segunda-feira, 18 de outubro de 2010

PORTOS DO ALASCA: KETCHIKAN E JUNEAU

Por M.C.Carvalho
Fotos J.A.Carvalho


Conforme prometido, publicamos hoje a postagem sobre os 2 primeiros portos de parada (port-of-call) da viagem ao Alasca. A viagem iniciou-se no Canadá, onde embarcaram no navio rumo aos portos do Alasca. Depois da partida de Vancouver, o navio parou em Ketchikan e Juneau. Veja as dicas dos nossos amigos sobre o que fazer nesses lugares. Opções não faltam!

“Ports-of-call” e o que fazer em cada um deles.....

Ketchikan:

A acolhedora cidade de Ketchikan
Também conhecida como “porta de entrada do Alasca” ou capital mundial do salmão, Ketchikan é uma cidade pequena e acolhedora com uma multitude de boutiques vendendo praticamente tudo com Alasca escrito nele.

Acampamento Ketchikan
A principal atração da cidade, o salmão, pode ser visto pulando dos riachos entre final de agosto e meio de setembro e a pescaria é um dos passeios mais requisitados deste porto. Nós partimos em um barco de alumínio para pescar nos canais ao redor da ilha de Revillagigedo onde fica Ketchikan e depois fomos degustar nossos peixes em uma praia onde foram limpos e preparados em um rancho muito aconchegante.


Sobrevoando os Misty Fjords
 Outro passeio popular é o vôo de hidroavião pelos Misty Fjords (misty vem de neblina, há uma neblina permanente nos fiordes entre as montanhas). O hidroavião levou 12 passageiros para conhecer os fiordes, seus lagos, ilhas e cachoeiras de um verde exuberante, aterrissando em um lago gelado remoto e voltando ao píer depois de sobrevoar nosso navio. Ainda deu tempo para uma visita ao Discovery Center, onde painéis e objetos ilustram e explicam em detalhes a vida animal, o clima, a vegetação e o povo desta parte do mundo.

Outros passeios oferecidos pela Regent incluíam: voo de hidroavião para observação de ursos em Prince of Wales, vários tipos de city tour - com destaque para os que incluem visitas ao parque dos totens, o Lamberjack Show– show onde são demonstradas as habilidades dos lenhadores, que com enormes machados competem cortando imensas toras de madeira (não fomos, mas pelos comentários que colhi, o show parecia uma armadilha turística, se bem que a lojinha – acessível a todos, é bem interessante para presentear crianças com diversos artigos entalhados em madeira) e ainda vários passeios gastronômicos para degustação dos pratos típicos da região – salmão, halibut, king crab. Fora do menu da Regent há ainda arborismo/tirolesa na Alaska Canopy Forest e o passeio no Ketchikan Duck Tour – o ônibus/barco com similares que operam também em Londres e Washington D.C.

Seja lá qual for sua escolha, procure reservar um tempo para andar por Ketchikan, pois de todos os portos visitados, este é o melhor para as compras, não só da quinquilharia “made in Alaska” mas também de arte nativa Tinglit. E se você tiver um tempo antes de re-embarcar não deixe de provar o clam-chowder vendido em um pequeno quiosque na frente do porto (Alaskan Surf Fish & Chips). Esta sopa cremosa de marisco, bem apimentada, entra fervendo para esquentar seus pulmões ainda não aclimatados ao vento frio do Alasca.

Juneau:

Glaciar Medenhall, o mais visitado
do Alasca
A capital do Alasca é inacessível por terra uma vez que é rodeada de glaciares que impedem a construção de um sistema rodoviário. A capital vive do turismo, dos trabalhos relacionados ao governo e da pesca! O glaciar mais visitado de todo o Alasca fica aqui, uma vez que é um dos únicos acessíveis por terra e com um amplo centro de visitantes. Há várias maneiras de se visitar o Glaciar Mendenhall, além do ônibus que leva ao centro de visitantes, incluindo caminhadas, helicópteros, dogsledge , hidroavião.

Novamente, a dica é complementar o leque dos seus passeios; se você já andou de hidroavião em Ketchikan, pode descartar esta opção por aqui. As aventuras de helicóptero nos pareceram tentadoras a princípio, pois permitem andar pelo alto do glaciar e observar os centros de treinamento dos cachorros que fazem a famosa corrida anual IDITAROD. No entanto, necessitam de tempo imaculado para que o helicóptero tenha condições de pousar em segurança e muitas vezes são canceladas, além de terem um preço bem salgado, pois não são parte do menu de excursões gratuitas incluídas no pacote da Regent. Além disso, algumas delas tinham restrição de idade e não pareciam apropriadas para os mais novos. Assim, optamos por um passeio que incluísse o Glaciar Mendenhall e também a observação de baleias na baía de Auke.

Baleia Jubarte em Juneau
O passeio partiu do porto em ônibus até a marina da baía de Auke onde embarcamos em um grande zodiac (barco inflável coberto). O biólogo a bordo acompanha o passeio apontando as inúmeras baleias jubarte que vivem na região. Diz a lenda que se você embarcar neste passeio e não avistar uma jubarte, recebe $100. Pois é, isso não aconteceu conosco, avistamos inúmeras baleias, que apesar de não estarem breachingou pulando inteiras para fora da água, estavam nadando ao nosso redor todo o tempo. Como bônus, um dia lindíssimo (e raro) de céu azul, leões marinhos, montanhas e glaciares. Há responsabilidade ecológica no passeio: se a baleia reage de qualquer forma à presença do barco, partimos. Ficamos no máximo 15 minutos observando um mesmo animal e nunca a menos de 30 metros de distância.

Na volta, um lanche rápido e o ônibus nos deixa na entrada de uma trilha de terra batida de uns 2 km que leva ao Lago Mendenhall, em frente ao glaciar de mesmo nome. Na trilha, o biólogo discorre sobre a floresta nacional “Tongass”, seus exemplares mais distintos. Avistamos castores construindo um pequeno dique no riacho e chegamos ao ponto de observação do Glaciar Mendenhall e suas montanhas de gelo azuis.

Na volta ao navio ainda conseguimos subir no teleférico (tramway) de Mt. Roberts, cuja estação fica ao lado do píer. De cima dos seus 550 metros avista-se Juneau e os arredores. Há ainda trilhas e restaurantes: o site http://www.goldbelttours.com/mount-roberts-tramway oferece uma revisão das principais atrações.

Semana que vem não perca o último post com mais 3 portos de parada e a chegada a Anchorage!


2 comentários:

  1. Dúvida cruel... Vou em maio para o Alasca e decidi fazer o passeio por terra, gostaria de saber se é melhor Juneau ou Anchorage. Help me please!

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  2. Estou lendo sobre o Alaska e estou encantada com os comentários...
    Já estou me vendo no Alaska!!
    Elisa

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