens do "room service" não precisam ser pagos à parte, então se um dia seus filhos "capotarem" depois de brincar o dia todo no Aquaduck, você não precisa ficar de castigo sem jantar... Não chegamos a usar o room service, então não podemos falar sobre a qualidade da comida. Somos capazes de apostar que é muito boa, como em todo o navio. Se você pedir no quarto, não esqueça de dar uma caixinha ao entregador.

Café-da-manhã

A primeira refeição do dia é servida em vários restaurantes, então dificilmente há fila para comer. O Royal Palace oferece café à la carte. Não provamos por falta de tempo, já que esse tipo de serviço demora um pouco mais.

No Enchanted Garden, há um buffet, pequeno mas satisfatório. Se você não é do tipo que faz pilhas de bacon, salmão, pães diferentes, frutas e frios no prato do café-da-manhã, vai se satisfazer completamente no Enchanted Garden. Há croissants, cinnamon roll, vários pães, cereal, frutas, iogurte. O café e o leite são trazidos à mesa. Por ser um buffet menor, o ambiente é muito tranquilo e cordial.

Já no Cabanas, o café também é buffet, mas um tanto mais caótico e populoso. Isso porque há todo tipo de comida, desde bacon com ovos até salmão defumado com bagel, passando por donuts, pães, frutas, omeletes, panquecas - tudo separado em estações diferentes... A lista não acaba! Por isso, obviamente as pessoas tendem a convergir para esse restaurante em busca de opções, que são bem mais variadas do que dos outros lugares. O café e as bebidas são self-service, dando um certo clima de cantina de escola.

Como nos recomendou nosso garçom, se possível tome café também cada dia num restaurante diferente. Você pode até mesmo pedir o café no quarto, pois também não é cobrado à parte.

Bebidas

Estação de bebidas do Cabanas
Quanto às bebidas, as não alcoólicas e não engarrafadas estão inclusas no preço do cruzeiro. Se quiser uma cerveja ou uma água de garrafa, terá que pagar à parte. No Cabanas e próximo às piscinas há estações de bebida onde você pode se servir à vontade. Tem refrigerante, água, sucos, limonada e café americano. A localização das estações de bebida é um pouco incômoda, pois tanto o Cabanas quanto as piscinas ficam no 11o deck. No entanto, você pode servir-se em copos descartáveis e andar pelo navio sem problemas.

Por todo o navio também estão espalhados bares que servem outras bebidas, como água em garrafa (cerca de 2 dólares), cerveja (de 4 a 7 dólares), vinho (a partir de 7 dólares a taça), destilados, coquetéis e até café expresso. Nem todos os bares trabalham com todas as bebidas.

Soufflé de Grand Marnier.
Dica do FR: leve algumas garrafas pet de água na mala de mão, para carregar nos passeios em terra. Quando a garrafa esvaziar, lave e encha novamente em uma das estações de bebidas. Ou use um squeeze.

Para as famílias que bebem vinho todas as noites, na DCL existe um Wine Package, em que você paga um preço fixo pelo vinho e pode pedir uma garrafa por noite, a qual você pode até levar para o quarto se sobrar. Não compramos o wine package, então não sabemos se vale a pena, mas pelo menos pergunte ao seu garçom como funciona. Você pode levar vinho na bagagem de mão, mas terá que pagar uma taxa para que ele seja servido no restaurante (rolha).

Escargots.
Quando falamos em bebidas, algumas pessoas já pensam em bares e lounges. No Dream há uma abundância de bares só para adultos. Na verdade, há uma área inteira do deck 4 do navio, chamada The District, onde se concentram vários tipos de bares: o D Lounge para famílias; o District Lounge com música ao vivo; o sports bar 687; o Skyline com telas de alta resolução que mostram várias cidades famosas do mundo; e o Pink, um bar inspirado no champagne rosé Taittinger.

Não tivemos tempo de frequentar os bares, portanto não podemos dar nossa opinião. No primeiro dia do cruzeiro, dia de "open house", aproveite para visitar os bares com a família inteira, pois é o único dia em que todo mundo pode entrar em todos os lugares. Depois disso, só os adultos poderão frequentá-los.

