segunda-feira, 25 de setembro de 2017

FERNANDO DE NORONHA, SINCERAMENTE!

Esta postagem foi gentilmente escrita por uma amiga do Família Recomenda, Camila Krahmer.


Neste ano, uma amiga e eu queríamos viajar pertinho e decidimos ir à famosa Fernando de Noronha.
Saimos de SP, fomos até Recife e de lá pegamos um avião exatamente igual ao primeiro (não é pequenininho como muitos dizem) e assim chegamos a Noronha.

Fomos para ficar 9 noites, pegamos a última semana de junho (a ilha estava vazia) e a primeira de julho (onde os turistas e famílias começaram a chegar). Nesta época do ano dizem ser o período de chuvas mas na verdade faz muito calor, sol todos os dias e chuvas rápidas ou garoas que sinceramente até ajudavam a aliviar o calor excessivo.



Chegando à ilha pagamos a taxa cobrada por dia na ilha e na tabela, quantos mais dias ficamos na ilha menos pagamos, em 9 noites pagamos R$535,00. Também pagamos uma taxa de R$99,00 para termos acesso durante 10 dias a algumas praias como Sancho, Sueste entre outras. O turista estrangeiro paga o valor de R$198,00 por este acesso.

Bom, chegando no centrinho nos assustamos pois tudo é bem simples, na verdade muito mais simples do que imaginávamos. As pousadas domiciliares são bem simples também, as ruas são de terra e o charme lá é 100% da natureza, o verde das árvores e plantas é lindo e é Verde de verdade, as cores das praias são incríveis, cada mar uma cor, os pássaros são realmente brancos, as cachoeiras.. estas são as belezas e o encanto da ilha, pois de resto, como restaurantes, lojas, pousadas e hotéis não têm nada de muita beleza e glamour. O glamour está 100% na natureza!

Neste mesmo dia fizemos a reserva de todos os passeios da ilha até o fim da nossa estadia. Recomendamos fazer desta forma pois muitos passeios possuem limite de visitantes, então nem sempre há disponibilidade para o dia seguinte ou data desejada. Fizemos todos os passeios com guias locais e sempre fomos muito bem tratadas por todos!

Nesta noite jantamos no Ginga com música ao vivo. Era uma 3a feira e todo o dia à noite tem um lugar principal na ilha onde todos vão.

No primeiro dia fizemos o Ilha Tour como primeiro passeio, pois cada praia possui uma regra, uma recomendação quanto a maré alta, horários de visitação, etc. O guia passa na pousada no horário combinado e um grupo de 8 pessoas passeia por todas as praias, faz mergulho, almoça e passeia durante todo o dia até o pôr do sol. O passeio custa R$ 150,00.

Depois deste dia o turista se localiza, entende a ilha 100% e se sente pronto para fazer o que desejar seja a pé, de buggy ou taxi.

Nós andamos muito a pé, pois somos acostumadas, tínhamos bastante tempo na ilha, a maioria dos lugares são perto (a ilha possui apenas 7KM) além de ser mais prazeroso. Apesar da ilha ser pequena, tem muita subida e algumas praias são mais distantes.

Como fizemos muitos passeios explorávamos a região em que estávamos no dia e alugamos buggy apenas no sábado. O valor foi de R$ 250,00 por dia + R$90,00 de gasolina, na ilha só tem 1 posto de gasolina e o valor do litro é R$6,00.

Nesta noite jantamos comida japonesa no Salviano Sushi, muito bom e bom preço.

No Segundo dia fomos às praias do centro, que são:
1. Praia do Cachorro: tem que descer aproximadamente 30 degraus de pedra, a praia é pequena, possui uma barraca que serve alguns pratos e permite a utilização dos guarda-sóis se consumir.
2. Praia do Meio: acesso por uma pequena trilha e pedras ou vindo da praia da Conceição. A praia é linda e deserta, mar transparente, quase ninguém fica pois não tem árvores, sombra nem barracas.
3. Praia da Conceição: também muito especial e uma das que mais gostamos. O mar tranquilo, areia fofa e branca, água transparente, cheia de peixes, possui o Bar Duda Rei no fim da praia, pagamos consumação de R$30,00 por pessoa e usamos o guarda-sol, tinha música e ótima comida. No final desta praia tem a estátua de Iemanjá e vista para o Morro do Pico visto de toda a ilha. O pôr do sol desta praia vale a pena!

