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segunda-feira, 11 de julho de 2016

LEVANTANDO ÂNCORA




Quatorze anos. Estivemos em muitos dos mais lindos lugares do mundo. Mais de 10 países carimbados no passaporte. Vimos belezas indizíveis e podemos dizer que mostramos uma pequena parte do nosso maravilhoso planeta ao nosso filho.

Agora, sua primeira viagem solo... Tudo bem, não é exatamente solo. Intercâmbio com a turma da escola; professores dedicados e colegas não tão estranhos vão junto. Mas a gente não vai estar lá. O pai, a mãe. Nem um parentezinho. Nem um amigo ou conhecido que more na cidade que ele vai visitar. Sozinho, pensamos sem dizer, como um náufrago numa ilha...

Como todo pai e mãe preocupados, imaginamos o que pode dar errado, tentamos antecipar tudo, dar conselhos, redobrar o cuidado nos preparativos. Então chega o dia da partida, e o nosso náufrago não quer nem mesmo nossa presença no aeroporto. Prefere ir de ônibus com a turma.

Lutamos tanto para chegar a esse dia. Ensinamos o que foi possível de habilidades para ele lidar com situações diversas e ser independente. Coisas simples, mas, num país estrangeiro, tão difíceis até para os adultos. Pedir comida no restaurante. Fazer check-in no aeroporto. Passar pela imigração sem nervosismo. Mas a gente queria tanto ir ao aeroporto se despedir... só que não fomos, respeitamos sua vontade.

E então, eis que ele está lá, a mais de 8000 km de distância de nós. Todos os dias levantamos de manhã e a primeira coisa que olhamos é o roteiro de viagem, que agora “mora” em cima da mesa da sala: o que ele está fazendo hoje? Entramos nos sites dos lugares que ele vai visitar, procuramos fotos na internet, e viajamos junto com ele, sem que tenha consciência disso. Estamos vendo através dos seus olhos lugares novos, conhecendo uma cidade, um museu, uma cultura, e adivinhando como ele deve estar se sentindo, do que está gostando, o que o deslumbra.

Ele não quis levar um celular. Maldita hora em que o ensinamos a não ser consumista, pensamos em silêncio. Qual adolescente de 14 anos não quer um celular? Resposta: o nosso.

Nossa saída é instalar o Messenger do Facebook no seu tablet, que ele usa só para jogar e assistir a alguns vídeos no Youtube, e utilizar o app para trocar mensagens com ele.

Todos os dias, a cada hora, olhamos no nosso celular pra ver se ele está online. Dependemos do WiFi como se depende de uma tábua no meio do oceano. Rezamos para que a empresa canadense de telefonia seja melhor que as brasileiras, que cada hotel, restaurante e café tenha WiFi grátis...

Uma ou duas vezes por dia mandamos uma mensagem. Chegou bem? Está cansado? Alguma inquietação? Está gostando da viagem? São como mensagens em pequenas garrafas que vamos mandando, esperando que elas atravessem os oceanos e os 8000 quilômetros que nos separam dele e cheguem ao lugar certo: seu coração.

Nosso pequeno náufrago, a quem ensinamos muito, mas sentimos que não ensinamos o suficiente, está lá, do outro lado, recebendo nossas mensagens em garrafas. Algumas chegam até ele. De repente, um apitinho no celular: uma resposta! Sim. Está legal. Foi bom. Monossílabos, frases curtas, uma pergunta ocasional. Sinal de que está tudo bem e ele continua sendo ele mesmo.

Depois de alguns dias, começam a chegar algumas fotos e os relatos dos professores e da agência que organizou a viagem. A turma toda sentada num restaurante almoçando. Alguns alunos esparramados no sofá do campus onde vão estudar. Uma foto de todos abraçados juntos diante de um canhão antigo.
Cada foto, um sorriso aberto. Um olhar interessado. Nosso filho no meio de vários meninos de idades um pouco acima da sua (ele é o caçula do grupo), sorrindo, sendo abraçado, ouvindo uma explicação, feliz da vida.