Esperamos que tenha gostado de conhecer as opções de alimentação do Dream. Aguarde, pois nos próximos posts vamos contar um pouco sobre diversão a bordo, e dar mais algumas dicas práticas para aqueles que se interessaram pelo cruzeiro terem uma viagem mais tranquila.

Texto gentilmente revisado por A.K.Arahata

sábado, 19 de fevereiro de 2011

DISNEY DREAM: O NOVO NAVIO DA DISNEY

Nossa viagem foi assim:
Época: janeiro ****
Faixa etária das crianças: 9 anos *****

Quando contávamos aos nossos amigos e familiares sobre os planos para nossas próximas férias, tínhamos as mais variadas reações: desde um dar de ombros indiferente ("que raio é isso, cruzeiro da Disney? Será que o comandante é o Mickey?"), até incredulidade ("a Disney TEM cruzeiro? Achei que tinha só personagens e parques..."), e admiração ("puxa vida, deve ser muito legal!").

Agora que voltamos, podemos dizer que, de todas as reações que recebemos, a mais adequada (pelo menos em nossa opinião) é de admiração. Nós mesmos ficamos admirados e boquiabertos com o novo navio da Disney. Com exceção de alguns poucos detalhes, todo o resto foi perfeito: decoração de muito bom gosto (nada daquela breguice dos cruzeiros tradicionais); detalhes totalmente high tech que diferenciam esse navio de tudo que você já viu; serviço impecável (se você acha que nos parques da Disney tudo funciona bem, é porque nunca esteve num navio da empresa); diversão e entretenimento pra família toda, que não fica devendo nada aos shows da Disney em terra; e, não menos importante, comida farta e gostosa (ah, se os fast-foods dos parques fossem tão bons quanto os do navio...).

A mão do Mickey no elevador...
Muitos perguntam se no cruzeiro há uma "overdose" de Disney. Podemos dizer que só não vai agradar a quem tem verdadeira alergia do Mickey. Não estamos falando de indiferença, ou de uma birrinha qualquer. Só vai se incomodar com o excesso de Disney a pessoa que tiver tido um verdadeiro trauma de infância com o Mickey. Caso contrário, as qualidades desse cruzeiro superam, por uma larga vantagem, qualquer incômodo que a pessoa possa sentir ao cruzar com o Tico e o Teco pelos corredores acarpetados do navio.

...e no escorregador.
Além disso, os personagens são inseridos na decoração do navio de maneira refinada e divertida, em pequenos toques: a mão do Mickey que indica os andares nos elevadores; lindos desenhos originais, feitos por artistas, pendurados nas paredes dos halls e escadas; ou ainda tematizando espaços delimitados, como os restaurantes (o Cabanas é inteiro decorado com Nemo). Obviamente há os shows e as sessões de fotos e autógrafos em que os personagens abundam, mas se você não quiser vê-los, basta não entrar no show ou na fila.

Champagne Taittinger
para a viagem inaugural
Como você deve estar adivinhando, temos tantas coisas a compartilhar sobre o navio, que estamos com um sério dilema sobre como dividir os posts, e quais informações colocar primeiro (e segundo, e terceiro...). Decidimos, então, colocar hoje nossas impressões gerais sobre o cruzeiro e alguns aspectos práticos da viagem (como chegamos lá, como reservamos, horários, etc). Em posts futuros, vamos detalhar melhor toda a diversão a bordo (shows, clube infantil, estrutura física de entretenimento do navio, etc), depois nossa experiência com comidas e bebidas, e, por último, um post com os portos de parada nas Bahamas.

Como escolhemos e compramos nosso cruzeiro

Fomos parar na "Maiden Voyage" (viagem inaugural) do mais novo navio da Disney, o Dream, por acaso. Estávamos buscando um cruzeiro para fazer um "test drive", pois uma pessoa de nossa família fica enjoada com muita facilidade. Então queríamos um cruzeiro curto e em águas calmas. Após algumas pesquisas no http://www.cruisecritic.com/, em outros sites da internet, revistas, etc, chegamos à opção de fazer nossa viagem pela Disney Cruise Line (DCL). Pesquisando no site http://www.disneycruise.com/, verificamos que esse era o único cruzeiro que se encaixaria no nosso calendário (férias de janeiro). Obviamente queríamos evitar as férias de julho por causa da temporada de furacões no Caribe, que vai de julho a dezembro.