À noite no centrinho descobrimos um lugar muito charmoso chamado Buena Onda onde comemos sanduiches na baguete, waffle com Nutella, brownie e café expresso! Vale a pena!

Mais tarde fomos ao Reggae ao lado da igreja dos Remédios, paga-se R$30,00 de entrada, começa em torno das 23hs e vai até tarde mas como não era o nosso foco fomos só para conhecer e ficar um pouquinho.

No terceiro dia fizemos o passeio de barco chamado Trovão com almoço incluso no barco. O passeio é das 9hs – 14hs e custa R$ 250,00.

Neste passeio visitamos algumas praias, ouvindo as histórias e curiosidades de alguns pontos até chegarmos à praia do Sancho para mergulho. Para chegar no Sancho pode ser via barco ou buggy/táxi, fica mais distante da rodovia. Esta praia foi eleita mais de uma vez como a mais bonita do Mundo. Enquanto mergulhávamos vimos vários animais incluindo tubarões no mar mas eram calmos e nada aconteceu, até esquecíamos deles e mergulhávamos naturalmente.

Neste mesmo dia vimos o pôr do sol do famoso Bar do Meio, reservamos um lounge e pagamos R$ 300,00 de consumação. Ficamos das 16hs até 20hs, toca música ambiente, depois música ao vivo, vai bastante turista e é bem badalado.

À noite fomos ao famoso Forró do Cachorro no bar do Cachorro. Paga-se R$30,00 de entrada e este lugar é pra quem gosta de dançar Forró. Não pode descuidar que alguém já te chama para dançar. Como não era nossa praia, fomos embora cedo para aproveitar o dia na Ilha ao invés da noite.


No quarto dia alugamos o buggy e rodamos por toda ilha. Visitamos a Enseada da Caieira onde não se pode entrar no mar nem nas piscinas naturais por ser o habitat dos tubarões, e também possui uma formação rochosa e famosa chamada O Buraco da Raquel de onde pode ser visto um lindo nascer do sol. Neste mesmo dia visitamos também o local do Projeto Itamar, o Forte da Nossa Senhora dos Remédios que possui uma vista linda de quase toda ilha (pena que o local está um pouco abandonado e mal cuidado), a praia do Sueste onde os tubarões filhotes ficam no raso assim como nós, (eles ficam no raso para que os tubarões adultos não os comam) no final do dia conhecemos a Praia do Bode e vimos o por do sol da Praia Cacimba do Padre com vista para os 2 irmãos.

Nesta noite fomos jantar no famoso Festival do Zé Maria que reservamos e pagamos um mês antes da viagem pois nem sempre há disponibilidade uma vez que o festival só acontece 4as feiras e sábados. É interessante, tudo que é servido é fresco e pescado no dia, ou pego na horta então é tudo muito saboroso. O Zé Maria apresentou cada um dos 40 pratos, depois as pessoas podem se servir e também tem mais 20 opções de sobremesas para fechar com chave de ouro. Neste dia nos deliciamos com os peixes crus, pois a variedade era imensa, estava muito bonito e o próprio Zé Maria disse para experimentarmos pois em 22 anos na Ilha ele nunca havia pescado tantas raridades no mesmo dia. Demos sorte! O Festival custou R$230,00 e a bebida é paga à parte no dia.

No quinto dia fomos à Praia do Meio e da Conceição, nossas queridinhas, experimentamos o famoso Açaí da Ilha do Mundo Verde mas que não é muito bom, visitamos algumas lojas, visitamos o hotel Zé Maria e o Maria Bonita, muito bons se comparados com as pousadas domiciliares mas muito caro pela localização e o que oferecem, não faz sentido algum.

Nesta noite jantamos no centro. Vale ressaltar que na Ilha todos os restaurantes são muito caros e por refeição geralmente gastávamos em torno de R$100,00 cada uma ou mais, por isso tomávamos um bom café da manhã, durante o dia beliscávamos até porque nem sempre havia onde comer e jantávamos bem.

No sexto dia fomos fazer o passeio chamado Canoa Havaiana, saímos às 5hs da manhã para ver o sol nascer de dentro do mar, praticando canoagem, visitando algumas praias e vendo muitos golfinhos incluindo bebês dando piruetas! Muito lindo e passeio incrível! Custa R$ 150,00.

