segunda-feira, 30 de agosto de 2010

SANTO ANTÔNIO DO... QUÊ?

Nossa viagem foi assim:
Época: maio *****, junho *****
Hotel: Fazenda Fonte das Hortênsias ****; Pousada Highland ***
Faixa etária das crianças: 1-3 anos ***; 3-5 anos ***; 5-7 anos *****;
7-9 anos *****; 9-11 anos ****



Jardins do Pinha Pinhão
Quando viram o tópico Santo Antônio do Pinhal na enquete, muitas pessoas devem ter feito essa pergunta. Que cidade é essa? Onde fica? O que tem pra fazer lá? Se tivessem tido oportunidade, temos certeza que as crianças da família teriam votado pessoalmente nesse tópico. Isso porque Santo Antônio do Pinhal é uma cidade muito legal, cheia de aventuras para os pequenos, e com certeza um dos destinos favoritos das NOSSAS crianças!

A primeira grande vantagem de Santo Antônio é que fica pertinho de Campos do Jordão. Talvez a maioria até conheça a cidade pelas placas que vê na subida para Campos. Só que com uma vantagem indiscutível: custa uma fração do preço da famosa cidade - tanto para se hospedar, quanto para comer. Pode-se aproveitar todas as atrações de Campos, sem as multidões, sem o trânsito e sem gastar tanto.

Tirolesa é o que não falta!
A segunda grande vantagem é que é uma cidadezinha bem pequena, que ainda guarda aquele ar interiorano, mas com lojinhas e restaurantes charmosos e gostosos. Por isso, é bem mais barata do que Campos. Não oferece o mesmo luxo, é claro, mas para alguns isso é até uma vantagem...

As pousadas de Santo Antônio ficam quase todas nas estradinhas que circundam a cidade, geralmente sítios adaptados pelos proprietários para se tornarem "hotéis-fazenda" - entre aspas porque a maioria é só um punhado de chalezinhos espalhados por uma propriedade espaçosa e arborizada, mas que de fazenda não tem nada. Daí já dá para imaginar que a maioria dos lugares para se hospedar em Santo Antônio é bem rústico - chalezinhos de madeira com camas de alvenaria, uma lareira e uma varanda com rede. Mas para as crianças acostumadas com ambiente urbano, ficar num lugar assim tem um encanto todo especial. É claro que, se estiver disposto a gastar um pouco, há pousadas com hidromassagem e outros itens de luxo, algumas das quais sequer aceitam crianças abaixo de 12 anos.

Independente do nível que você esteja procurando, um detalhe que pode fazer diferença é se há uma piscina aquecida na propriedade. Ao final de um dia de passeios, é muito bom poder relaxar e brincar com as crianças na piscina, além de ser uma boa alternativa de atividade caso chova durante sua viagem. Até algumas das pousadas mais simples têm piscina aquecida, mas se for fora da temporada, pergunte antes de fazer a reserva se a piscina estará funcionando na época. Às vezes as pousadas menores simplesmente desligam o aquecimento quando o movimento está fraco!

Passeios em Campos do Jordão

Tirolesa no Horto

Os passeios são variados e divertidos, quase todos envolvendo natureza e muita ação. Quase tudo que se faz quando se vai a Campos também pode ser feito tendo Santo Antônio como base.

Arvorismo no Horto
Um dos preferidos das crianças é o Horto Florestal de Campos do Jordão *****. É um belo parque estadual, com riachos, bosques, áreas para piquenique, trilhas na mata bem sinalizadas e lagos. O parque ganha um encanto todo especial no outono, quando as folhas das árvores tornam-se avermelhadas como em climas temperados.
Certamente o programa mais legal para as crianças acima de 5 anos é o circuito de arvorismo do local - pequeno, mas emocionante - que termina com uma tirolesa atravessando o lago (programa conduzido por uma empresa e pago à parte). Há também a trilha do Sítio do Picapau Amarelo, com esculturas e figuras dos famosos personagens de Monteiro Lobato, e que termina em um espaçoso playground de madeira.
Trilha do Sítio do Picapau:
boa para os pequenos

Procure chegar bem cedo ao Horto, pois lá pelas 11:00 em feriados e fins-de-semana o parque fica lotado. Se for passar bastante tempo por ali, leve um lanche para fazer um piquenique. Tem uma lanchonete mas não é nada excepcional. Há também algumas lojas de artesanato onde se pode comprar souvenirs de Campos.

Outro favorito das crianças é o Tarundu *****, também localizado em Campos (http://www.tarundu.com.br/). Realmente é um lugar excepcional, mas se for passar o dia é bom a conta bancária estar em dia. Tudo é pago à parte, e muito bem pago! Tem desde cavalgadas até minigolfe, passando por tirolesa, patinação no gelo, mini kart, e, a cada temporada de inverno, eles criam uma atração diferente melhor do que as dos anos anteriores. Tem também um restaurante mas os preços são exorbitantes.
Arvorismo no Pesca na
Montanha

Se a família gosta de pescar, então o Pesca na Montanha **** (fica entre Campos e São Bento do Sapucaí) é um dos melhores lugares da região(http://www.pescanamontanha.com.br/). Além da pesca da truta, que você pode levar para sua pousada e pedir para deixar no freezer até a sua partida para casa, o lugar oferece inúmeras atividades, como ateliê de pintura, pula-pula, mini tirolesa para os pequenos e tirolesa grande para os maiores, além de um restaurante self-service de comida bem caseira.

Da última vez que estivemos lá, o restaurante estava bem gostoso, e o chef até preparou sashimi de truta para nossa família com as trutas que pescamos! Como tudo na região, lá também todas as atividades são pagas à parte, mas os preços não são abusivos. Chegar ao Pesca é um capítulo à parte. O lugar é longe e a estradinha, sinuosa. Imprima um bom mapa antes de sair de casa, e pé na estrada porque vale a pena!

Uma vez também visitamos o Lenz Gourmet ***, igualmente localizado em Campos do Jordão. Tem proposta semelhante aos outros lugares, com restaurante, espaço de aventura para as crianças (só que interno, não externo), tirolesa grande (externa) e uma bela trilha para caminhada, que passa por uma cachoeira e termina em um mirante com vista para a rodovia.
Vista do mirante do Lenz
Apesar de divertido, achamos que pelo custo-benefício os outros lugares que visitamos valeram mais a pena do que o Lenz. O restaurante é um pouco caro e não muito "gourmet", e absolutamente tudo é pago lá dentro - até mesmo para andar na trilha é necessário pagar. Se for ficar muitos dias e tiver vontade de conhecer um lugar diferente, é interessante, mas não como primeira opção.

Todas as outras atrações de Campos - restaurantes, as outras chácaras de lazer, Capivari, a Pedra do Baú - também podem ser visitados tendo Santo Antônio como base. Nenhuma dessas atrações está a mais de uma hora de carro partindo da cidade.


Jardim do Pinha Pinhão
Passeios em Santo Antônio

 
Mais perto de Santo Antônio também há muitas atrações bem legais. Uma delas é o restaurante Pinha Pinhão **** (ou Donna Pinha), que fica dentro do Eco Parque. O restaurante é bem gostoso, oferece pratos variados, fondue, e uma carta de vinhos razoável. No Eco Parque existe um jardim onde se pode fazer passeios (somente guiados) - muito interessante para quem gosta de plantas e flores diferentes. Há uma tirolesa bem extensa e emocionante (e talvez até um pouco perigosa para os iniciantes).

Se você não estiver disposto a ir muito longe para pescar, pode substituir o Pesca na Montanha pelo pesqueiro Arco Íris ***, próximo ao centrinho de Santo Antônio. É um pesqueiro muito agradável, mas ao contrário do Pesca só oferece uma opção: pescar trutas. Não há outros equipamentos de lazer, apenas um restaurante - muito bom para comer truta, por sinal.

Há em Santo Antônio também algumas cachoeiras que podem ser visitadas, bem como o Pico Agudo, usado como base para vôo livre (asa delta). Nem é preciso dizer que todas as vezes que fomos a Santo Antônio, nossos dias foram preenchidos pelas aventuras descritas até agora, não deixando tempo para visitar esses lugares. No entanto, pelas fotos parecem interessantes, principalmente a vista do Pico Agudo, que deve ser espetacular!

Sem ir muito longe também é possível fazer coisas divertidas. Se pegar um dia de chuva, não deixe de passear no pequeno shopping da cidade, o Vilarejo ***. Além de um restaurante muito gostoso, o Picanha & Pasta (cujo serviço é beeeem leeeento), há algumas lojinhas (dê uma olhada nas panelinhas de fondue!) e um ateliê de cerâmica chamado Olaria Paulistana ****. Nesse ateliê, além de comprar peças prontas, você pode escolher uma peça de cerâmica em branco e fazer sua própria pintura - as crianças com dons artísticos adoram! Você pinta e deixa a peça até o dia seguinte, e a Olaria queima no forno para você, dando aquele aspecto vitrificado à sua obra de arte.

Pertinho do shopping tem vários restaurantes gostosos, como o Santa Truta, especializado em trutas (!), e o Picanha na Tábua, especializado em, bem, picanha... Os restaurantes podem não prezar pela originalidade do nome, mas a comida é muito gostosa!

Se puder fazer sua viagem a Santo Antônio coincidir com o dia 13 de junho, dia do padroeiro da cidade, melhor ainda! Não deixe de ir à quermesse **** que é feita durante vários dias ao lado da igreja. É muito divertido, pois é uma quermesse típica do interior, com barracas de brincadeiras, pescaria, tiro ao alvo, um bingo super animado, bem como vários tipos de doces, comidas e o infalível pão de Santo Antônio. Reza a lenda que se a solteirona comer do famoso pão, em menos de um ano estará casada. Não vamos citar nenhum nome, mas digamos que pudemos comprovar a eficácia do pão em primeira mão em nossa própria família... Mesmo se não houver solteiras na sua família, não deixe de conferir a festa, que as crianças adoraram!