Uma pequena desvantagem dessa época foi o tempo, que estava um pouco frio. Nos momentos de sol a pino, deu pra curtir a praia e a piscina (aquecida), mas em janeiro não se pode esperar aquele calor tropical ao qual estamos acostumados. A época ideal para fazer cruzeiros pelas Bahamas é inacessível para a maioria das famílias com crianças em idade escolar: entre abril e junho. Mas certamente preferimos nos agasalhar um pouco de manhã e à noite, durante janeiro, a corrermos o risco de enfrentar uma tempestade, que é muito comum no segundo semestre.

Interior da nossa cabine
Fizemos a reserva pelo site mesmo, o que é muito bom porque você pode ir pagando aos poucos. Tem apenas um sinal obrigatório, e uma data limite (cerca de 2 meses antes da partida), em que tudo precisa estar quitado, mas de resto você tem liberdade para pagar como quiser. Um detalhe importante: se quiser ter liberdade de escolha de cabine e itinerário (ou seja, conseguir entrar nas categorias mais baratas), precisa reservar seu cruzeiro com a Disney no mínimo 6 meses antes. Caso contrário, corre o risco de entrar no site e só encontrar cabines caríssimas. A antecedência valerá a pena, pois dizem por aí que mesmo as cabines internas dos navios da Disney são decentes, e não caixas de fósforo como as de outros navios.

Lenda dos mares

Ao longe, pessoas no píer observando
o Dream zarpar em sua primeira
viagem comercial: navio superstar.
Não, não é Iemanjá. Nem Netuno. A lenda dos mares para os americanos, viemos a descobrir, é a Disney Cruise Line. Enquanto esperávamos a data do nosso cruzeiro, fomos percebendo, através da internet, que a viagem inaugural desse cruzeiro era uma coisa muito aguardada por todos os disneymaníacos. Mas foi só quando entramos pela primeira vez no terminal de embarque da DCL que percebemos, na verdade, que os cruzeiros da Disney são quase uma religão para os aficionados.

Nós, como novatos e não-participantes do Disney Vacation Club (time-share da Disney que dá direito a estadia nos cruzeiros também), éramos a exceção das exceções. Estávamos entre os únicos que não tinham nenhum dos privilégios do Castaway Club, o "clube" dos veteranos que já navegaram com eles pelo menos uma vez (veja explicações em http://disneycruise.disney.go.com/castaway-club/). Também não fazíamos nem ideia de por onde começar o check-in: nunca havíamos estado em nenhum dos outros 2 navios da Disney, o Magic e o Wonder.

Por isso tudo, ficamos admirados com o fanatismo dos clientes fiéis do cruzeiro em alguns momentos. Por exemplo, com a recepção "calorosa" ao Mickey na festa que ocorre no momento do navio zarpar (era tanta empolgação que parecia que a Beyoncé acabara de pisar no palco, não um baixinho qualquer com a fantasia do Mickey), ou vendo as filas enormes para tirar uma foto em roupas de gala com os personagens, ou ainda quando ouvíamos as conversas nos corredores... Diálogo típico: "esse é meu décimo primeiro cruzeiro com a Disney. E vocês?"; "ah, nós já estamos no octagésimo"(!). Observação importante: não estamos inventando - cruzamos com um casal que já fez OITENTA cruzeiros com a Disney!

Sail Away Party: festa animada
com os personagens.
No começo, pensamos que era apenas o vazio espiritual dos americanos que os levava a venerar uma companhia de cruzeiros como se fosse Deus na terra. Com o passar dos dias, percebemos que o nível de serviço e, principalmente, a capacidade da DCL de surpreender seus passageiros, são os grandes motivos por trás dessa fidelidade.

Para citar exemplos, todas as noites quando chegávamos à nossa cabine, um presente estava à espera: um livro da construção do navio, uma réplica da moeda da quilha do Dream, uma gravura com número de série exclusiva da viagem inaugural, e bandanas do Mickey para a festa de piratas. Além dos tradicionais chocolatinhos e bichos feitos de toalhas. Quando cruzávamos com o camareiro ou os garçons de nossa mesa (todas as noites os mesmos), eles nos chamavam pelo nome e faziam questão de perguntar se estávamos precisando de alguma coisa... Quem, como nós, faz o cruzeiro pela primeira vez, só tem um pensamento: quando vamos poder fazer o próximo?