Neste dia conhecemos o Restaurante Cacimba no Centro, comemos o melhor pastel de lagosta da vida e também churros de doce de leite e Nutella de sobremesa. Esse restaurante vale cada centavo!
No fim da tarde fomos até o Porto no restaurante Mergulhão para tomar uns drinks ao som de boa música (lounge) e ver o sol se pôr, maravilhoso!

No sétimo dia fomos fazer a trilha do Atalaia. Tem a trilha curta que visita apenas uma piscina natural e a longa, que visita 3 piscinas naturais e dura 4hs de trilha. Fomos na longa, vimos belas paisagens do alto e de lugares de difícil acesso por ter muita pedra mas que valeu muito a pena. Não é permitida a utilização de protetor solar para não agredir o meio ambiente e as piscinas naturais ricas em corais e animais. Custa R$150,00.


Como o passeio acaba perto do Porto, voltamos ao restaurante Mergulhão para almoçarmos, a comida era excelente mas o restaurante é um pouco mais caro que os do Centro.

À noite jantamos na pizzaria da Moita, muito charmosa mas a pizza ok.

No oitavo dia de ilha fizemos a Trilha do Morro São José. Na ponta da ilha, nadamos 20 minutos até chegarmos, depois andamos um pouco nas pedras mas foi a piscina natural mais bonita da ilha. De cor azul, formato de coração, com pedras grandes e brancas no fundo, indescritível! Só podem ir 16 pessoas por dia, não foi fácil chegar mas o guia ajuda a nadar até lá e vale cada minuto! O passeio custou R$ 150,00 e não é permitida a utilização de protetor solar para não agredir o meio ambiente.
Ainda neste dia voltamos à praia do Sancho, entramos nas 2 cachoeiras lindas nesta praia, voltamos ao 2 irmãos e vimos o pôr do Sol do Forte de São Pedro do Boldró com música ao vivo e uma paisagem linda para o 2 irmãos.

À noite jantamos em uma hamburgueria no Centro, estava tudo delicioso e perto dos demais restaurantes foi barato!




No nono dia acordamos 4:30 da manhã e fomos andando até a Enseada da Caieira para ver o sol nascer da igrejinha linda Capela de São Pedro. Foi maravilhoso e um fechamento lindo para o último dia da nossa viagem.  Depois fomos nos despedir da Praia da Conceição e Praia do Meio, almoçamos no Cacimba e fechamos com chave de ouro!

Considerações:
- Se for para a ilha fique no mínimo 7 dias para conhecer bem, mas não mais que 10 para não entrar no estado “Neuronha” como os locais dizem.
- Indicado mais para casais aventureiros que gostem de natureza e/ou amigos(as).
- Não é um lugar para descansar ou para preguiçosos.
- A ilha tem muita pedra, acessos difíceis para todos os lugares, todas as praias e pousadas o que dificulta muito a estadia e os passeios.
- Na maioria das praias eles exigem colete salva-vidas e indicam que levem snorkel e pé de pato pois o forte de Noronha é a vida marinha. Tudo pode ser alugado na ilha por R$30,00 a diária. Se já tiver o próprio equipamento leve e alugue somente o colete quando necessário.
- VIVO não pega na ilha pois não tem antena ainda e a internet na ilha é bem fraca.
- As corridas de táxi custam em torno de R$30,00
- O aeroporto é bem simples, por isso chegue em cima da hora na hora de voltar pois não tem boa estrutura.
- Leve repelente!
- Não recomendável para crianças, idosos ou pessoas que procuram conforto/glamour.



segunda-feira, 11 de julho de 2016

LEVANTANDO ÂNCORA




Quatorze anos. Estivemos em muitos dos mais lindos lugares do mundo. Mais de 10 países carimbados no passaporte. Vimos belezas indizíveis e podemos dizer que mostramos uma pequena parte do nosso maravilhoso planeta ao nosso filho.

Agora, sua primeira viagem solo... Tudo bem, não é exatamente solo. Intercâmbio com a turma da escola; professores dedicados e colegas não tão estranhos vão junto. Mas a gente não vai estar lá. O pai, a mãe. Nem um parentezinho. Nem um amigo ou conhecido que more na cidade que ele vai visitar. Sozinho, pensamos sem dizer, como um náufrago numa ilha...