Os relatos do professor por e-mail a cada poucos dias dão conta de uma viagem perfeita. Todos integrados, experimentando a liberdade, exercitando sua independência e assumindo suas responsabilidades juntos... Parece que, afinal, nosso náufrago não está mais sozinho.

Junto com ele, companheiros de jornada que o estão acompanhando a cada descoberta. Junto com ele, outros meninos e meninas cujos pais ensinaram tanto quanto nós, e esperam ansiosamente cada mensagem, assim como nós. Junto com ele, companheiros e, quiçá, amigos, alguns dos quais ele guardará para a vida toda, caminhando juntos, descobrindo juntos.

Então me dou conta: nosso filho não será mais um náufrago. Ele está lá, longe, sozinho, mas junto com outros meninos e meninas, cada um levantando sua âncora. Voltarão todos ao final do mês, com aquele mesmo sorriso das fotos, mas então eles não serão mais náufragos.

Voltarão para suas casas, tranquilos e independentes como grandes barcos, o peito enfunado como velas, orgulhosos das conquistas que fizeram, e das águas que singraram depois de levantada aquela âncora, que por tanto tempo os prendeu perto demais das saias de suas mães...

sexta-feira, 1 de maio de 2015

SEAWORLD ORLANDO: EXCELENTE CUSTO BENEFÍCIO!

Nossa viagem foi assim:
Época: janeiro *****
Hotel: Wyndham Cypress Palms **
Faixa etária das crianças no SeaWorld: 7-9****; 10-12*****


Quase todo mundo, quando pensa em Orlando, prioriza os parques da Disney, do Universal, e os shoppings, e se "esquece" das outras opções que existem na cidade. Na última viagem que fizemos, decidimos explorar um pouco mais esses lugares menos frequentados. Fizemos o sacrilégio de NÃO ir ao Universal (fomos somente ao Islands of Adventure), e visitamos SeaWorld, Busch Gardens e Kennedy Space Center. Pra variar só um pouco, quase não sobrou tempo para as compras, mas em compensação nossa bagagem veio cheia de memórias e experiências incríveis!



Nesta postagem vamos falar um pouco sobre o SeaWorld, que é um parque que já havíamos visitado há 6 anos, mas do qual não havíamos escrito um post porque as mudanças haviam sido grandes e estávamos desatualizados. Agora vamos preencher essa lacuna em grande estilo!

O SeaWorld, em nossa opinião, oferece uma das melhores relações custo-benefício de Orlando. O ingresso em si já é um dos mais em conta entre os grandes parques, e, em termos de entretenimento e organização, não fica devendo nada aos concorrentes. Aliás, nos quesitos atendimento e eficiência, ganha de lavada dos parques do Universal.



Apesar de ser muito famoso pelos animais aquáticos, shows com baleias e golfinhos, aquários e habitats de animais, com a inauguração recente de ótimas montanhas-russas o SeaWorld se transformou num parque para todas as idades. Para sermos bem honestos, em comparação com nossa última visita, achamos que as atrações com animais não encantaram tanto desta vez.

Não temos certeza se foi por causa da pressão dos ambientalistas, que têm feito um lobby cada vez mais forte para o parque deixar de explorar os animais em suas atividades, fazendo com que o parque investisse menos nesse tipo de atração. Ou talvez fomos nós que nos tornamos mais exigentes. Afinal, desde nossa última visita a Orlando, estivemos em alguns grandes aquários do mundo, como COEX em Seoul, Georgia Aquarium nos EUA e Aquário de Barcelona, na Espanha. O fato é que, para quem gosta de animais (principalmente aquáticos), o parque tem atrações ótimas, mas que não arrancam suspiros.