Dois navios lado a lado: o Dream
é bem maior que os outros!
Além dessa fidelidade, nossa viagem teve um tempero especial, pois era a viagem inaugural do primeiro navio novo da Disney em mais de 10 anos. Particularmente, deste navio, que tem um tamanho monumental: mais de 1200 cabines, acomodando 4000 passageiros, e uma tripulação de cerca de 1200 pessoas. Quando paramos no porto, ao lado de outros navios, pudemos notar que o Dream tem 3 ou 4 andares a mais e é muito mais longo que os demais. Na saída de Port Canaveral, centenas de pessoas ladeavam os píers e praias ao longo do caminho, acenando para nós. Não só no porto, como em qualquer lugar em que passávamos, as pessoas saíam à janela para tirar fotos do navio e testemunhar sua viagem inaugural. Era realmente um navio superstar!

O navio

Tubos transparentes do Aquaduck:
"montanha-russa" aquática a bordo.
Nem é preciso dizer, é maravilhoso. A estrutura física é fenomenal, com tudo que um grande cruzeiro deve ter, exceto... cassino! Isso mesmo, os navios da Disney não têm cassino a bordo. Mas o Dream tem instalações de sobra para fazer mesmo os mais aficionados jogadores não sentirem falta da jogatina: duas piscinas grandes, o famoso Aquaduck (uma "montanha-russa" aquática), piscinas e jacuzzi exclusivas para adultos e outra para adolescentes, 5 restaurantes à la carte e 1 restaurante buffet, bares e uma boate, balada teen, centro esportivo com minigolf e quadra poliesportiva, teatro e cinema com recursos e tecnologia de ponta, para abrigar os magníficos shows e os últimos lançamentos da Disney nas salas de cinema do mundo, e um clube infantil, com tanta graça e tecnologia, que é capaz de entreter até as crianças mais exigentes. Num próximo post detalharemos melhor todas as opções de lazer do navio.

Átrio com seu lustre
de cristal.
O Disney Dream vai ficar, pelo menos no próximo ano, restrito a itinerários de 3, 4 e 5 noites pelas Bahamas. Os únicos portos de parada do navio são Nassau e Castaway Cay, a ilha particular da Disney, onde todos os cruzeiros da DCL pelo Caribe e Bahamas fazem uma parada de um dia. Obviamente, a intenção da Disney é que o navio seja a estrela do itinerário, pois os portos escolhidos são destinos bem batidos para os clientes fiéis da companhia.

Se você já conhece Nassau, os entendidos de DCL recomendam que você fique no navio no dia dessa parada. Se nunca esteve na cidade, nossa filosofia é de sempre conhecer lugares novos quando a oportunidade se apresenta! Nem que isso signifique descer na região portuária e dar uma volta a pé, ou simplesmente pegar um táxi para alguma praia conhecida...

Quanto a Castaway Cay, é um dos trunfos da DCL: a única companhia de cruzeiros dona da própria ilha, podendo oferecer aos passageiros pelo menos uma parada em portos onde o passeio é totalmente gratuito (ou melhor, já incluso no preço). E, por sinal, é um passeio muito agradável, com uma praia gostosa, equipamentos para aluguel, etc. Também falaremos mais sobre os portos num próximo post.

O porto de saída do navio é Port Canaveral, pertinho do Kennedy Space Center. Fica a apenas 1 hora de Orlando, e 1 hora e 20 minutos de Walt Disney World. Para chegar lá, você pode usar o ônibus da DCL, mas tem que pagar à parte. Para até 2 pessoas, compensa (custa cerca de 30 dólares por pessoa). Acima disso, vale mais a pena alugar um carro, que você pega em Orlando e devolve em Cape Canaveral. Há várias locadoras próximas ao terminal de cruzeiros, e todas têm ônibus grátis para os passageiros entre o local da devolução do carro e o navio. Nós utilizamos a Budget, pois é uma das mais próximas do terminal (10 minutos de traslado).

Dicas para uma viagem mais tranquila

Ok, o serviço é maravilhoso, as opções de lazer são fantásticas, o navio é espetacular: somente adjetivos grandiosos para descrever o Disney Dream. Mas, se os adjetivos são "superlativos", saiba que a quantidade de gente também é! Por isso, é imperativo tomar algumas precauções. Uma observação: apesar de haver 4000 passageiros, em poucos momentos tivemos a sensação de estar no meio de uma multidão tão grande.