Como todo pai e mãe preocupados, imaginamos o que pode dar errado, tentamos antecipar tudo, dar conselhos, redobrar o cuidado nos preparativos. Então chega o dia da partida, e o nosso náufrago não quer nem mesmo nossa presença no aeroporto. Prefere ir de ônibus com a turma.

Lutamos tanto para chegar a esse dia. Ensinamos o que foi possível de habilidades para ele lidar com situações diversas e ser independente. Coisas simples, mas, num país estrangeiro, tão difíceis até para os adultos. Pedir comida no restaurante. Fazer check-in no aeroporto. Passar pela imigração sem nervosismo. Mas a gente queria tanto ir ao aeroporto se despedir... só que não fomos, respeitamos sua vontade.

E então, eis que ele está lá, a mais de 8000 km de distância de nós. Todos os dias levantamos de manhã e a primeira coisa que olhamos é o roteiro de viagem, que agora “mora” em cima da mesa da sala: o que ele está fazendo hoje? Entramos nos sites dos lugares que ele vai visitar, procuramos fotos na internet, e viajamos junto com ele, sem que tenha consciência disso. Estamos vendo através dos seus olhos lugares novos, conhecendo uma cidade, um museu, uma cultura, e adivinhando como ele deve estar se sentindo, do que está gostando, o que o deslumbra.

Ele não quis levar um celular. Maldita hora em que o ensinamos a não ser consumista, pensamos em silêncio. Qual adolescente de 14 anos não quer um celular? Resposta: o nosso.

Nossa saída é instalar o Messenger do Facebook no seu tablet, que ele usa só para jogar e assistir a alguns vídeos no Youtube, e utilizar o app para trocar mensagens com ele.

Todos os dias, a cada hora, olhamos no nosso celular pra ver se ele está online. Dependemos do WiFi como se depende de uma tábua no meio do oceano. Rezamos para que a empresa canadense de telefonia seja melhor que as brasileiras, que cada hotel, restaurante e café tenha WiFi grátis...

Uma ou duas vezes por dia mandamos uma mensagem. Chegou bem? Está cansado? Alguma inquietação? Está gostando da viagem? São como mensagens em pequenas garrafas que vamos mandando, esperando que elas atravessem os oceanos e os 8000 quilômetros que nos separam dele e cheguem ao lugar certo: seu coração.

Nosso pequeno náufrago, a quem ensinamos muito, mas sentimos que não ensinamos o suficiente, está lá, do outro lado, recebendo nossas mensagens em garrafas. Algumas chegam até ele. De repente, um apitinho no celular: uma resposta! Sim. Está legal. Foi bom. Monossílabos, frases curtas, uma pergunta ocasional. Sinal de que está tudo bem e ele continua sendo ele mesmo.

Depois de alguns dias, começam a chegar algumas fotos e os relatos dos professores e da agência que organizou a viagem. A turma toda sentada num restaurante almoçando. Alguns alunos esparramados no sofá do campus onde vão estudar. Uma foto de todos abraçados juntos diante de um canhão antigo.
Cada foto, um sorriso aberto. Um olhar interessado. Nosso filho no meio de vários meninos de idades um pouco acima da sua (ele é o caçula do grupo), sorrindo, sendo abraçado, ouvindo uma explicação, feliz da vida.

Os relatos do professor por e-mail a cada poucos dias dão conta de uma viagem perfeita. Todos integrados, experimentando a liberdade, exercitando sua independência e assumindo suas responsabilidades juntos... Parece que, afinal, nosso náufrago não está mais sozinho.

Junto com ele, companheiros de jornada que o estão acompanhando a cada descoberta. Junto com ele, outros meninos e meninas cujos pais ensinaram tanto quanto nós, e esperam ansiosamente cada mensagem, assim como nós. Junto com ele, companheiros e, quiçá, amigos, alguns dos quais ele guardará para a vida toda, caminhando juntos, descobrindo juntos.

Então me dou conta: nosso filho não será mais um náufrago. Ele está lá, longe, sozinho, mas junto com outros meninos e meninas, cada um levantando sua âncora. Voltarão todos ao final do mês, com aquele mesmo sorriso das fotos, mas então eles não serão mais náufragos.

Voltarão para suas casas, tranquilos e independentes como grandes barcos, o peito enfunado como velas, orgulhosos das conquistas que fizeram, e das águas que singraram depois de levantada aquela âncora, que por tanto tempo os prendeu perto demais das saias de suas mães...

sexta-feira, 1 de maio de 2015

SEAWORLD ORLANDO: EXCELENTE CUSTO BENEFÍCIO!