Já o mix de atrações - entre shows, animais, brinquedos e montanhas-russas - é difícil de superar. Em nossa opinião, somente dois parques de Orlando têm a mesma abrangência, agradando desde crianças pequenas até adolescentes emburrados: Hollywood Studios da Disney, e Universal. Com a diferença de que ambos custam, para 1 dia de brincadeira, bem mais do que o SeaWorld. O parque sai especialmente em conta se você comprar o ingresso em conjunto com o Busch Gardens.



Se você acompanha a gente, já sabe que nossas crianças foram totalmente infectadas pelo vírus das montanhas-russas. E no SeaWorld fica nada menos que, em nossa opinião, a melhor montanha-russa de Orlando, a Manta. É lá também que fica a a Kraken, que está entre as top 10 de Orlando. Veja nossa opinião sobre essas e outras montanhas-russas da cidade neste post.

Para aproveitar bem as montanhas-russas, e também as atrações que têm mais fila, como Empire of the Penguin, a melhor opção é comprar o "fastpass" do SeaWorld, que se chama Quick Queue. Com esse passe, que é individual (eles colocam uma pulseira de tyvek em cada visitante que comprar o passe), você pula literalmente toda a fila, quantas vezes quiser! O valor não é muito alto, e a vantagem de tempo que você obtém com ele é enorme. Portanto, apesar de ser pago como o do Universal, é ilimitado e funciona de verdade.

Se, por outro lado, você e sua família não se interessam pelas atrações radicais, mais concorridas, não vale a pena comprar o Quick Queue.

Mas, se o SeaWorld tem atrações radicais para os maiorzinhos, o parque se supera mesmo é com as crianças pequenas. Os shows com animais aquáticos já são lendários e muito conhecidos: golfinhos, baleias orca e até cachorrinhos estão entre as atrações. Para assisti-los, basta se informar sobre os horários de cada um no dia da sua visita, e aparecer nos respectivos estádios/teatros uns 20 a 30 minutos antes.



Além dos shows, no SeaWorld existem muitos hábitats e exibições de animais: aquários com tubarões, tanques com golfinhos ou arraias, pinguins, lontras, peixes, etc. No mapa cada atração está bem marcada e, como são exibições para você visitar, não têm fila nem stress: na hora em que estiver passando na frente, basta entrar e aproveitar. Os pequenos - e os maiorzinhos que gostarem de animais - vão adorar!

Para os visitantes menores de 7 anos, o Shamu´s Happy Harbour é garantia de pelo menos 2 horas de diversão. Além de muitos brinquedinhos, a atração principal dessa área é a montanha-russa da Shamu, que é ideal para os pequenos terem seu primeiro gostinho de adrenalina.

O parque está buscando uma contínua renovação, para se manter relevante no ambiente super competitivo da cidade de Orlando, que apresenta uma nova atração, parque ou reformulação a cada poucos meses. A última adição foi a área da Antártida, cujo brinquedo mais importante é o Empire of the Penguin. Mais abaixo você poderá ver nossa opinião sobre cada brinquedo, exibição e show que assistimos em nossa última visita.


Dicas práticas

Como em todos os parques de Orlando, no SeaWorld também chegar cedo é essencial, especialmente se você quiser visitar as atrações que atraem maiores filas, como Manta, Empire of the Penguin e Kraken, sem precisar comprar o Quick Queue. Não deixe de comprar seu ingresso onlinte ANTES de chegar ao parque. Imprima-o e leve com você, pois assim você poderá ir diretamente para a catraca. As filas para comprar ou trocar vouchers no SeaWorld são beeem longas, então é melhor evitá-las!

A fila da segurança, por outro lado, é inevitável. Neste parque não tivemos nenhum problema com itens levados para dentro (garrafas de água, lanche para as crianças, etc), mas a fila também estava bem longa e andava devagar.

Ao entrar no parque, vá direto para as atrações que formam filas. Depois que você aproveitar esses brinquedos que têm maiores multidões, você poderá assistir aos shows e visitar os hábitats com tranquilidade. Se for querer andar na Manta o dia inteiro (como nossas crianças...), compre o Quick Queue, pois vale super a pena.