Então, acho que já deu para perceber que Santo Antônio é um lugar privilegiado, seja pela proximidade com todas as atrações de Campos do Jordão, seja pelos programas que se pode fazer nas redondezas, seja pela cidade em si. Afinal, vivendo em cidades grandes como a maioria de nossas crianças vive, Santo Antônio é uma boa oportunidade para conhecer um clima rústico de interior, com uma pitada de aventura. Então, no próximo fim-de-semana ou feriado prolongado, não pense duas vezes: pegue o carro e vá para Santo Antônio do Pinhal!

sábado, 21 de agosto de 2010

SURPRESA NO DESERTO EM LAS VEGAS



Foto do Red Rock Canyon por Neil Sobelson
Las Vegas é cheia de atrações diferentes, algumas bem conhecidas de todo mundo: fontes do Bellagio, cassinos, shows do Cirque du Soleil, etc. Mas de todos lugares, o que mais surpreendeu a gente não é high tech, não tem neon e nem efeitos computadorizados. Trata-se do Red Rock Canyon, uma das poucas atrações de Vegas que não foi feita pelo homem, e que poucos visitantes conhecem.

A maioria das pessoas que chega a Las Vegas trata logo de reservar um voo de helicóptero sobre o Grand Canyon, mas depois de pesquisar muito descobrimos que Vegas não é uma boa base para visitar o local. Isso porque você está restrito a ir de helicóptero e visitar somente os locais que permitem o pouso, além de pagar uma fábula (perto de US$ 500,00 por pessoa). Ou então pegar um longo trecho (3 horas só de ida) de ônibus, visitar um dos lados menos bonitos do Grand Canyon (West Rim) e ainda por cima ser apressado durante o passeio por causa da longa viagem de volta. Lendo esses depoimentos no TripAdvisor, decidimos visitar o Grand Canyon em outra ocasião, e começamos a pesquisar uma alternativa. Encontramos o Red Rock Canyon (http://www.redrockcanyonlv.org/), que é uma reserva a pouco mais de 100 km da cidade, em pleno deserto. É claro que se você for um daqueles sortudos que viaja com os grandes apostadores (ou se você mesmo for um high roller!) e pode pegar o passeio de helicóptero de graça, não deve perder a oportunidade. Mas se você for apenas um turista comum, Vegas tem um montão de coisas em que seus US$500,00 podem ser muito bem gastos!

Nosso guia foi Neil Sobelson, dono de uma empresa chamada Hike This (http://www.hikethislasvegas.com/), especializadíssimo em Red Rock Canyon (ele vai lá quase todos os dias). Ouvimos falar muito bem de Neil, e ele superou absolutamente todas as nossas expectativas! Contatamos Neil através de seu site, na internet, e fizemos a reserva por email. Ele foi nos buscar de Cherokee no hotel, guiou-nos pela reserva, sempre adaptando o caminho e o ritmo às nossas necessidades (um detalhe importante para quem quer se aventurar com crianças), forneceu o lanche, bebidas e até as mochilas para carregarmos nossas coisas. Nosso passeio todo durou das 9 às 13:00, mas se não fosse pelo cansaço poderíamos ter continuado. Neil fornece até mesmo um belo sanduíche no almoço, o qual comemos em mesas de piquenique, rodeados por lindas formações rochosas.

Pedras de várias cores
no Red Rock Canyon
Quanto à reserva em si, para nós brasileiros é uma paisagem absolutamente diferente e fascinante. As pedras, formadas por milênios de depósitos de areia, possuem várias camadas de cores vivas. Em meio às trilhas encontramos formações curiosas como pontes de pedra, covas e vistas maravilhosas a cada curva do caminho. As partes baixas são cobertas por cascalho e areia, onde as crianças podem brincar livremente. Para quem está acostumado com as trilhas do Brasil, sempre repletas de lama e escorregadias, é um alívio e algo bem diferente!

De acordo com Neil, com um pouco de resistência física e tempo, é possível alcançar o ponto culminante da trilha, de onde se avista a própria cidade de Las Vegas. Naturalmente, estando com crianças não chegamos nesse ponto, mas a julgar pelo pouco que vimos da trilha, deve ser muito legal.

Ponte de pedra natural
Como todo parque nos Estados Unidos, o Red Rock Canyon Reserve é muito bem administrado e pode ser facilmente visitado sem guia. Você pode alugar um carro e dirigir até mesmo dentro do parque, pois as trilhas são todas distribuídas ao redor de um caminho de asfalto chamado "scenic loop" (volta panorâmica). Muitas pessoas inclusive fazem somente o loop de carro, e não chegam a pisar numa trilha. Mas é claro que é muito mais divertido descer e fazer uma das trilhas, que são todas muito bem sinalizadas e demarcadas no mapinha que é entregue na portaria do parque. Basta estacionar o carro em um dos muitos bolsões de estacionamento que há no começo de cada conjunto de trilhas, e seguir as placas indicativas.

É claro que, se sua família tem pouca ou nenhuma familiaridade com trilhas, é praticamente obrigatório contratar um guia, pois há uma boa chance de você se perder. Além disso, o clima é muito árido e, se você ficar sem água, pode ser uma encrenca daquelas! Portanto, de acordo com as necessidades da sua família, você pode optar por ir por conta própria, ou com um guia. Se escolher a opção do guia, sem dúvida a Hike This é uma excelente opção.

Subidas bem aderentes
Seja como for, é importante levar chapéu, óculos de sol, câmera fotográfica, e calçar tênis leves e flexíveis. As trilhas de lá são secas, leves e muito aderentes, portanto você não vai precisar de pesadas botas de trilha. Se for no inverno, um agasalho é essencial, pois nas partes sombreadas da trilha faz frio. No verão esse passeio não é recomendado, pois em Las Vegas a temperatura pode passar dos 35 graus.

Se você for por conta própria, não esqueça de levar filtro solar, protetor labial, bastante água, um lanche leve (tem áreas para piquenique) e uma mochila pequena para carregar tudo isso. Se for com Neil, não precisa se preocupar com essa última listinha, pois ele leva tudo para você.

Então da próxima vez que for a Las Vegas, na hora em que ficar cansado de ganhar dinheiro no cassino e do dim! dim! dim! dos caça-níqueis, dê um pulinho no Red Rock Canyon. Temos certeza que você vai gostar!


domingo, 15 de agosto de 2010

PARIS TAMBÉM TEM DISNEY?

Nossa viagem foi assim:

Época: Janeiro **; Julho *****
Hotel: Louvre Montana ***; Best Western Opera ****; New York (Disney) *****
Faixa etária das crianças: 5-7 anos ****; 7-9 anos *****
Uma família amiga nossa foi para Paris passar uns dias, com os filhos de 11 e 6 anos de idade, mas como tinham ido à Disney de Orlando recentemente, decidiram "passar" a Disney de Paris e ficar só na cidade. No último dia de viagem, encontraram um conhecido na rua e ficaram conversando sobre sua estada em Paris, até que a pessoa vira para o filho mais novo e pergunta: "e você, gostou da Disney de Paris?" O menino fuzila os pais com os olhos, e diz: "em Paris TEM DISNEY?" Hoje os pais já foram perdoados pelo erro fatal, mas não cometa você o mesmo erro! Quando for a Paris não deixe de visitar a Disney.

Quando as pessoas pensam em lugares para levar as crianças, Paris só sobe na lista de prioridades quando elas já têm 10 ou 12 anos. Pensamos: como vamos ficar arrastando essas crianças pequenas pela imensidão do Louvre, impedir que elas coloquem a mão no xixi enquanto estivermos andando no metrô, fazer com que se comportem nos restaurantes diante daqueles garçons mal-humorados? Como? Nós fomos a Paris e fizemos vários programas, alguns bem diferentes, e com isso descobrimos que a cidade pode ser um lugar muito legal para as crianças. Há muito mais para se ver em Paris do que o Louvre!

Antes de seguir com nossas dicas de programas, avisamos aos navegantes: só levem as crianças a Paris no verão. Mesmo assim, não esqueça de colocar na mala uns dois agasalhos e calças, pois lá pode fazer até um friozinho mesmo no verão, e um baita friozão no inverno! Raramente chega a nevar, mas o tempo fica meio fechado e ranzinza, o que atrapalha bastante os passeios, pois em Paris se anda muito na rua.

Castelo da Bela Adormecida
1. Disneland Resort Paris (DLRP) *****: Paris tem muitos motivos para se levar as crianças, mas sem dúvida a Disney é o melhor deles. A maioria das pessoas conhece somente o parque principal (Disneyland, que tem o castelo cor-de-rosa da Bela Adormecida), mas na verdade a Disney de Paris possui mais um parque (Walt Disney Studios, semelhante ao Hollywood Studios de Orlando), e o Disney Village (com lojas e restaurantes). Há duas opções para quem quer visitar: ir e voltar no mesmo dia, de trem ou excursão (fácil, fácil), ou ficar no complexo por uma ou duas noites. Se fizer uma visita de um dia, só conseguirá ver um dos dois parques, e a maioria das pessoas opta pelo Disneyland Park. Se ficar duas noites, poderá visitar ambos os parques com tranquilidade.