Nossa viagem foi assim:
Época: janeiro *****
Hotel: Wyndham Cypress Palms **
Faixa etária das crianças no SeaWorld: 7-9****; 10-12*****


Quase todo mundo, quando pensa em Orlando, prioriza os parques da Disney, do Universal, e os shoppings, e se "esquece" das outras opções que existem na cidade. Na última viagem que fizemos, decidimos explorar um pouco mais esses lugares menos frequentados. Fizemos o sacrilégio de NÃO ir ao Universal (fomos somente ao Islands of Adventure), e visitamos SeaWorld, Busch Gardens e Kennedy Space Center. Pra variar só um pouco, quase não sobrou tempo para as compras, mas em compensação nossa bagagem veio cheia de memórias e experiências incríveis!



Nesta postagem vamos falar um pouco sobre o SeaWorld, que é um parque que já havíamos visitado há 6 anos, mas do qual não havíamos escrito um post porque as mudanças haviam sido grandes e estávamos desatualizados. Agora vamos preencher essa lacuna em grande estilo!

O SeaWorld, em nossa opinião, oferece uma das melhores relações custo-benefício de Orlando. O ingresso em si já é um dos mais em conta entre os grandes parques, e, em termos de entretenimento e organização, não fica devendo nada aos concorrentes. Aliás, nos quesitos atendimento e eficiência, ganha de lavada dos parques do Universal.



Apesar de ser muito famoso pelos animais aquáticos, shows com baleias e golfinhos, aquários e habitats de animais, com a inauguração recente de ótimas montanhas-russas o SeaWorld se transformou num parque para todas as idades. Para sermos bem honestos, em comparação com nossa última visita, achamos que as atrações com animais não encantaram tanto desta vez.

Não temos certeza se foi por causa da pressão dos ambientalistas, que têm feito um lobby cada vez mais forte para o parque deixar de explorar os animais em suas atividades, fazendo com que o parque investisse menos nesse tipo de atração. Ou talvez fomos nós que nos tornamos mais exigentes. Afinal, desde nossa última visita a Orlando, estivemos em alguns grandes aquários do mundo, como COEX em Seoul, Georgia Aquarium nos EUA e Aquário de Barcelona, na Espanha. O fato é que, para quem gosta de animais (principalmente aquáticos), o parque tem atrações ótimas, mas que não arrancam suspiros.

Já o mix de atrações - entre shows, animais, brinquedos e montanhas-russas - é difícil de superar. Em nossa opinião, somente dois parques de Orlando têm a mesma abrangência, agradando desde crianças pequenas até adolescentes emburrados: Hollywood Studios da Disney, e Universal. Com a diferença de que ambos custam, para 1 dia de brincadeira, bem mais do que o SeaWorld. O parque sai especialmente em conta se você comprar o ingresso em conjunto com o Busch Gardens.



Se você acompanha a gente, já sabe que nossas crianças foram totalmente infectadas pelo vírus das montanhas-russas. E no SeaWorld fica nada menos que, em nossa opinião, a melhor montanha-russa de Orlando, a Manta. É lá também que fica a a Kraken, que está entre as top 10 de Orlando. Veja nossa opinião sobre essas e outras montanhas-russas da cidade neste post.

Para aproveitar bem as montanhas-russas, e também as atrações que têm mais fila, como Empire of the Penguin, a melhor opção é comprar o "fastpass" do SeaWorld, que se chama Quick Queue. Com esse passe, que é individual (eles colocam uma pulseira de tyvek em cada visitante que comprar o passe), você pula literalmente toda a fila, quantas vezes quiser! O valor não é muito alto, e a vantagem de tempo que você obtém com ele é enorme. Portanto, apesar de ser pago como o do Universal, é ilimitado e funciona de verdade.

Se, por outro lado, você e sua família não se interessam pelas atrações radicais, mais concorridas, não vale a pena comprar o Quick Queue.

Mas, se o SeaWorld tem atrações radicais para os maiorzinhos, o parque se supera mesmo é com as crianças pequenas. Os shows com animais aquáticos já são lendários e muito conhecidos: golfinhos, baleias orca e até cachorrinhos estão entre as atrações. Para assisti-los, basta se informar sobre os horários de cada um no dia da sua visita, e aparecer nos respectivos estádios/teatros uns 20 a 30 minutos antes.