Um macete: o tempo de espera postado na entrada das atrações costuma ser um pouco superdimensionado. Se estiver escrito 1 hora, considere uns 40 minutos. Isso porque, como o Quick Queue é pago, o parque tem interesse em que os visitantes achem que vão esperar muuuito! Assim, podem vender mais passes. Então, o ideal é dar primeiro uma volta pelo parque (para ver com os próprios olhos se há multidões ou não), e entrar efetivamente em uma dessas longas filas para ver quanto tempo demora de verdade. Depois você decide se vai comprar o Quick Queue.

Na entrada, não deixe de pegar um mapa e os horários dos shows daquele dia. Decida quais shows vai assistir e planeje o itinerário de acordo, pois os estádios ficam cada um num canto do parque. Procure ir aos brinquedos próximos do local do show ANTES do horário, pois se deixar para ir depois vai pegar filas enormes das pessoas que acabaram de sair dos shows, e invadem todos os restaurantes e brinquedos próximos. Gaste uns 5 minutinhos planejando os shows e brinquedos que vão aproveitar em cada período, para evitar ficar ziguezagueando pelo parque.

Nossa visita foi num feriado nacional americano, por isso fizemos uma reserva para almoçar no Sharks Underwater Grill. O restaurante é muito bonito e tem um aquário enorme (ocupa uma parede inteira), que distrai bem as crianças. Mas a comida é cara, de qualidade sofrível e o atendimento, desatencioso para dizer o mínimo. Vale só se quiser sentar e descansar no meio de um longo dia de caminhada (o parque é enorme!). Caso queira evitar o Sharks e economizar um pouco, o SeaWorld tem vários fast foods espalhados, mas que não chegamos a experimentar. Almoce cedo e escolha um horário de show (principalmente se for o show das baleias orca, o One Ocean), para pegar menos fila.



Atrações do SeaWorld

1. Manta *****: como fica bem na entrada do parque, a tendência é lotar logo cedo. Foi a primeira atração que visitamos, e, após pegar quase 1 hora de fila, decidimos comprar o Quick Queue, e andamos nela mais umas 3 ou 4 vezes! A Manta é nossa montanha-russa preferida em toda Orlando (contando com as do Busch Gardens também!) Você se senta em assentos individuais com as perninhas balançando no ar, e a pesada trava de segurança é baixada. Além das barras convencionais que "abraçam" os ombros, a trava tem também um tipo de "camiseta" emborrachada que vai quase até o pescoço, e serve para segurar seu corpo. Isso porque, ato contínuo, os assentos se viram e você fica olhando para o chão. É a chamada montanha-russa voadora. Quando o trajeto começa, prepare-se para a melhor (ou pior) experiência de sua vida! Você literalmente voa pelo ar, e a posição do assento proporciona sensações bem diferentes das montanhas-russas comuns. Por exemplo, ao passar por um trecho em espiral, em determinado momento você está literalmente deitado de costas olhando para o céu! Ao entrar em loopings ou descidas, você fica quase de cabeça para baixo, sentindo o efeito da gravidade empurrando seus ombros contra a trava. Emoção pura, mas não é para qualquer um! A certa altura há um esguicho de água, mas é meramente cenográfico, quase não molha os ocupantes da Manta.



2. Journey to Atlantis ***: brinquedo meio velhinho, já mostrando bastante a idade. O tema também é meio fora de moda, mas para as crianças até uns 12, 13 anos nada disso importa: as descidas em meio à água compensam qualquer defeito! O Journey to Atlantis não é como os outros "flume rides" (brinquedos de barquinho com água), que são basicamente um passeio pacato entre cenários até chegar a uma única queda grande (como a Splash Mountain, no Magic Kingdom). Entremeando os trechos com cenários e "história", há pelo menos 3 quedas do barquinho, uma delas bem grande (é a que dá para ver de fora do brinquedo), e trechos com velocidade relativamente rápida. Por isso, o Journey molha mesmo pra valer, se não molhar na primeira queda, vai molhar na segunda ou na terceira. Nós driblamos isso com capas de chuva, que mantiveram uns 90% da água longe das nossas roupas... Diversão na certa, mas deixe seu senso crítico e estético do lado de fora do brinquedo, ok?