Para quem vai e volta no mesmo dia, basta pegar o trem em qualquer estação RER dentro de Paris. Atenção, pois RER é diferente de metrô, apesar de serem interligados. Se você estiver hospedado longe das RER, a integração com o metrô é bem fácil. Pegue o trem na direção Marne-la-Vallée, e desça na última estação. Você estará em frente aos portões de ambos os parques e no começo do Disney Village. Detalhes em http://parisbytrain.com/rer-train-paris-to-euro-disney.

Big Thunder Mountain
Se você optar por ficar no complexo, basta entrar na internet (http://www.disneylandparis.com/) e fazer a reserva. Os melhores hotéis são o New York (basta atravessar o Disney Village e você estará na entrada dos parques, pertinho da estação de trem), e o Disneyland Hotel (neste você estará hospedado literalmente dentro do Disneyland Park, um verdadeiro sonho para as crianças, mas com um preço bem mais salgado). Se preferir uma opção mais econômica, tem outros hotéis, mas neles você vai depender do transporte interno, e este não sabemos como funciona. Daí poderá visitar cada parque em um dia, com calma, e visitar o Village (não deixe de comer no Rainforest Cafe, que, além dos bonecos de animais que se mexem, tem uma comida melhor que o Rainforest dos EUA).

2. Passeios de barco pelo Sena ****: existem diversos passeios de barco no famoso rio, estilo Bateaux-Mouches, todos muito interessantes durante o verão. Se for escolher um desses, a decisão pode ser tomada avaliando somente o local de partida (se for muito longe do seu hotel não vale a pena) e o preço, pois são todos muito parecidos. Ao longo do Sena, há inúmeros locais de embarque para esses passeios: próximo ao Museu D´Orsay, logo abaixo da Torre Eiffel, próximo à Champs-Elisées... Cada um é administrado por uma empresa diferente, inclusive uma chamada... Bateaux-Mouches! Se possível, evite o próprio Bateaux-Mouches à noite, pois o barco lança fortes luzes no entorno de sua passagem, estragando um pouco o clima do passeio. As outras companhias não têm as tais luzes, então pode ir sem problemas. Basta chegar à cabine de venda de ingressos, comprar o seu, e esperar o próximo barco.

No inverno, só vá nos passeios se for um barco fechado. O Batobus é um desses, que oferece uma ótima visibilidade, pois até o teto é de vidro. A desvantagem (ou para alguns, vantagem...) é que não tem comentários em áudio sobre os locais que estão passando na janela. A vantagem é que o Batobus faz várias paradas ao longo do caminho, e os passageiros sobem e descem quantas vezes quiserem no mesmo dia. Então você pode unir o passeio de barco a um bom meio de transporte para visitar os locais próximos ao Sena (Torre Eiffel, Museu D´Orsay, Louvre, Notre Dame). A entrada do Batobus é comprada a bordo do próprio barco.
Barco dentro da eclusa

3. Passeio de barco pelos canais de Paris *****: diferente dos passeios pelo Sena, o passeio pelos canais de Paris não passa pelos principais pontos turísticos. O passeio que fizemos (Paris Canal) partia da frente do Museu D´Orsay e subia em direção ao Parc La Villette, numa lenta viagem de duas horas subindo pelo Canal St Martin. No caminho, passamos por várias eclusas, pontes móveis, passagens subterrâneas (seus filhos vão se lembrar de Ratatouille, apesar de não termos
Tocando clarineta dentro da
passagem subterrânea
visto nenhum Rémy!) e pudemos ver uma vizinhança de Paris diferente, preguiçosa e alternativa.
O que mais vai agradar às crianças com certeza são as eclusas, pois a cada passagem os portões se fecham e o compartimento onde está o barco é inundado de água. Dentro da passagem subterrânea, um dos tripulantes toda um pouco de clarineta para "sentirmos" a acústica do local. O ponto de chegada do barco é o Parc La Villette, que também vale uma visita mais demorada.

Você deve fazer a reserva antecipada pela internet, pois o barco tem lugares limitados e faz só 1 viagem por dia. Mais detalhes nos sites http://www.pariscanal.com/ e http://www.canauxrama.com/.

La Géode: filmes sobre ciências
em IMAX e 3D.
4. Parc La Villette ***, Museu de Ciências **** e Museu da Música *****: nossa chegada ao parque foi através do Paris Canal, mas se você preferir um transporte mais rápido, também há uma estação de metrô no local. O parque em si não tem muito interesse. Tem poucas áreas verdes, pois foi construído num estilo moderno (parece um mini Memorial da América Latina). Tem um playground bem diferente onde as crianças podem gastar um pouco de energia. No entanto, ele abriga dois museus muito interessantes. No Cité des Sciences, o prédio em si já é uma atração. Além disso, pode-se visitar as exposições ligadas a temas científicos (espaço, som, etc), bem como uma área à parte dedicada exclusivamente às crianças. No La Géode, uma enorme esfera prateada, são projetados filmes ligados à ciência em IMAX e 3D.
O museu que nossa família mais gostou, no entanto, foi o Cité de La Musique. Nunca tínhamos ido a um museu de música, e este não deixou nada a desejar. O audioguia é incluído no ingresso, e a exposição é muito bem organizada, mostrando desde instrumentos antigos que não se usam mais, até coleções inteiras de oboés, harpas, cravos, passando por música eletrônica e instrumentos do mundo todo (asiáticos, indígenas, etc). O visitante vai ouvindo no audioguia o som de cada instrumento, e como eles são unidos e combinados para formar uma orquestra. É uma viagem pelo mundo da música e uma experiência incrível, até mesmo para quem não gosta muito do tema.

5. Museu D´Orsay ****: para os adultos é simplesmente imperdível. Em nossa opinião é um passeio até melhor do que o Louvre por ser menor e conter obras mais modernas, principalmente impressionistas. Para as crianças é um museu muito mais compacto, de arquitetura mais moderna e leve, e é bem provável que elas vão lembrar de algumas das obras por tê-las visto em revistas ou na escola. Se não quiser ver cada obra e cada canto do museu, meio dia será suficiente para passar pelas áreas mais importantes. Dica: se seu interesse é pelas obras impressionistas, vá direto para o último piso, onde elas estão, comece seu passeio por lá e vá descendo. Assim, quando as crianças ficarem cansadas, vocês podem descer para o grande átrio, sentar nos bancos apreciando as esculturas, e depois do descanso ir direto para a saída. Não deixe de olhar os grandes relógios da fachada, pelo lado de dentro do museu. Eles são visíveis através do café localizado no último piso.

Jardins do Museu Rodin.
6. Outros museus: o Louvre *** é muito grande e sua coleção cobre desde a Antiguidade até o século XVIII. É claro que todos os visitantes vão querer ver a Mona Lisa, a Vitória de Samotrácia e a Vênus de Milo. Além dessas obras, para as crianças, podem ser interessantes a ala de antiguidades egípcias, o jardim de esculturas e a pirâmide de vidro. Se grandes quadros de Monet são seu interesse, o museu de L´Orangerie, pertinho do Louvre, tem. Nunca visitamos esse museu, mas é uma alternativa menor e bem interessante ao D´Orsay, e atrativo para as crianças por apresentar quadros bem grandes e coloridos. O museu Rodin **** também é interssante tanto para adultos que gostam do artista, quanto para crianças, pois a característica tridimensional das esculturas atrai bastante os pequenos. O museu é bem compacto e fica numa casa, com um belo jardim repleto de esculturas onde se pode caminhar e espairecer.

Uma dica interessante, se você quiser visitar vários museus, é usar o Paris Museum Pass (http://www.parismuseumpass.com/). Você compra o passe de acordo com a quantidade de dias pelos quais quer estender suas visitas, e pode frequentar livremente os museus e igrejas participantes durante aquele período. Muitas atrações citadas aqui (D´Orsay, Rodin, L´Orangerie, Louvre, Notre Dame, Sainte-Chapelle) estão incluídas no passe, e mais dezenas de outras opções.

Uma das grandes vantagens de usar esse passe, especialmente com crianças, é que você não fica naquela "obrigação" de ver o museu inteiro, de uma vez só, apenas porque pagou a entrada. Em nosso caso, reservamos nossa visita ao Louvre para a parte da noite, e ficamos apenas 1 hora somente no setor do Egito Antigo, pois não desembolsamos nenhum centavo a mais por isso. Se, por exemplo, você estiver no meio da visita e seu filho pequeno começar a ter um ataque de nervos, pode sair do museu tranquilamente e deixar para continuar o passeio no dia seguinte. Em resumo: um grau de flexibilidade que você não terá, se comprar as entradas dos museus separadamente.

A outra grande vantagem, mas essa todo mundo já sabe, é que não precisará enfrentar filas a cada museu que for visitar. As filas em Paris podem ser realmente grandes nos dias de pico, e você poderá escapar delas com o passe. Só não conseguirá escapar das filas de segurança, que são especialmente longas na Sainte Chapelle e na Notre Dame (descritas mais abaixo).

7. Parque de diversões das Tuilleries *****: depois da Disney, com certeza esse parque será a atração preferida das crianças. O parque é montado bem em frente ao Louvre, no Jardin des Tuilleries, durante o mês de julho, e é um misto de quermesse do interior com Playcenter low-tech. Tem desde jogos de acertar alvos (os prêmios geralmente são pelúcias de personagens falsificadas...) até atrações radicais como o Rainbow (parecido com um brinquedo que tem lá no Playcenter chamado Double Shock). Cada atração é paga individualmente, e nada sai por menos de 4 Euros. Não é barato, mas a experiência de subir numa roda-gigante e avistar lá de cima o Louvre à sua esquerda, a Torre Eiffel à sua frente, e o Arco do Triunfo à direita não tem preço. Além disso, há diversas barracas de comidas como crepes e churros, mas sempre com o padrão francês de higiene e limpeza, portanto feche os olhos antes de comer!