Além dos shows, no SeaWorld existem muitos hábitats e exibições de animais: aquários com tubarões, tanques com golfinhos ou arraias, pinguins, lontras, peixes, etc. No mapa cada atração está bem marcada e, como são exibições para você visitar, não têm fila nem stress: na hora em que estiver passando na frente, basta entrar e aproveitar. Os pequenos - e os maiorzinhos que gostarem de animais - vão adorar!

Para os visitantes menores de 7 anos, o Shamu´s Happy Harbour é garantia de pelo menos 2 horas de diversão. Além de muitos brinquedinhos, a atração principal dessa área é a montanha-russa da Shamu, que é ideal para os pequenos terem seu primeiro gostinho de adrenalina.

O parque está buscando uma contínua renovação, para se manter relevante no ambiente super competitivo da cidade de Orlando, que apresenta uma nova atração, parque ou reformulação a cada poucos meses. A última adição foi a área da Antártida, cujo brinquedo mais importante é o Empire of the Penguin. Mais abaixo você poderá ver nossa opinião sobre cada brinquedo, exibição e show que assistimos em nossa última visita.


Dicas práticas

Como em todos os parques de Orlando, no SeaWorld também chegar cedo é essencial, especialmente se você quiser visitar as atrações que atraem maiores filas, como Manta, Empire of the Penguin e Kraken, sem precisar comprar o Quick Queue. Não deixe de comprar seu ingresso onlinte ANTES de chegar ao parque. Imprima-o e leve com você, pois assim você poderá ir diretamente para a catraca. As filas para comprar ou trocar vouchers no SeaWorld são beeem longas, então é melhor evitá-las!

A fila da segurança, por outro lado, é inevitável. Neste parque não tivemos nenhum problema com itens levados para dentro (garrafas de água, lanche para as crianças, etc), mas a fila também estava bem longa e andava devagar.

Ao entrar no parque, vá direto para as atrações que formam filas. Depois que você aproveitar esses brinquedos que têm maiores multidões, você poderá assistir aos shows e visitar os hábitats com tranquilidade. Se for querer andar na Manta o dia inteiro (como nossas crianças...), compre o Quick Queue, pois vale super a pena.



Um macete: o tempo de espera postado na entrada das atrações costuma ser um pouco superdimensionado. Se estiver escrito 1 hora, considere uns 40 minutos. Isso porque, como o Quick Queue é pago, o parque tem interesse em que os visitantes achem que vão esperar muuuito! Assim, podem vender mais passes. Então, o ideal é dar primeiro uma volta pelo parque (para ver com os próprios olhos se há multidões ou não), e entrar efetivamente em uma dessas longas filas para ver quanto tempo demora de verdade. Depois você decide se vai comprar o Quick Queue.

Na entrada, não deixe de pegar um mapa e os horários dos shows daquele dia. Decida quais shows vai assistir e planeje o itinerário de acordo, pois os estádios ficam cada um num canto do parque. Procure ir aos brinquedos próximos do local do show ANTES do horário, pois se deixar para ir depois vai pegar filas enormes das pessoas que acabaram de sair dos shows, e invadem todos os restaurantes e brinquedos próximos. Gaste uns 5 minutinhos planejando os shows e brinquedos que vão aproveitar em cada período, para evitar ficar ziguezagueando pelo parque.

Nossa visita foi num feriado nacional americano, por isso fizemos uma reserva para almoçar no Sharks Underwater Grill. O restaurante é muito bonito e tem um aquário enorme (ocupa uma parede inteira), que distrai bem as crianças. Mas a comida é cara, de qualidade sofrível e o atendimento, desatencioso para dizer o mínimo. Vale só se quiser sentar e descansar no meio de um longo dia de caminhada (o parque é enorme!). Caso queira evitar o Sharks e economizar um pouco, o SeaWorld tem vários fast foods espalhados, mas que não chegamos a experimentar. Almoce cedo e escolha um horário de show (principalmente se for o show das baleias orca, o One Ocean), para pegar menos fila.