3. Antartica, Empire of the Penguin ****: um simulador de uma viagem pelo gelado continente e suas águas, "visitando" os pinguins que lá habitam. O veículo do simulador é um carrinho redondo com 8 lugares (4 na frente e 4 atrás), que anda sobre o chão, mas tem diversos movimentos que simulam mergulhos na água, corridas pelo gelo, etc. Você vai passando por uma série de diferentes salões, e parando a intervalos diante de grandes telas onde a história de um pequeno bebê pinguim vai sendo contada. O brinquedo é novinho em folha e os movimentos e simulações são muito bem feitos. Não está entre os top 5 simuladores de Orlando, mas vale a visita. No final, a saída desemboca no habitat dos pinguins, com 2 espécies diferentes e vários animais, que renderão um bom tempo de observação. Leve um casaco porque lá dentro pode ficar bem friozinho!



4. Kraken *****: uma montanha-russa convencional, em que você vai sentado em carrinhos longos com 4 assentos em cada fileira. O trajeto é emocionante e os trilhos, suaves como um voo de asa delta. A primeira descida é a mais arrepiante, se você não tiver um infarto logo no começo, vai chegar bem ao final. Imperdível para quem gosta de emoções (bem) fortes.



5. Wild Artic ***: vale mais pelos habitats de animais (os ursos polares e belugas são o destaque) do que pelo simulador de helicóptero. O simulador é um brinquedo antigo, precisando de uma bela renovação. As instalações são meio velhinhas, com cadeiras antigas que chacoalham demais e dão pouco efeito. A imagem do filme que passa também está precisando ser trocada. Se não estiver com paciência, pode ir direto ver os animais, que não perderá grande coisa.

6. Shark Encounter ****: depois de visitar os tubarões-baleia em Atlanta, poucos aquários de tubarões poderão superá-lo. Mas o Shark Encounter foi um dos primeiros aquários com um túnel totalmente transparente que o atravessa pelo meio. Ver os peixes, arraias e tubarões passando por cima é uma experiência emocionante, principalmente se você nunca passou por túneis do tipo em outros aquários.



7. One Ocean (show de orcas) ***: para quem nunca viu um show de orcas, este tem tudo que você pode querer: saltos, acrobacias e muita água espirrando. Mas, para quem já assistiu a versão anterior do show, Believe, One Ocean realmente perde a graça... No Believe a história girava em torno de um menino que vira treinador, e o fato deles entrarem na água com as baleias e fazerem parte do show fazia toda a diferença, pois dava um toque afetuoso e humano ao show. Depois da morte de uma treinadora diante do público em 2010, as pessoas foram proibidas de entrar na piscina com as orcas, por isso tiveram que reformular o show. Se você gosta desse tipo de atração, este é um show imperdível em Orlando. Basta chegar com uns 20, 30 minutos de antecedência para pegar um lugar no estádio.



8. Montanha-russa da Shamu ***: para as crianças menores, que ainda não podem ir na Manta e na Kraken, mas gostam da adrenalina, Shamu pode ser um ótimo começo! Mas, para os mais críticos, é um brinquedo meio antigo, que chacoalha um pouco demais. Vale se não tiver mais nada para fazer.

A batalha de imagem do SeaWorld

O episódio da morte da treinadora no show das orcas, em 2010, se somou às já grandes pressões dos ambientalistas contra o SeaWorld, por supostos maus tratos aos animais. Aparentemente, no início das atividades do parque, mercenários foram pagos para capturar baleias em habitats selvagens, para trazê-las para os shows. Depois, durante alguns anos os animais receberam tratamento menos do que ideal, talvez tendo sido até maltratados.