8. Torre Eiffel ****: a famosa torre é visita obrigatória de todo mundo que visita Paris. Por isso mesmo, apesar de linda e divertida (o elevador é uma coisa do outro século, literalmente), está sempre lotadíssima de gente, e a ineficiência do pessoal das bilheterias e portarias não ajuda em nada. Portanto, se você for visitar a torre, arme-se de uma boa dose de paciência. A outra opção (só para quem está com a conta bancária em dia) é fazer uma reserva em um dos dois restaurantes que funcionam lá em cima, o Jules Verne (mais chique e caro) ou o Altitud 95 (menos caro, mas também mal avaliado pelos internautas no quesito atendimento). Com a reserva, você tem direito a subir por um elevador separado, sem fila. Se optar por ver a torre só de baixo, faça-o à noite. A iluminação em si já é espetacular, e a cada hora cheia, milhares de estrobos espalhados pela torre piscam durante 10 minutos, tornando-a ainda mais "fashion".
Sainte-Chapelle

9. Passear a pé pelas ilhas do Sena ****: nem todas as crianças gostam de ficar numa fila para visitar igrejas, mas se seus filhos tiverem um pouco de paciência, essa caminhada vale a pena. Dá para chegar às ilhas atravessando uma ponte bem próximo ao Louvre, e daí o passeio todo pode seguir a pé, atravessando as pontes de ilha em ilha. A fila na Sainte-Chapelle é enorme e anda devagar, mas lá dentro você será recompensado pelos mais lindos e coloridos vitrais. A Notre Dame dispensa explicações, é maravilhosa por fora e por dentro. Se tiver paciência para enfrentar a fila, suba nas torres para as crianças darem uma olhada nas gárgulas bem de perto. É pouco provável que seus filhos tenham visto O Corcunda de Notre Dame, mas se tiverem, vão se lembrar do filme.
Termine o passeio atravessando para a Ile St Louis, onde há diversas lojinhas simpáticas, e é lá que fica a primeira loja da famosa sorveteria Berthillon. Atualmente esse sorvete está disponível por toda Paris, mas tomá-lo na Ile St Louis, à beira do rio Sena, vai fazer seu filho se lembrar de Ratatouille e é um daqueles momentos que só em Paris você conseguirá vivenciar!


terça-feira, 10 de agosto de 2010

BARCELONA SÓ PARA CRIANÇAS



Se você está acompanhando nossas postagens, já sabe que Barcelona é um lugar muito legal para apresentar às crianças o mundo das viagens culturais. Para ler nosso post sobre as principais atrações da cidade, clique aqui. Com certeza as crianças começarão a tomar gosto pela cultura, só que é mais certo ainda que sua parte preferida da viagem seja... o aquário! E em Barcelona não faltam experiências legais para as crianças, que você pode intercalar com os programas culturais e compor uma viagem bem equilibrada e divertida. Vamos a eles!

Bus Turístic ****

Além de ser uma boa opção de transporte, principalmente para lugares mais distantes como o Parc Guell e o FCBarcelona, o ônibus é muito divertido para as crianças, que adoram sentar-se no deck superior. Se você estiver viajando com um carrinho de bebê, também é conveniente, pois basta dobrar o carrinho e subir no ônibus. Além disso, com o Bus Turístic você tem oportunidade de dar uma volta pela cidade e obter uma boa noção geográfica dos lugares que vai visitar. No áudio (tem em português também) há muitas dicas de locais para conhecer. As únicas desvantagens são que é um meio de transporte lento, pois o ônibus vai dando voltas pela cidade, e é um pouco caro. Clique aqui para acessar o site do Bus Turístic.

Aquário de Barcelona *****

É o lugar preferido de muitas crianças. O aquário não é supermoderno, nem high-tech, e tem até alguns elementos que estão precisando de uma renovação. Mas aos olhos das crianças é magia pura, pois além de muitos peixes, tem algumas criaturas difíceis de encontrar em aquários: nautilus, sépias, cavalos-marinhos de vários tipos e um setor (dentro de uma "baleia") com vários aquários cheios de águas-vivas (lindo!). A atração principal, é claro, é o aquário de tubarões e arraias com um túnel de vidro no meio.

O preço do ingresso é meio salgado, mas se você estiver no Bus Turístic tem um cupom de desconto. Ao lado do aquário há um shopping pequeno (MareMagnum) com lojas, alguns fast-foods e um restaurante muito gostoso chamado Chipirones. Para chegar ao aquário usamos o metrô, descendo na estação Drassanes e atravessando as Ramblas del Mar (um calçadão de madeira que atravessa um braço de mar) a pé.

Vista do Transbordador Aeri
Teleférico Transbordador Aerì *****

Todos confundem os teleféricos de Barcelona, pois, apesar de serem dois, são comumente chamados pelo mesmo nome: Telefèric de Montjuic. O Telefèric de Montjuic propriamente dito fica no topo da colina de Montjuic, e leva até o Castelo de Montjuic. Não chegamos a pegar esse teleférico, mas dizem que a vista e o castelo em si são bem legais.

O outro teleférico na verdade se chama Transbordador Aeri, e parte da zona portuária (dá para chegar a pé até o local, a partir da estação de metrô), levando os visitantes até o topo da mesma colina de Montjuic. Por isso a confusão entre as duas atrações. Esse foi o teleférico que pegamos, e de lá tivemos vistas impressionantes do litoral e da cidade de Barcelona. Apesar de não ser tão conhecido, tivemos a sensação de estar andando no equivalente ao bondinho do Pão de Açúcar no Rio. Vale muito a pena!

O Transbordador Aerì é muito bonito e divertido, mas quando for não se esqueça de levar aquela dose extra de paciência. A administração é meio confusa, causando algumas filas para comprar ingressos, e espera para embarcar. Além disso, apesar de serem 3 paradas (uma onde você embarca, uma no meio do caminho, e a última onde desembarca), muitas vezes a parada do meio está fechada. Dependendo do dia você poderá ou não desembarcar do outro lado. Às vezes você é obrigado a ir e voltar, sem poder descer do outro lado. Não importa. A vista maravilhosa vale o incômodo!
FCB - "O" Barcelona *****

Visitar o estádio do Barcelona é o ponto alto da viagem para a maioria dos meninos (pequenos e grandes). E que visita! Passamos por uma exposição com os troféus (os da Eurocopa são lindos), uniformes e chuteiras históricos, exposições multimídia contando a história do clube, etc. Visitamos a área da imprensa, o vestiário, a zona mista e finalmente chegamos ao campo propriamente dito, usando nada menos do que a escada que os próprios jogadores usam para sair ao campo! Sentamo-nos no banco de reservas, tiramos fotos até não poder mais, e, é claro, encerramos nossa visita na superlotada megastore do clube.

Font Magica ****

À noite, o chafariz em frente ao museu MNAC, próximo à Plaça de Espanya (onde há uma estação de metrô), transforma-se em uma fonte colorida que dança ao som de músicas variadas. É um show divertido, bonito e gratuito, apesar de que, para aproveitá-lo o ideal é ir quando já estiver escuro, o que no verão acontece somente depois das 21:30. Para ver o show, basta chegar no horário (este varia de acordo com a estação do ano, verifique antes de ir), e encontrar uma boa posição ao redor da fonte.

Poble Espanyol ***

É uma réplica de várias regiões da Espanha, feita para uma Exposição Mundial no início do século passado, muito agradável para um passeio no final da tarde. As ruelas estreitas são cercadas de réplicas muito bem feitas de edifícios antigos, com lojinhas, restaurantes e sorveterias, sem tráfego de carros. Há também um jardim de esculturas e muitas praças para as crianças brincarem livremente. É necessário pagar entrada (também com desconto do Bus Turístic), e a maneira mais fácil de chegar lá é com o próprio Bus Turístic. A outra opção é ir de metrô e descer na Plaça de Espanya, mas de lá até o Poble é uma bela subida a pé. A Font Magica fica bem perto do Poble Espanyol, então é uma boa ideia visitar os dois no mesmo dia.

Parc Guell *****

O próprio Parc Guell, uma das obras mais conhecidas de Gaudí, é uma atração de primeira para as crianças. Alia toda a arte do famoso arquiteto com o ambiente natural de um parque, com direito a playground e, se você quiser e levar comes e bebes, um belo piquenique. Mais detalhes sobre o Parc Guell você encontra em nosso outro post sobre Barcelona.

Parque de Tibidabo **

Tibidabo foi a maior decepção de nossa viagem. Não pelo parque em si, que parece muito legal, mas pelo fato de que não conseguimos brincar nas atrações, pois as informações e a organização do lugar são péssimas. Em resumo, se você for levar suas crianças ao Tibidabo, certifique-se que o Parc D´Atraccions esteja aberto no dia, e NÃO o Camí Del Ciel. O Camí é uma área bem pequena onde há apenas meia-dúzia de brinquedos (roda gigante, aviãozinho, trenzinho, etc), e é a única que abre todos os dias. A montanha russa, barco viking, o brinquedo tipo splash (flume ride), enfim, todos os brinquedos legais, estão no Parc. Para entrar lá o ingresso é mais caro, mas é o que vale a pena. Essa parte não abre todos os dias, e os horários de funcionamento parece que mudam frequentemente.

Dito isso, se você quiser apenas ver as famosas vistas de Tibidabo, pode ir qualquer dia. Chegar lá é simples, mas tão desorganizado quanto o parque. A estação de metrô Tibidabo fica a poucos metros do local de onde saem os bondes antigos, bem divertido para as crianças. O ingresso do bonde é pago à parte, e ele leva os passageiros até a estação do funicular. Lá, você compra mais um ingresso para subir, dessa vez chegando até o parque. O problema com esse esquema é o horário de funcionamento. O Camí del Ciel abre às 10, mas o bonde começa a operar às 10, e o funicular somente às 11 da manhã. Então entre metrô, bonde, espera e funicular, levamos quase duas horas para chegar ao Tibidabo. Portanto, esse é um lugar onde não vale a pena tentar chegar na primeira hora! Durma até mais tarde e chegue ao bonde, próximo à estação de metrô, lá pelas 11.