Atrações do SeaWorld

1. Manta *****: como fica bem na entrada do parque, a tendência é lotar logo cedo. Foi a primeira atração que visitamos, e, após pegar quase 1 hora de fila, decidimos comprar o Quick Queue, e andamos nela mais umas 3 ou 4 vezes! A Manta é nossa montanha-russa preferida em toda Orlando (contando com as do Busch Gardens também!) Você se senta em assentos individuais com as perninhas balançando no ar, e a pesada trava de segurança é baixada. Além das barras convencionais que "abraçam" os ombros, a trava tem também um tipo de "camiseta" emborrachada que vai quase até o pescoço, e serve para segurar seu corpo. Isso porque, ato contínuo, os assentos se viram e você fica olhando para o chão. É a chamada montanha-russa voadora. Quando o trajeto começa, prepare-se para a melhor (ou pior) experiência de sua vida! Você literalmente voa pelo ar, e a posição do assento proporciona sensações bem diferentes das montanhas-russas comuns. Por exemplo, ao passar por um trecho em espiral, em determinado momento você está literalmente deitado de costas olhando para o céu! Ao entrar em loopings ou descidas, você fica quase de cabeça para baixo, sentindo o efeito da gravidade empurrando seus ombros contra a trava. Emoção pura, mas não é para qualquer um! A certa altura há um esguicho de água, mas é meramente cenográfico, quase não molha os ocupantes da Manta.



2. Journey to Atlantis ***: brinquedo meio velhinho, já mostrando bastante a idade. O tema também é meio fora de moda, mas para as crianças até uns 12, 13 anos nada disso importa: as descidas em meio à água compensam qualquer defeito! O Journey to Atlantis não é como os outros "flume rides" (brinquedos de barquinho com água), que são basicamente um passeio pacato entre cenários até chegar a uma única queda grande (como a Splash Mountain, no Magic Kingdom). Entremeando os trechos com cenários e "história", há pelo menos 3 quedas do barquinho, uma delas bem grande (é a que dá para ver de fora do brinquedo), e trechos com velocidade relativamente rápida. Por isso, o Journey molha mesmo pra valer, se não molhar na primeira queda, vai molhar na segunda ou na terceira. Nós driblamos isso com capas de chuva, que mantiveram uns 90% da água longe das nossas roupas... Diversão na certa, mas deixe seu senso crítico e estético do lado de fora do brinquedo, ok?



3. Antartica, Empire of the Penguin ****: um simulador de uma viagem pelo gelado continente e suas águas, "visitando" os pinguins que lá habitam. O veículo do simulador é um carrinho redondo com 8 lugares (4 na frente e 4 atrás), que anda sobre o chão, mas tem diversos movimentos que simulam mergulhos na água, corridas pelo gelo, etc. Você vai passando por uma série de diferentes salões, e parando a intervalos diante de grandes telas onde a história de um pequeno bebê pinguim vai sendo contada. O brinquedo é novinho em folha e os movimentos e simulações são muito bem feitos. Não está entre os top 5 simuladores de Orlando, mas vale a visita. No final, a saída desemboca no habitat dos pinguins, com 2 espécies diferentes e vários animais, que renderão um bom tempo de observação. Leve um casaco porque lá dentro pode ficar bem friozinho!



4. Kraken *****: uma montanha-russa convencional, em que você vai sentado em carrinhos longos com 4 assentos em cada fileira. O trajeto é emocionante e os trilhos, suaves como um voo de asa delta. A primeira descida é a mais arrepiante, se você não tiver um infarto logo no começo, vai chegar bem ao final. Imperdível para quem gosta de emoções (bem) fortes.



5. Wild Artic ***: vale mais pelos habitats de animais (os ursos polares e belugas são o destaque) do que pelo simulador de helicóptero. O simulador é um brinquedo antigo, precisando de uma bela renovação. As instalações são meio velhinhas, com cadeiras antigas que chacoalham demais e dão pouco efeito. A imagem do filme que passa também está precisando ser trocada. Se não estiver com paciência, pode ir direto ver os animais, que não perderá grande coisa.

6. Shark Encounter ****: depois de visitar os tubarões-baleia em Atlanta, poucos aquários de tubarões poderão superá-lo. Mas o Shark Encounter foi um dos primeiros aquários com um túnel totalmente transparente que o atravessa pelo meio. Ver os peixes, arraias e tubarões passando por cima é uma experiência emocionante, principalmente se você nunca passou por túneis do tipo em outros aquários.