Terminal exclusivo DCL.
Em primeiro lugar, chegue cedo para o check-in. O navio só zarpa às 5 da tarde, mas o check-in começa ao meio-dia. Antes disso, começam a ser distribuídas senhas para o embarque, e você pode pegar uma mesmo sem ter feito o check-in. Os primeiros grupos são sempre reservados para os membros do Castaway Club e do concierge level, mesmo que eles cheguem um pouco mais tarde. Se você já navegou com a Disney antes, ou se tem dinheiro (e coragem) para bancar as cabines com serviço concierge, essa dica não é pra você! Já para os marinheiros de primeira viagem, é preciso chegar até umas 11 da manhã, se quiserem pegar um grupo que embarque num horário razoável. Nós chegamos depois do meio dia, pegamos o grupo 23, e só conseguimos entrar no navio às 2 da tarde.

Maquete do Magic e o Mickey
em pessoa recepcionam você.
Se você chegar às 11, entrega suas malas para os responsáveis pela bagagem e entra no terminal, pega o número do grupo primeiro, depois faz o check-in na hora em que ele se iniciar. Assim, poderá ser um dos primeiros a embarcar. Suas malas só serão entregues na cabine no fim da tarde (a partir de 4, 5 horas), portanto você deve fazer uma malinha de mão com objetos que você pretende usar no primeiro dia: traje de banho, roupa para trocar, remédios, etc. Na bagagem de mão também deverão estar todas as bebidas trazidas a bordo. No valor do seu cruzeiro só estão incluídas as bebidas não alcoólicas, e mesmo assim não há nenhuma bebida engarrafada. Por isso, alguns passageiros levam vinho, cerveja e garrafas de água.

Entrada do embarque
O embarque em si ocorre quando chamam no alto-falante o número do seu grupo. Você se dirige para a porta do terminal com formato de... Mickey, e entra num saguão onde tirará a primeira de muitas (e caras) fotos do cruzeiro. Passando por esse saguão, entra no navio propriamente dito, dando exatamente no maravilhoso lobby principal. Na porta, ficam membros da tripulação que perguntam o nome de cada família que está embarcando, e a família é anunciada nos alto-falantes ("please welcome the Smith family!"). Um toque divertido e bem ao estilo Disney.

Uma vez a bordo, você pode almoçar no restaurante (geralmente o que fica aberto é o buffet Cabanas). Não deixe para almoçar muito tarde, pois os restaurantes fecham. No dia em que embarcamos, o Cabanas fechou às 3:15. Você pode estar se servindo no buffet, e de repente as cortinas que fecham as estações de comida começam a baixar! Então, programe-se.

Treino de emergência
No primeiro dia, no meio da tarde, é feito o treino especial para emergências (drill). Todos os navios de passageiros fazem esse treino, então quem já fez um cruzeiro sabe do que estamos falando. No caso do Dream, não precisamos colocar nossos coletes salva-vidas, que ficam disponíveis no armário de cada cabine. Apenas precisamos comparecer ao local designado para embarque no nosso bote salva-vidas, para que soubéssemos aonde ir no caso de uma emergência (o grupo de embarque no bote é pré definido e aparece na sua chave do quarto). No horário do treino, todos os serviços do navio ficam fechados e indisponíveis, pois o comparecimento é obrigatório. Eles até fazem uma "chamada", escaneando o cartão de todas as cabines cujos passageiros estão presentes. Não sabemos o que acontece se você faltar no treino - talvez leve um pito do Mickey em pessoa - mas, particularmente, nos interessava muito saber aonde ir caso o navio começasse a afundar!

No primeiro dia também já se inicia a rotina de shows, horário fixo para o jantar, atividades, eventos... Mas isso é assunto para os próximos posts! Aguarde, em breve vamos compartilhar mais dicas práticas sobre o Dream. Se você se interessou pelo cruzeiro, não deixe de ler!

P.S. (2/4/2011): já terminamos de publicar os posts sobre o Dream. Para acessá-los, clique aqui.
Post gentilmente revisado por A.K.Arahata