Hoje em dia, pelo menos aparentemente o SeaWorld está empreendendo grandes esforços para reverter esses anos de equívocos, através de iniciativas ambientalmente corretas e uma batalha no front da comunicação. Uma batalha inglória contra grupos bem estridentes, alguns dos quais radicais demais.

Em defesa do parque, poderíamos dizer que, nos anos 50, 60 e 70, capturar animais em ambientes selvagens para a diversão dos humanos era corriqueiro. Até Richard Attenborough, o apresentador mais ecológico da BBC, aparece em vídeos dos anos 50 e 60 capturando animais. Ao longo dos anos 80 e 90 esta mentalidade mudou muito, com a extinção de vários animais e o desenvolvimento da consciência ecológica das comunidades.

Nos anos 2000, já não era mais tolerável que alguém decidisse buscar animais selvagens para construir um zoo. Hoje, a maioria dos animais que são exibidos por aí nasceram em cativeiro ou foram resgatados em condições precárias próximas da morte.

Há uma linha muito tênue entre o trabalho de conscientização das populações urbanas através de zoos, aquários e até parques temáticos, como o Animal Kingdom ou o SeaWorld, e o questionamento sobre a real necessidade de ter animais em cativeiro para tal fim.

Quem nos acompanha sabe que nossa família adora animais, em quase todas as cidades que visitamos fazemos questão de conhecer o aquário e o zoológico locais. Esse interesse do nosso filho teve data e local definidos para começar: nossa visita ao aquário de Barcelona, em 2010. Podemos dizer com desassombro que, se não fosse por essa visita, ele não gostaria tanto dos peixes, e não teríamos em casa uma prateleira lotada de livros sobre animais marinhos - na verdade, sobre todos os tipos de animais.

Assim, a importância das crianças terem um contato precoce com os bichos é subestimada por aqueles que querem abolir todos os aquários, zoos e parques com animais. E, para gente como nós, animais urbanos que não têm tempo ou recursos para viagens frequentes aos ambientes selvagens (geralmente são viagens muito mais caras do que as demais), esses lugares têm uma importância ainda maior.

Por outro lado, a pressão dos ambientalistas é imprescindível para provocar mudanças e melhorias no tratamento aos animais. Os habitats mais amplos e naturais, treinamento mais humano sem uso de métodos violentos ou coercitivos, redução do número de espécimes no mesmo espaço, nada disso teria acontecido se não fosse pela vigilância dos grupos mais engajados.

A história entre os que protestam e o SeaWorld - bem como outros locais que criam animais em cativeiro no mundo - ainda está longe de terminar. Por enquanto, o que podemos dizer é que o parque parece estar trabalhando para melhorar as condições dos animais, e certamente não faz mais uso de expedientes antiquados como captura de animais selvagens. E a diversão lá dentro, além da oportunidade das crianças terem contato com animais que de outra forma jamais conheceriam, são pontos fortes do SeaWorld.

Esperamos que esta luta leve a um SeaWorld melhor, não a seu fim como querem alguns!

E você, o que pensa sobre esse assunto? Poste sua opinião nos comentários!

terça-feira, 14 de abril de 2015

O JEITO DISNEY DE INFORMAR E ENTRETER.


Foi com muita satisfação que aceitamos o convite da Disney para um almoço promocional para divulgação dos parques e cruzeiros da empresa, que aconteceu no dia 14/4/2015. Como sempre, a organização e a forma de comunicar as novidades superaram nossas expectativas.

Fomos recepcionados com um café-da-manhã simples, mas caprichado, com detalhes Disney, como as melancias cortadas em formato de Mickey! Para ficar completo mesmo, só faltavam os waffles do Mickey, que são nossa comida preferida na Disney.