7. One Ocean (show de orcas) ***: para quem nunca viu um show de orcas, este tem tudo que você pode querer: saltos, acrobacias e muita água espirrando. Mas, para quem já assistiu a versão anterior do show, Believe, One Ocean realmente perde a graça... No Believe a história girava em torno de um menino que vira treinador, e o fato deles entrarem na água com as baleias e fazerem parte do show fazia toda a diferença, pois dava um toque afetuoso e humano ao show. Depois da morte de uma treinadora diante do público em 2010, as pessoas foram proibidas de entrar na piscina com as orcas, por isso tiveram que reformular o show. Se você gosta desse tipo de atração, este é um show imperdível em Orlando. Basta chegar com uns 20, 30 minutos de antecedência para pegar um lugar no estádio.



8. Montanha-russa da Shamu ***: para as crianças menores, que ainda não podem ir na Manta e na Kraken, mas gostam da adrenalina, Shamu pode ser um ótimo começo! Mas, para os mais críticos, é um brinquedo meio antigo, que chacoalha um pouco demais. Vale se não tiver mais nada para fazer.

A batalha de imagem do SeaWorld

O episódio da morte da treinadora no show das orcas, em 2010, se somou às já grandes pressões dos ambientalistas contra o SeaWorld, por supostos maus tratos aos animais. Aparentemente, no início das atividades do parque, mercenários foram pagos para capturar baleias em habitats selvagens, para trazê-las para os shows. Depois, durante alguns anos os animais receberam tratamento menos do que ideal, talvez tendo sido até maltratados.

Hoje em dia, pelo menos aparentemente o SeaWorld está empreendendo grandes esforços para reverter esses anos de equívocos, através de iniciativas ambientalmente corretas e uma batalha no front da comunicação. Uma batalha inglória contra grupos bem estridentes, alguns dos quais radicais demais.

Em defesa do parque, poderíamos dizer que, nos anos 50, 60 e 70, capturar animais em ambientes selvagens para a diversão dos humanos era corriqueiro. Até Richard Attenborough, o apresentador mais ecológico da BBC, aparece em vídeos dos anos 50 e 60 capturando animais. Ao longo dos anos 80 e 90 esta mentalidade mudou muito, com a extinção de vários animais e o desenvolvimento da consciência ecológica das comunidades.

Nos anos 2000, já não era mais tolerável que alguém decidisse buscar animais selvagens para construir um zoo. Hoje, a maioria dos animais que são exibidos por aí nasceram em cativeiro ou foram resgatados em condições precárias próximas da morte.

Há uma linha muito tênue entre o trabalho de conscientização das populações urbanas através de zoos, aquários e até parques temáticos, como o Animal Kingdom ou o SeaWorld, e o questionamento sobre a real necessidade de ter animais em cativeiro para tal fim.

Quem nos acompanha sabe que nossa família adora animais, em quase todas as cidades que visitamos fazemos questão de conhecer o aquário e o zoológico locais. Esse interesse do nosso filho teve data e local definidos para começar: nossa visita ao aquário de Barcelona, em 2010. Podemos dizer com desassombro que, se não fosse por essa visita, ele não gostaria tanto dos peixes, e não teríamos em casa uma prateleira lotada de livros sobre animais marinhos - na verdade, sobre todos os tipos de animais.

Assim, a importância das crianças terem um contato precoce com os bichos é subestimada por aqueles que querem abolir todos os aquários, zoos e parques com animais. E, para gente como nós, animais urbanos que não têm tempo ou recursos para viagens frequentes aos ambientes selvagens (geralmente são viagens muito mais caras do que as demais), esses lugares têm uma importância ainda maior.

Por outro lado, a pressão dos ambientalistas é imprescindível para provocar mudanças e melhorias no tratamento aos animais. Os habitats mais amplos e naturais, treinamento mais humano sem uso de métodos violentos ou coercitivos, redução do número de espécimes no mesmo espaço, nada disso teria acontecido se não fosse pela vigilância dos grupos mais engajados.

A história entre os que protestam e o SeaWorld - bem como outros locais que criam animais em cativeiro no mundo - ainda está longe de terminar. Por enquanto, o que podemos dizer é que o parque parece estar trabalhando para melhorar as condições dos animais, e certamente não faz mais uso de expedientes antiquados como captura de animais selvagens. E a diversão lá dentro, além da oportunidade das crianças terem contato com animais que de outra forma jamais conheceriam, são pontos fortes do SeaWorld.

Esperamos que esta luta leve a um SeaWorld melhor, não a seu fim como querem alguns!

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