Praias e passeio de barco

Não tivemos tempo de frequentar a praia ou fazer o passeio de barco chamado Las Golondrinas, mas não podíamos deixar de mencioná-los aqui. A água do Mediterrâneo tem uma cor maravilhosa e uma temperatura agradável; as praias são calmas e com boa infraestrutura. É claro que, com tantas coisas diferentes para se fazer na cidade, a ideia não é ficar na praia o dia todo - para isso há lugares bem melhores aqui mesmo no Brasil. Mas praia e os passeios de barco são uma opção excelente para variar os programas e agradam muito às crianças.

Veja o mapa da região:



segunda-feira, 9 de agosto de 2010

DICAS PRÁTICAS PARA QUEM VAI SE HOSPEDAR NA DISNEY



Região do Yacht Club Resort
Hospedar-se na Disney é um privilégio, e por si só consiste em uma experiência quase sempre positiva. No entanto, algumas dicas práticas podem fazer sua estadia ainda mais agradável. Isso porque no Walt Disney World (WDW) há algumas regras de funcionamento características de lá, às vezes até meio incompreensíveis para nós, brasileiros.

Escolhendo onde ficar

Uma das decisões mais importantes que você terá que tomar é a localização dentro do WDW onde você vai  ficar. Os hotéis lá dentro variam não só em função do nível de preço (veja mais detalhes no post http://familiarecomenda.blogspot.com/2010/08/viagem-disney-por-onde-comecar.html), como também em função da localização e do tipo de serviço oferecido. De maneira geral, entre todas as opões de hospedagem, em nossa opinião os hotéis localizados na área do Epcot Center - Yacht Club, Beach Club, Boardwalk - são os melhores. São confortáveis, com boa estrutura (piscina, fitness center, café-da-manhã com personagens, baby sitter, entre outros), e oferecem várias opções de restaurantes bem perto (você pode frequentar os restaurantes dos três hotéis mais os do Boardwalk e do Epcot). Além disso, você consegue chegar andando ao Epcot e é muito perto do Hollywood Studios. Outros hotéis bem localizados estão na área do Magic Kingdom (praticamente todos ligados através do monorail), mas alguns desses, como o Contemporary e o Polynesian, são mais antigos, e os quartos refletem a idade do hotel.

Alguns dos melhores hotéis estão em regiões mais distantes do complexo, como é o caso do Wilderness Lodge e principalmente do Animal Kingdom, mas têm decoração de cair o queixo. Portanto, na hora de escolher seu hotel não deixe de verificar não só o preço e amenidades disponíveis, mas também a área onde ele está localizado. Por mais que esteja dentro do complexo, a diferença de localização pode significar até 30 minutos a mais de tempo para chegar aos parques nos transportes da Disney, ou 20 minutos se estiver de carro.

Qualquer que seja o hotel escolhido, depois que receber a cotação da agência entre no site da Disney http://www.waltdisneyworld.com/, para fazer uma cotação independente. Primeiro visite o link Special Offers (no rodapé) para ver se sua estadia não tem direito a alguma promoção especial. Se tiver, faça a cotação por aí mesmo. Se não tiver, volte para o início e faça a cotação do seu hotel para as datas desejadas. Vale a pena reservar pelo site, pois agora é possível pagar a reserva aos poucos (desde que esteja 100% quitada até cerca de 2 meses antes da entrada), o que equivale a um parcelamento de agência. Para isso você deverá saber um pouco de inglês, ou corre o risco de fazer alguma escolha errada.

Chegando ao WDW

Uma das opções que são oferecidas para quem se hospeda na Disney é o transfer do aeroporto. Apesar de gratuito e relativamente eficiente, pode ser uma faca de dois gumes. Para quem chega em vôo doméstico, é uma mão na roda, pois sua mala será etiquetada na cidade de origem com destino ao WDW, os funcionários da Disney pegarão sua bagagem na esteira, despacharão para seu hotel e entregarão dentro do seu quarto. Você não precisa ficar esperando, basta sair do desembarque e realizar o check in no balcão do ônibus da Disney.

No entanto, a maioria dos brasileiros chega via conexões internacionais, daí você mesmo que tem que pegar sua mala na esteira, levar até o balcão da Disney (no subsolo do aeroporto de Orlando, próximo às locadoras de veículos), fazer o check-in e só depois pode ir para o ônibus. No dia que chegamos lá, por exemplo, a fila estava enorme, pois era o fim-de-semana da Maratona Disney. Por sorte tínhamos planejado alugar um carro, então não precisamos enfrentar aquela fila.

Uma vez a bordo do ônibus, o outro problema que costuma acontecer é suas malas demorarem até 3 horas para serem entregues no seu quarto. As malas são transportadas à parte, e deixadas de hotel em hotel, por isso a demora. Para solucionar esse problema, basta colocar uma muda de roupa e objetos que vai usar no primeiro dia na sua bagagem de mão, e levá-la com você no avião (saindo do Brasil) e no ônibus.

Ao chegar ao hotel, você poderá fazer check-in, mas provavelmente terá que esperar até as 15:00h para entrar no seu quarto. Nesse meio tempo, pode utilizar as instalações do hotel ou ir direto para seu primeiro parque. Quando faz o check-in, você recebe as chaves do quarto - cartões magnéticos individuais com o nome de cada um. Cuidado com esses cartões! Eles são também os cartões que você usará para debitar suas refeições (se estiver no plano Disney Dining Plan - veja mais detalhes no post http://familiarecomenda.blogspot.com/2010/08/viagem-disney-por-onde-comecar.html) e para entrar nos parques. Então não se esqueça de carregar sempre TODOS os cartões com você. Também não se esqueça de verificar, na hora do check-in, se nos cartões com os nomes das crianças está escrito "child", pois há uma diferença de preços em tudo (ingressos de parques e refeições) para crianças. Se um adulto sem querer pegar um cartão infantil e tentar entrar no parque, pode não conseguir.

Usando os restaurantes

Uma das grandes vantagens de ficar no complexo é poder contratar o dining plan.

Se você quiser participar de algumas das refeições com personagens mais disputadas - jantar com princesas, jantar com Urso Pooh, Chef Mickey´s, Lillo e Stitch, entre outras - terá necessariamente que fazer as reservas antes de sair do Brasil. O jantar da Cinderela e do Akershus (ambos de princesas) devem ser reservados assim que disponíveis (180 dias antes), pois enchem rapidamente. Tome cuidado pois há uma multa cobrada no cartão de crédito caso você não apareça (somente nos jantares das princesas e alguns shows, como o Hoop Dee Doo). Atenção a um detalhe: na alta temporada (feriados americanos, spring break, natal e férias de julho) alguns restaurantes cobram uma sobretaxa de todos os frequentadores. Gira em torno de US$ 5,00 por adulto e U$ 3,00 por criança.

Alguns outros restaurantes disputados que oferecem personagens (Crystal Palace no Magic Kingdom com o Pooh, Chef Mickey´s no Contemporary com o Mickey, Café da manhã com Stitch no Polynesian, jantar com Mickey no Garden Grill do Epcot) também têm que ser reservados com alguns meses de antecedência. Outras refeições menos disputadas podem ser reservadas quando você chega ao hotel. Agora ficou muito mais fácil fazer reservas para os restaurantes, pois dá para usar o site da Disney. É muito fácil de navegar e você pode até escolher apenas refeições de personagens para visualizar. Preste atenção na quantidade de créditos do dining plan que é debitada para cada refeição. Algumas refeições, como os jantares de princesas, debitam 2 créditos, que na maioria das vezes não vale a pena.

Quanto à comida propriamente dita, em nossa experiência, nos jantares de personagens o café-da-manhã costuma ser muito bom, bem como os buffets. Os serviços a la carte normalmente têm comida ligeiramente inferior - dá para comer, mas tenha em mente que você está lá mais pelos personagens do que pela comida. Se quiser comer bem de verdade, tem alguns restaurantes que são muito bem avaliados nos guias e sites, mas a maioria não tem personagens.

Alguns hotéis da Disney oferecem o serviço de concierge, que faz essas reservas nos restaurantes do complexo. Além disso, quando você chega ao hotel, pode passar no balcão do concierge e pegar sua programação da semana. Lá, aparecem todas as reservas que você fez, com os dias e horários. Se não for comparecer a alguma reserva, avise ao concierge e ele efetuará o cancelamento. Mesmo nos restaurantes que não cobram multa, é de bom tom ligar para cancelar.

Por outro lado, quando você for comparecer às reservas, procure chegar sempre 10 a 15 minutos ANTES do horário marcado. Na Disney, quando você efetua uma reserva, na verdade eles não vão montar sua mesa e deixá-la vazia esperando sua chegada. A reserva nada mais é do que uma prioridade de atendimento. Portanto, quando você chega com a reserva, o que eles vão fazer é colocar seu nome como próximo da fila, "furando" a fila daqueles que estão aguardando sem a reserva. Esse processo leva normalmente 15 minutos até você estar sentado na mesa, mas em alguns restaurantes pode demorar até 30. Se, ao contrário, você chegar atrasado, corre o risco de ter sua reserva cancelada. Em nossa viagem não chegamos atrasados a nenhum jantar, por isso não podemos dizer quanto tempo de tolerância eles dão. Lembre-se que aqui é Estados Unidos - chegar no horário é obrigação.