Depois de um tempinho as portas do salão se abriram e entramos num espaço onde, ao invés de uma palestra maçante ou apresentação cheia de pirotecnia, foram montadas "estações" temáticas dos parques, cruzeiros e Downtown Disney. Em cada estação, cast members "importados" diretamente dos EUA estavam a postos para, com a costumeira simpatia, explicar cada produto e tirar as dúvidas dos participantes.



Em seguida um chef do WDW preparou um prato diante de todos, e o almoço, muito caprichadinho e gostoso, foi servido em cumbuquinhas.



Neste evento, o foco e a "desculpa" oficial foi a gastronomia Disney. Chega a ser engraçado, pois, há poucos anos, convidar as pessoas para um almoço inspirado na gastronomia Disney seria uma piada de mau gosto (o trocadilho é proposital... rsrs). Mas quem acompanha o nosso blog já sabe que temos tirado o chapéu para a capacidade da empresa em melhorar significativamente o que era seu maior calcanhar-de-aquiles, a comida.

O picadinho com farofinha tinha um toque levemente oriental (óleo de gergelim)
e estava uma "dilícia"!!!



Apesar do evento ser oficialmente gastronômico, e a comida razoavelmente boa, nenhuma grande novidade no front "alimentação" foi apresentada. O cardápio teve saladinha, picadinho, polenta com shimeji, nhoque, penne com salmão defumado e risotinho com alho poró. As sobremesas estavam divinas, principalmente a torta de maçã, ícone americano.

O ponto alto do evento, como em quase todos os eventos Disney, foi a chegada do Pateta para "ajudar" a servir o almoço. E depois vieram o Mickey e a Minnie também!




Em breve atualizaremos nossas postagens da Disney com as novidades de nossa última visita a Orlando, mas, por enquanto, do que pudemos obter de informações no evento, já podemos adiantar algumas novidades!

Uma das maiores obras que vimos em nossa última viagem estava acontecendo em Downtown Disney. No evento pudemos ver uma ilustração completa de como vai ficar a área ao término da reforma. Pleasure Island, a área noturna para adultos com bares e boates, está oficialmente extinta, "morta e enterrada" (demorou!). No lugar, haverá u a grande expansão da atual Downtown Disney, e tudo passará a se chamar Disney Springs. O nome Downtown Disney também vai para o cemitério, junto com Pleasure Island.

Pleasure Island chega ao fim, e Downtown Disney vai passar a se chamar
Disney Springs.


Outra grande reforma que está ocorrendo lá é no Animal Kingdom, que vai receber uma área temática do Avatar. Já o chapéu do Mickey feiticeiro, que foi removido do Hollywood Studios, por enquanto não vai ter substituto.






Como acabamos de voltar de Orlando, concentramos nossas conversas mais nas áreas onde estavam as estações sobre os cruzeiros Disney. Quanto aos itinerários dos navios, uma grande variedade de novos destinos está sendo acrescentada às tradicionais saídas pelas Bahamas, Caribe e Mediterrâneo. O Alasca continua firme e forte entre as opções mais populares, e a empresa está acrescentando novos e exóticos destinos, como leste europeu, litoral da Inglaterra e Escócia. O Disney Magic foi totalmente reformado e agora tem atrações semelhantes às do Dream e Fantasy, até um toboágua (menorzinho), chamado AcquaDunk.



Acessando o blog da Disney e o site do Disney Cruise Line, qualquer um pode ter acesso a quase todas essas informações. Mas ser recebidos pessoalmente por funcionários dos parques e navios, e poder tirar dúvidas e até dar sugestões em primeira mão, fez deste um momento verdadeiramente Disney!

E para fechar com chave de ouro, além de ganhar uma sacolinha cheia de mimos da Disney, nosso nome foi sorteado para ganhar uma linda bolsa da Disney feita pela Dooney & Bourke! Chique no último!


Mimos para blogueiros: carregadores, adaptadores, pendrive com
press release e squeeze para bater perna nos parques!

E a bolsa Dooney & Bourke!