Se você estiver no Dining Plan, avise ao seu garçom assim que se sentar à mesa. Ele lhe informará quais itens você tem direito - um buffet por pessoa, ou então um menu fixo com 2 ou 3 opções para escolher, e quais bebidas. Depois você entrega o cartão do quarto e o garçom irá debitar as refeições que estão sendo consumidas no momento. O mesmo vale para fast-food. Quando se aproximar do balcão você avisa que está no plano, e o atendente vai explicar o que você tem direito. Todas as vezes que você debitar o cartão (para o débito de refeições um cartão por quarto é suficiente), você receberá um extrato com o saldo dos créditos que você ainda possui.

Hollywood Studios
Uma das reservas de restaurantes mais difíceis de conseguir é nos três restaurantes do Hollywood Studios que dão direito ao acesso a uma área VIP do show Fantasmic! no mesmo parque. O motivo para a Disney disponibilizar essa reserva é que, caso contrário, você terá que chegar ao local com uma hora de antecedência para guardar lugares. Essa foi uma das únicas experiências ruins que tivemos na Disney. Fomos obrigados a aceitar uma reserva para "jantar" às 16:30, para garantir bons lugares no show. No entanto, ao chegarmos ao show, com 15 minutos de antecedência, o lugar estava tão lotado que eles liberaram o acesso
do público à área VIP, e acabamos ficando sem nossos lugares. Assistimos ao show em pé, no fundo do anfiteatro, mal conseguindo enxergar por cima das cabeças dos outros espectadores. Portanto, não vale a pena o sacrifício, pois apesar de bonito, é um show mal organizado e muito lotado.

Outros shows

Parada no
Animal Kingdom
Fora o Fantasmic!, há outros shows nos parques. No Magic Kingdom, as duas paradas (diurna e noturna) são muito legais, bem como o show de fogos - magia pura... O Epcot também tem um show de luzes e fogos que é bem legal, no meio do lago. A parada do Animal Kingdom é mais "artesanal" e diferente, e é feita somente de dia para não estressar os animais. Para todas essas apresentações, procure chegar com cerca de 30 minutos de antecedência para conseguir pegar um lugar próximo da corda. O guia Unofficial Guide Walt Disney World dá boas dicas sobre a melhor localização para ver cada show.

Todas as paradas são muito legais para todas as idades, mas os shows de fogos podem dar um pouco de medo nos menores. Sendo Disney, até as crianças que começam com um pouco de medo podem acabar gostando dos fogos. Cabe a cada pai avaliar a tolerância de seus filhos, mas de maneira geral quase todas as crianças gostam. Uma medida extrema mas eficaz é comprar uns plugs de ouvido, ou então aqueles cobre-orelhas parecidos com fones de ouvido gigantes, e colocar nas crianças. Assim elas poderão curtir o visual sem se assustar com o barulho!

Uma estratégia de saída dos shows de fogos é muito importante para famílias com crianças. Regra geral, ficar pelo parque por mais uns 30 minutos após o término da apresentação é uma boa ideia, apesar que todas as atrações estarão fechadas. A outra opção é se posicionar próximo à saída do parque, e começar a se dirigir ao portão ANTES do show acabar. Caso não adote uma dessas duas medidas, você se verá em meio a um mar de gente, todos querendo sair ao mesmo tempo, e arriscando até mesmo perder uma criança no meio da multidão!

Esse problema é particularmente crítico no Magic Kingdom, pois nesse parque todos os visitantes têm que pegar algum meio de transporte, uma vez que não dá para sair de lá andando (nem para chegar ao estacionamento). Portanto, as multidões do horário da saída demoram muito mais para se dissipar do que nos outros parques.

Visitando os parques

Um dos benefícios aos hóspedes alardeados pela Disney é a entrada nos parques uma hora antes das outras pessoas. Isso é uma vantagem relativa, pois apenas algumas áreas restritas abrem mais cedo, e como os parques têm esse esquema rotativamente (cada dia um parque diferente abre mais cedo), a tendência é que aquele parque fique mais cheio que os outros naquele dia. Assim, praticamente anula a vantagem. O fechamento mais tarde, no entanto, costuma ser vantajoso, mas não é tão comum. Portanto, antes de aproveitar essas vantagens, pese bem as opções do dia. Se você achar que um parque sem a entrada antecipada vai estar mais vazio, opte por ele.

A melhor ferramenta para economizar tempo nos parques é o Fastpass. Está disponível para qualquer um, e consiste na entrada com hora marcada em determinadas atrações (só as mais concorridas têm Fastpass). Para pegar o Fastpass, você precisará ter em mãos TODOS os ingressos em mãos, pois para cada ingresso a máquina libera apenas um fastpass. Você passa na máquina e pega os passes onde está marcado um intervalo de uma hora no qual você tem acesso à atração sem ter que pegar fila. Normalmente se você atrasar um pouco para chegar, sua entrada não será barrada. A única desvantagem é que, uma vez pego um Fastpass, você tem que esperar até um determinado horário (que também vem marcado no passe) para pegar o próximo. Outra coisa que costuma acontecer é os Fastpasses esgotarem antes do fim do dia, portanto procure pegar todos no período da manhã.

Assim, a melhor estratégia é chegar de manhã e, enquanto mamãe vai com as crianças em algum brinquedo que esteja vazio, papai dá uma corridinha até a atração mais concorrida (com todos os ingressos da família, não se esqueça) e pega o Fastpass para todo mundo. Depois brincam um pouco mais e dirigem-se à atração do Fastpass no horário previsto. Logo em seguida pegam outro passe de outra atração e repetem todo o processo.

O lado escuro da Disney
Uma parte muito legal de visitar os parques é fazer compras nas lojas temáticas. Alguns artigos só estão disponíveis em determinadas lojas - por exemplo, o robô do R2D2 só tem na loja do Star Tours, decorações de Natal o ano todo somente no Magic Kingdom, e assim por diante. No entanto, tudo que você compra deixa a carteira mais leve, e a mochila mais pesada para carregar o dia inteiro. Por isso, a entrega das compras no hotel para quem fica no WDW é uma mão na roda. Quando efetuar compra nas lojas, você solicita através de um formulário a entrega no seu hotel. As compras serão levadas não para o seu quarto, mas sim para a lojinha da Disney que fica no hotel (todos os hotéis têm lojas), e você retira a mercadoria lá. O prazo para essa entrega é no dia seguinte, portanto você não conseguirá usar esse benefício no penúltimo e no último dia de sua viagem.

Essas são as principais peculiaridades que você vai encontrar se ficar hospedado na Disney. Se quiser muito mais detalhes, recomendamos a leitura do Unofficial Guide (já citado aqui), bem como visitar os sites da Disney http://www.waltdisneyworld.com/, o http://www.mousesavers.com/ e o http://www.allears.net/.

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

VIAGEM À DISNEY: POR ONDE COMEÇAR?



Muitas famílias interessadas em ir à Disney têm nos perguntado como foi nossa viagem, pois não sabem nem por onde começar a planejar a sua. Por ser uma viagem tão ansiosamente aguardada, e por ser um destino com tanto a oferecer, realmente planejar a primeira viagem à Disney não é tarefa simples. Mas se for desmembrado em algumas perguntas simples, que exigem resposta antes mesmo de você telefonar para a agência de turismo, o planejamento se torna um pouco mais fácil.

Antes de mais nada, é muito importante comprar um bom guia de viagem e ler antes de fazer a reserva. O guia que utilizamos foi o Unofficial Guide (em inglês), um tiijolão de mais de 500 páginas. Se você tiver a paciência e a fluência para lê-lo, vale a pena. Se não, procure nas livrarias um guia com informações bem completas em português, tipo Fodor´s ou Frommer´s. Além disso, é claro, visite os sites dos principais complexos (Walt Disney WorldUniversal Orlando e Sea World) onde obterá informações atualizadas de preços, horários de funcionamento, mapas, descrição das atrações, reservas de hotéis, etc. Veja outros sites úteis no nosso post clicando aqui.

Tendo obtido informações básicas, você terá que responder às perguntas abaixo.

1. Em qual época vamos viajar?
Nem é preciso dizer que o ideal é ir fora dos meses de férias. Mas a maioria das famílias com crianças só pode viajar durante as férias, então será que tem uma época, nas férias, que é melhor que as outras? A resposta é SIIIM. Os meses de janeiro e início de fevereiro são bem tranquilos lá na Disney, coisa que não acontece com julho. Julho é férias também nos EUA, e em alguns locais da Europa, além da América Latina inteira. Então as multidões nesse mês são inevitáveis. As filas chegam a 1 hora de espera fácil. O calor pode passar dos 35oC. Para piorar, tem o feriado de 4 de julho, Independência dos EUA, em que os parques ficam totalmente lotados.

Muita gente acha que ir a Orlando é sinônimo de ter que esperar na fila, mas não se você escolher janeiro. As desvantagens: os parques aproveitam essa época para fechar algumas atrações para manutenção (veja o calendário de fechamentos no http://www.mousesavers.com/), e dependendo da sua sorte não vai conseguir ir aos parques aquáticos. A maioria funciona nessa época, mas se você der azar pode pegar temperaturas de até 5ºC, nada recomendável para piscina. Se, por outro lado, você der sorte, os dias podem chegar a 25ºC. De qualquer forma, a água é climatizada, então se estiver um solzinho e você não for muito friorento dá pra encarar!

Tem que tomar alguns cuidados ao escolher a semana certa em janeiro. Não vá no Natal e Reveillon (nem na primeira semana do ano), pois aí sim você vai pegar o parque bem cheio (mais do que em julho) e pagar uma fábula. Procure saber quando caem a Maratona da Disney, o feriado de Martin Luther King e o President´s Day. São três datas em que a Disney fica especialmente lotada de americanos, e americano faz a mesma quantidade de fila que qualquer outra nacionalidade! Fora esses dias, qualquer semana de janeiro e início de fevereiro é uma boa. O site http://www.allears.net/ fala sobre todas as coisas Disney e ainda traz calendários de frequência aos parques e dos feriados americanos.

2. Quantos dias devemos ficar?
Essa pergunta é crucial para você definir não só o período da viagem, mas também se vai se encaixar em algum dos pacotes das operadoras, se vai dar uma "esticadinha" até Miami ou Nova York, etc. A primeira coisa que você vai precisar decidir é quais parques vai querer visitar. A região de Orlando tem mais de 10(!) parques diferentes. Temos posts especiais sobre alguns deles, então clique nos nomes a seguir para ver nossas opiniões sobre cada um. No Walt Disney World (WDW) tem o Magic Kingdom, Hollywood Studios, Animal Kingdom, Epcot, e 2 parques aquáticos. Há os 2 parques do Universal, Universal Studios e Islands of Adventure, que agora tem o imperdível Wizarding World of Harry Potter. Os amantes dos animais não vão querer perder o Sea World e talvez os parques aquáticos "irmãos", Discovery Cove e Aquatica. Mais afastado há o Busch Gardens, com atrações bem radicais. E a esses parques quase todos os anos são acrescentadas novas áreas ou novos parques. Ufa!

Em primeiro lugar, nem todos os parques exigem 1 dia inteiro de passeio. Para o Epcot é suficiente meio dia, se for com crianças pequenas; se quiser visitar os países ao redor da lagoa, aí um dia inteiro será necessário. O Hollywood Studios é um parque menor, que só tomará um dia todo se for um dia cheio, com longas filas.

Islands of Adventure pode ser visto em meio dia por quem só quer atrações radicais, ou por quem quer tudo menos atrações radicais. Se quiser todas as atrações, aí é melhor reservar o dia todo! Além disso, as novas atrações do Harry Potter atraem muita gente e têm longas filas, o que pode tornar seu tempo no parque bem maior. O Universal pode ser visitado no mesmo dia do Islands, caso você não faça questão de ver absolutamente tudo. Se estiver com adolescentes, aí precisará de 2 dias para ver os 2 parques.

Os parques aquáticos também não exigem um dia inteiro de passeio, e não vale a pena visitar todos, pois no final as atrações são bem similares entre si. Os entendidos preferem o Blizzard Beach, mas nunca chegamos a visitar nenhum deles. Se for no verão, pode passear em um dos parques menores de manhã e ir para um parque aquático lá pelas 4 da tarde.

Os parques Magic Kingdom (o que tem o castelo da Cinderela), Animal Kingdom, Sea World e Busch Gardens exigem um dia inteiro (ou quase inteiro) de visita, seja por seu tamanho, seja pela distância.

Então, uma vez decididos os parques a visitar (de acordo com o gosto da família), e quanto tempo dedicar a cada um, você terá basicamente a duração de sua viagem. Acrescente ao total de dias mais 1,5 dia, para traslados, compras e para revisitar algum parque que a família tenha gostado mais.

3. Dormir: dentro ou fora do Walt Disney World?
Orlando tem uma infinidade de lugares para se hospedar. A primeira possibilidade que todo mundo considera é ficar dentro da Disney. As vantagens são realmente tentadoras: a chave do quarto é seu ingresso para os parques, você pode mandar entregar suas compras Disney no hotel, pode usar o sistema de transporte interno gratuitamente para se locomover, caso alugue um carro o estacionamento é grátis em todos os parques Disney, em alguns dias pode entrar nos parques antes de todo mundo (ou sair mais tarde), pode jantar ou tomar café-da-manhã com a Cinderela e o Tico e Teco... Realmente é um lugar quase perfeito, mas tem um custo salgado.

Os anúncios da Disney falam sobre All Stars e Pop Century, com preços populares, mas nesses hotéis você vai dormir em uma caixa de fósforos. De acordo com o Unofficial Guide, os quartos nesses resorts têm cerca de 24 metros quadrados e possuem 2 camas queen. Descontando cerca de 4 metros para o banheiro, significa que você pode espremer até 4 pessoas em um quarto de 4 por 5... É bem apertadinho. Além disso, vai navegar por corredores cheios de hóspedes e jantar em praças de alimentação de fast food. Por exemplo, o All Star resorts tem um total de 5400 quartos, ou seja, cerca de 15000 pessoas circulando no hotel todos os dias!

Se você preza a conveniência de se hospedar dentro da Disney e acha que um hotel pode ser só um lugar para desabar o esqueleto depois de um longo dia de passeio, então essas opções são boas. Afinal, são Disney, sinônimo de padrão e serviço. Mas pelo mesmo valor você pode se hospedar em um hotel de verdade fora da Disney, e obter muito mais espaço por dólar! Ou então ficar em um dos hotéis dentro do complexo Disney que são administrados por outras empresas.

Poucas pessoas sabem dessa opção. São hotéis como o Swan e Dolphin (perto do Epcot), ou Lake Buena Vista Resort, Doubletree, Holiday Inn, entre outros (perto do Downtown Disney), que são administrados por grandes redes como Sheraton, Doubletree, Hilton, Best Western, etc. Alguns dos privilégios dos hóspedes Disney também valem para esses hotéis, mas não todos. Então informe-se antes de reservá-los. Outra desvantagem é que todos os hotéis Disney têm uma decoração exuberante, com um tema bem específico que acrescenta magia à estadia. Nesses outros hotéis o único tema que você vai encontrar é o tema "hotel"... Uma boa forma de obter descontos neles é assinar a newsletter do http://www.mousesavers.com/. Você receberá em seu e-mail ofertas especiais, principalmente do Lake Buena Vista e do Doubletree. Basta clicar no link e fazer a reserva. Vale a pena!

Se você estiver disposto a gastar um pouco mais, os hotéis intermediários da Disney são uma boa opção. São caros, sim, mas você terá um ambiente infinitamente melhor que nos populares e um pouco mais de espaço. Agora se dinheiro não é problema para você, então fique hospedado em uma das Villas ou dos hotéis de luxo Disney, que você não vai se arrepender. Desde piscinas com fundo de areia até sua própria reserva particular com animais selvagens, você escolhe a fantasia, a Disney entrega. Cada hotel tem a sua. Para saber se um hotel Disney é moderado, intermediário ou luxo, basta acessar o setor de reservas do site da empresa, e lá todos os hotéis estão bem explicadinhos, divididos por categoria. Não deixe de clicar primeiro em Special Offers, para verificar se há algum desconto especial para a época da sua viagem.

Uma consideração que você tem que fazer ao reservar um hotel na Disney é a localização. Ela vai influenciar muito o tipo de viagem que você terá. Em nossa opinião, e baseados em dicas dadas por nossos amigos que já tinham ficado na Disney, os hotéis mais bem localizados são os que ficam na região do Epcot (Yacht e Beachclub, Boardwalk, Swan e Dolphin). Por 2 motivos bem simples: acesso muito fácil ao Epcot e ao Disney Hollywood Studios, e dezenas de opções de restaurantes. Depois de um dia inteiro passeando nos parques, tem dias em que a última coisa que você quer é pegar outro ônibus para ir jantar.

Região do Yacht Club.
Nesses hotéis, não precisa. Cada um deles tem pelo menos 2 restaurantes próprios. Todos ficam próximos ao Boardwalk, uma área onde estão concentrados alguns restaurantes, lojas e bares animados. E de todos eles dá pra ir de barco até o Hollywood Studios, e a pé (ou de barco também) até o Epcot, onde você encontrará os restaurantes do World Showcase - a área do parque onde estão concentrados os pavilhões dos países - ou seja, tem desde bistrô francês até restaurante chinês, passando por japonês, mexicano, alemão... Acrescente aos seus ingressos da Disney a opção Park Hopper para poder entrar no Epcot todos os dias, mesmo já tendo estado em outro parque no mesmo dia. Se for ficar nesses hotéis, vale a pena.

Entre os hotéis econômicos, o Pop Century é muito mais bem localizado que o All Star, pois também fica próximo do Epcot/Hollywood Studios, com a diferença que é preciso pegar o transporte para chegar lá.

Algumas pessoas optam por ficar na Disney porque querem sentir a magia do lugar. Se você é um desses e não se importa de ficar hospedado um pouco longe da ação propriamente dita, então escolha entre o Wilderness Lodge e o Animal Kingdom Lodge. São unanimemente apontados como os 2 hotéis mais bem decorados da Disney, lugares realmente mágicos.

Outra opção de hotéis muito populares entre os Disneymaníacos são os que têm estações de monorail, o trenzinho que liga os parques Magic Kingdom e o Epcot, como Grand Floridian (o mais caro do complexo), Polinesian, e Contemporary. A grande vantagem é o fácil acesso ao Magic Kingdom (parque sinônimo de "Disney" para a maioria das crianças).

Há hotéis de luxo fora da Disney também, inclusive alguns oferecendo mais luxo propriamente dito (espaço, equipamentos nos quartos, etc), mas não têm a ambientação dos hotéis da Disney. A grande vantagem de ficar fora do complexo é o custo. E não necessariamente o hotel ficará longe das atrações - ao contrário, alguns hotéis da Disney ficam mais longe das demais atrações (dentro e fora do Walt Disney World) do que alguns hotéis localizados nas grandes avenidas de Orlando.

Outra opção bem interessante é o aluguel de apartamentos ou casas, que hoje em dia se faz facilmente pela internet e até por agências de viagem, que são ideais para as famílias grandes e com muitas crianças, pois garantem mais espaço para todos e uma bela economia com refeições, pois pode-se cozinhar tudo em casa. As desvantages óbvias são que dá bem mais trabalho, por mais que alguns apartamentos incluam uma limpeza diária, e é preciso alugar um carro, pois Orlando é uma cidade onde não se faz nada a pé. Um site de aluguel indicado pelo Allears é o All Star Homes (http://www.allstarvacationhomes.com/).

4. Uma vez hospedados na Disney, vamos usar o plano de refeições (Disney Dining Plan)?
Se você não se hospedar dentro do complexo Disney, não pode usar o Dining Plan. Orlando tem várias opções de restaurantes, principalmente voltados para famílias, portanto se você não tiver o Dining Plan da Disney, não vai estar mal servido e vai pagar mais barato do que no WDW. A única desvantagem é que, inevitavelmente, os visitantes passam de 4 a 5 dias de sua viagem dentro da Disney, onde são obrigados a pagar caro pela comida durante o tempo que passarem lá, ou então se contentar com fast-foods de qualidade duvidosa.
Café-da-manhã com Lillo & Stitch

Durante muitos anos, alimentação foi o calcanhar de aquiles da Disney. Isso mudou bastante. Apesar de uma boa parte dos fast-foods ainda servir comida de má qualidade (fuja dos hambúrgueres se possível), dentro da Disney há uma infinidade de opções desde restaurantes temáticos até jantares sofisticados com menu-degustação de 8 pratos, passando por sushi, bife, italiano... Se você for ficar dentro do WDW, opte pelo dining plan, pois o custo-benefício é muito bom. Como a comida lá dentro é bem cara, optando pelo dining plan você tem a grande vantagem de saber aproximadamente quanto vai gastar. E o plano dá direito até a alguns dos restaurantes mais caros, e a praticamente todos os jantares com personagens, se você se interessar por eles. Além disso, a quantidade de comida oferecida diariamente pelo plano é gargantuesca, pois quando você apresenta o cartão do quarto para usar o plano, automaticamente tem direito a entrada, sobremesa e bebida não-alcoólica. Comer assim todo dia, uma vez em counter-service e uma vez em restaurante, todo santo dia, é pra glutão nenhum botar defeito!

Uma dica importante é fazer a reserva dos restaurantes Disney que você mais tem vontade de visitar ANTES de sair de casa. Nem todos os restaurantes lotam antecipadamente, mas a maioria dos mais famosos, sim! Os mais concorridos: os jantares de princesas - no Castelo da Cinderela, no Arkeshus (dentro do Epcot) e no Grand Floridian - o café-da-manhã com Lillo & Stitch no Polynesian, o Chef Mickey´s no Contemporary (Mickey, Pateta, etc), o Garden Grill no Epcot (Tico & Teco, Mickey, Pluto), e o Crystal Palace no Magic Kingdom (Pooh e seus amigos). As reservas podem ser feitas no site da Disney, bem fácil. Se você não for ficar na Disney e não contratar o dining plan, prepare a carteira!

Veja mais dicas sobre o uso do dining plan clicando aqui.
5. Vamos de pacote ou por conta própria?
Existem várias opções nas agências de viagens para aqueles que querem fazer uma reserva para a Disney. Você comprar um pacote não quer dizer necessariamente que vai andar com um grupo. Vamos detalhar alguns dos tipos mais comuns de reservas:
- Grupos com guia saindo do Brasil: ideais para crianças desacompanhadas, pessoas que não sabem falar inglês, ou famílias cujos pais querem deixar as crianças com os guias e passear sozinhos (mesmo que por algumas horas). Esses grupos têm data de saída e chegada fixa, e uma vez em Orlando todos têm que seguir o mesmo itinerário, chegando e saindo dos parques em horários determinados. Normalmente esses pacotes usam hospedagens mais em conta e incluem os ingressos dos parques. Não é necessário dizer que a flexibilidade nesse caso fica bastante prejudicada. Além disso, conhecer cada parque em um grupo bem grande é muito mais complicado e demorado do que por conta própria.
- Pacotes fechados com operadora, sem guia: nesses casos, os passageiros não participam de um grupo, seguem por conta própria, mas normalmente no aeroporto são recebidos por um guia ou motorista, e encaminhados para seus hotéis. Às vezes incluem guia, mas não saindo do Brasil. Esse tipo de pacote frequentemente usa vôos fretados, e as opções de hotéis e datas de saída são limitadas.
- Pacotes fly and drive: você compra tudo através da agência aqui no Brasil, e quando entra no avião está por conta própria, mas é muito difícil algo dar errado nesses pacotes. Antes de embarcar, vai receber os vouchers para aluguel do carro, hospedagem, etc, e é orientado quanto a qual balcão se dirigir, localização do hotel, etc. Quando você chega lá, todas as reservas já estarão feitas, mas você tem a liberdade de decidir os dias e horários que vai aos parques e outros locais, quando e onde comer, quando voltar para o hotel, etc. Nesse caso não há grupo, é como se você estivesse viajando sozinho.
- Reservar tudo separado por conta própria: se você tiver idéias específicas sobre como deverá ser sua viagem (por exemplo, você quer ficar num hotel que não está disponível nas agências do Brasil, ou alugar um apartamento numa localização específica, ou tem uma passagem obtida com milhagem), pode reservar tudo por conta própria. Se comprar a passagem com bastante antecedência (mais de 6 meses) pode obter uma tarifa quase tão boa quanto a dos pacotes. Além disso, hoje em dia os sites de reservas de hotéis e dos próprios parques temáticos estão muito eficientes, permitindo até mesmo que você imprima seu ingresso em casa (no caso do Sea World e Universal). Às vezes, reservar hotéis por esses sites sai até mais barato do que fazer pela agência no Brasil, pois eles negociam com os hotéis tarifas bem baixas por causa de seu volume e alcance. O site que mais utilizamos para isso é o http://www.expedia.com/.

Se for optar pela Disney, o site da companhia http://www.waltdisneyworld.com/ é uma boa opção para reservar. Agora a Disney oferece uma opção muito interessante - você paga um pequeno depósito no dia da reserva para garanti-la, e depois pode ir pagando seu hotel aos poucos, com cartão de crédito, conforme o orçamento permitir. Uma dica importante antes de reservar seu hotel no site da Disney é visitar o link "Special Offers", que fica escondidinho lá no final da tela. A Disney não divulga suas promoções - se você fizer uma reserva com preço cheio e eles tiverem uma promoção para a mesma época, você não vai ficar sabendo a não ser que visite esse link. Então entre primeiro no Special Offers, escolha a oferta e tente fazer a reserva por lá. Só se não houver disponibilidade da oferta, você volta para a página principal e faz a reserva normalmente.

6. Como vamos nos locomover?
Se você se hospedar fora da Disney será obrigado a alugar um carro. Orlando é uma cidade fácil de navegar, bem sinalizada, segura e com avenidas largas e boas. Além disso, com o advento do GPS, ninguém mais se perde em lugares estranhos, portanto dirigir é uma excelente opção. A não ser que você vá com uma excursão que o leve de ônibus para todos os lugares, o famoso "fly and drive" é a melhor alternativa.

Se você se hospedar no WDW, terá mais uma vantagem: poderá usar o transfer gratuito do aeroporto. Mesmo assim, alugar um carro, ainda que você fique hospedado no complexo Disney, é uma boa ideia. Os motivos? Dificilmente uma família vai passar o tempo todo dentro do complexo, necessitando se locomover para Universal (relativamente perto), Sea World (mais longe) ou Busch Gardens (longe, longe). Os táxis não são baratos, principalmente para lugares mais distantes. Portanto, o ideal é que você alugue um carro por pelo menos 3 dias. No entanto, as locadoras oferecem grandes descontos para aluguel de uma semana inteira, e com um carro à mão todos os dias você ganhará muita flexibilidade, podendo escolher que dia visitar os parques sem ter que pensar se terá um carro naquele dia ou não. Além disso, retirar e devolver o carro no aeroporto é mais prático, pois caso opte por retirar em uma das filiais das locadoras fora do aeroporto, vai ter que pegar um táxi até o local e vai ter horários de funcionamento mais restritos.

Dica: aluguel de carro normalmente sai mais barato diretamente no site das companhias do que pela agência no Brasil. Pesquise todas as grandes locadoras pois são equivalentes. Faça a reserva do carro que você quer, e antes da viagem visite os sites mais umas 2 ou 3 vezes. Se encontrar um preço mais barato do que você já tinha reservado, não tenha dúvida: faça a nova reserva e cancele a anterior. Nas locadoras não há punição por cancelar reservas até o dia da viagem. Use cupons de desconto procurando códigos especiais no Google (digite "rental car coupons" ou algo do tipo), e visite novamente o Mousesavers para ver se há algum desconto para a época de sua viagem.

Tendo respondido a essas perguntas, você terá uma base do que vai pedir às agências. Normalmente os agentes de viagem não são suficientemente informados sobre todas as opções existentes, portanto a ajuda que eles podem dar é limitada. Você não precisa decidir tudo de antemão, mas tendo várias informações e reduzindo suas escolhas a umas 3 ou 4 opções para solicitar à agência, sua decisão será muito mais fácil.

Uma vez solicitada a cotação, se você não se importar de arranjar tudo independentemente, entre nos sites da companhia aérea, hotel, ingressos online, locadora de veículos, e cote tudo separadamente também. Depois compare os 2 preços e veja quanto você está pagando pela conveniência oferecida pela agência. Se achar que vale a pena, feche. Se não, "chore" mais um pouco ou faça tudo por conta própria.